terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
um novo morre deabo
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
up a gangsta style
Então, o único chefe da polícia que ainda não foi comprado designa o único tira durão que não foi comprado para montar uns Intocáveis com os únicos tiras que não foram comprados. Uma força tarefa ultra secreta do estilo “ninguém pode saber, nem os historiadores, já que o filme é baseado em fatos reais”.
É um filme noir, tipo Serpentes a Bordo, temos muitos tiroteios, sopapos, frases de efeito – do tipo, já ouvi ou li isso em algum lugar - e um romance (se é que posso chamar disso) meia boca. Aliás, descobri o meme do Gosling e o cereal um dia antes de ver o filme, o que elevou exponencialmente eu não levar a sério o que não era pra ser levado mesmo, corro o risco de nunca mais ver o ator sem lembrar disso. No geral, a pegada do filme é bem caricata e violenta, o que me fez pensar se não eram as pessoas que eram caricaturas vivas mesmo naqueles idos. Senti saudade da minha infância, uma época em que homens resolviam suas diferenças nos punhos e ninguém se metia, enfim, não estávamos nessa sociedade mimizenta de hoje. Mas aí lembrei que a tal infância não era minha e sim de Clint Eastwood.
A piada de noir com Serpentes a Bordo foi fraca, mas se você não entendeu ou passou batido, parabéns...eu também queria ser uma pessoal normal que nem você.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
mundo pós-apocalíptico para os coalas
Esta aventura do coala Tom me lembrou um filme do filho do David Bowie, do qual gostei muito (me refiro ao filme): Lunar (2009) e também de um outro filme que não vou dizer porque se você por acaso viu os dois, e não tiver problemas sócio cognitivos, irá juntar as peças e este parágrafo seria sem esforço um spoiler.
Se você acha que escrevi sobre Oblivion só para fazer o trocadilho de um coala vivendo num mundo pós-eucalipto, eu só digo pra você: Bingo! A propósito, um bom nome para um coala, caso compre um na feira da Pedreira (Belém – PA).
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
As arvres somos nozes das vida


domingo, 31 de outubro de 2010
sangue, vômito, peitos e tripas em 3d

No filme, um grande lago é a maior atração da cidade. Um abalo sísmico abre uma fenda liberando piranhas pré-históricas (as originais) perto do grande evento turístico-comercial: uma festa que reúne a juventude transviada do momento, com muitas drogas, seios à mostra, música ruim e pau no cuzisses gratuitas, o de sempre. O fato é que em 15 minutos de filme, já temos uma vontade imensa de que o cardume faça sua parte e ajude no controle populacional da terra. O que acontecerá com maestria e absurdez em cenas hilárias com muito sangue, vômito e tripas em 3d. No meio disso temos o jovem Jake, que todo verão tem que ficar em casa cuidando dos irmãos mais novos, mas desta vez está empolgado como guia para uma equipe de filmes pornográficos. Ele é o herói que elegemos contra as piranhas...porque essas cretinas começam a comer alguém antes mesmo dos atores, minguando o plano do rapaz se envolver em alguma sacanagem certa e iminente.
Final da sessão, da poltrona de trás ouço: “Hahaha, valeu cada centavo!”. E eu não pude fazer outra coisa a não ser concordar com o cara. Eu me diverti litros com esta obra! Terem pagado meu ingresso e o grande nº de garotas de biquíni não tiveram nada a ver com isso. Um filme para quem curte um pânico generalizado e já está puto com os animais muito loucos da sessão da tarde.

"É, eu acho que agora já podemos escrever o memorando pedindo a interdição do lago."
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
"quer me fuder? me beija!"

O que acontece neste segundo episódio da saga de Roberto Nascimento é justamente o fim de tudo que ele acreditava. Após fortalecer o BOPE e praticamente exterminar a ação de traficantes, ele se vê às voltas com o surgimento de milícias – criadas da ação de policiais corruptos. De forma até mesmo didática, o filme mostra como se dá toda a origem do negócio até o fortalecimento com o envolvimento de figuras públicas: deputado, secretário de governo e etc – esse pessoal que na teoria deveria ajudar a sociedade. No maior clima “Inimigo do Estado”, Wagner Moura vai narrando o drama de seu personagem, que todos sabemos, tem convicções bem severas quanto a lidar com bandidos e afiliados – e não importa se eles são vítimas de uma sociedade excludente que não deu oportunidades ou playboys que tiveram tudo e agora lucram mais ainda com vidas alheias. É a visão de um cara que trabalha há 20 anos na polícia e sabe que está numa guerra. É o que guia o filme, é o que guiou o primeiro e levantou a bandeira de ser FASCISTA! Porra, eu nunca achei isso, nem você que não leva nada a sério... mas muita gente (que adora frescar e participar de discussões que não levam a nada e não ajudam ninguém) achou. Pelo menos no segundo filme temos um contraponto na figura de Diogo Fraga, o cara dos direitos humanos. Com suas ações e visão de mundo, ele tem uma participação essencial no desenrolar da história. No final das contas, a verdade é que cada um só está cumprindo o seu papel...e nenhum dos dois está contente em fazê-lo.

Nova versão de "quem disse que a boca é tua?!" = "Quem disse que o comando é teu?!".
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
pela cota de mulheres carecas

Um casal de cientistas bioquímicos consegue criar um novo ser através de um splicing (mistureba) de DNA’s de várias espécies: aves, répteis, mamíferos e etc. O bichinho vai muito bem, obrigado, e é capaz de produzir uma proteína supimpa para ser usada na indústria pecuária. “Nossa, imagina quantas doenças poderíamos curar e em quantas capas de revistas iríamos aparecer se criássemos um outro com DNA humano dessa vez, heim?” – idéia que surge na cabeça da mulher da relação. É claro que tal plano foi devidamente rechaçado pelo alto escalão da companhia científica, devido às pressões que poderiam sofrer da opinião pública, religiosa e a balbúrdia que ocorre com a descoberta de manipulação de DNA humano e pouco recheio no pastel.
Após ler o livro "As Moçoilas Gritam Ética", o cientista cede ao desejo da esposa, com a condição de gerar o embrião apenas para saber se eles são capazes de fazê-lo, tá beleza? Daí eles passarão o resto do filme que nem aqueles pedreiros que você contratou para uma obra na sua casa: competindo quem consegue fazer mais merda!
A premissa manjada de monstro criado pelo homem que foge do laboratório e sai matando todo mundo por aí cai cedo por terra. Logo o filme explora o drama da personagem de DREN, a criatura, que provavelmente sofrerá do mal que assola todos os únicos de uma espécie, os excluídos, como Rocky Dennis e o monstro de Frankenstein. No início, o filme lembra A Experiência (1995), aquele que pegam DNA alienígena e criam uma gostosa! Você pode pensar que se Natasha Henstridge, loira, alta, estrangeira, teve dificuldades para conseguir descabelar o palhaço no outro filme... o que será de Dren, com rabo, joelhos ao contrário e careca?! Pois é, mas há uma corrente filosófica que diz que "pornografia é igual informática: é preciso estar se atualizando sempre!" (Loro da Doca).
Os efeitos especiais são da melhor qualidade e os atores idem: Adrien Brody (de pianista raquítico que passa um filme inteiro se escondendo de nazistas até virar mercenário que enfrenta sem camisa o Predador), Sarah Polley (talentosa atriz/diretora relembrando horas de tensão como em Madrugada dos Mortos) e Delphine Chanéac (alterada geneticamente, sinistra, inocente e perigosa). E aí, afim de um drama-horror-science-fiction-erotic-triller? Vá de Splice! É um prato cheio para quem gosta dos filmes do David Cronenberg e Paul Verhoeven.

Eu heim, me erra bonito, tá!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
ufa, ainda bem que é o último!

O cartaz do estilo: "Melhor filme de terror de todos os tempo epic win ever!". Malditos cartazes, e olha que eu só o vi depois de ter assistido ao filme!
Sabe aquelas continuações que destroem tudo o que o 1º filme foi um dia? Pois é, The Last Exorcism consegue fazer isso num único filme. Porque a história é até boa:
Pastor tem sua fé abalada após ler num jornal a morte de um garoto por pessoas que tentavam exorcizá-lo. Hoje ele faz seus ritos porque aprendeu a evangelizar desde cedo e tem família pra cuidar, mas sem saber se realmente ainda acredita em Deus. Então, ele vai pregando a palavra em sua igreja e fazendo exorcismos – que não passam de um teatro de charlatanismo cujo objetivo é curar as pessoas, já que elas realmente acreditam que estão sob influencia de algum demônio. Para deixar para a posteridade que essas possessões demoníacas são apenas fruto de problemas psicológicos + crenças medievais da população, ele chama uma equipe para gravar seu próximo exorcismo (um cameraman e uma assistente). Sim, outro filme de câmera subjetiva...e cada vez mais eu percebo que a função desses filmes é apenas mostrar o quanto REC é bom!
É até bacana descobrir aos poucos os truques do pastor e a atuação da atriz em algumas partes, como as da calistenia demoníaca, alongamento extreme ou seja lá que porra for aquilo, sem efeitos especiais...mas acaba aí, e isso já e dar muito crédito a este misto superficial de O Exorcista (há uma leve impressão de putaria, que de tão leve chega a ser constrangedora) + O Exorcismo de Emily Rose (acho que usaram o mesmo celeiro) + A Bruxa de Blair ( ah, vai tomar no c*!).
De resto: O filme sacaneia geral com a nossa cara o tempo todo, que esperamos sempre por uma coisa realmente assustadora (e isso significa, que aconteça alguma coisa, qualquer coisa!) ou que ainda há esperança de que uma reviravolta salve tudo – insisti nisso até o momento em que o pastor Cotton Marcus tem a excelente idéia de visitar o rapaz que trabalha num Café na beira da estrada. Anote aí. É o momento em que você deve sair do cinema ou parar de assistir (já que infelizmente começou). Até o clichê de homem de Deus que se mete numa encrenca daquelas para recuperar a sua fé seria melhor do que sermos postos à prova num final inacreditável de tão ruim! O pior é que não acredito que tenham feito aquilo de pura sacanagem, mas sim, porque acharam que era um final dos bons mesmo!
Lembrei dos finais de "Em Busca do Cálice Sagrado" e "Dead or Alive". No filme do Monthy Phyton, os cavaleiros do rei Arthur são presos pela polícia, com direito a viatura e tudo, um absurdo e um dos mais hilários términos de filme porraloka que já vi. No outro, Dead or Alive é um filme de máfia japonesa até que no final... Takashi Miike (diretor) faz um duelo em que um cara tira uma BAZUCA (acho que do rabo) e o outro dá um HADOUKEN! Se você não viu esses filmes, não leia o que eu escrevi acima. \o/
É, depois de O Último Exorcismo, percebi que até para TROLLAR o próprio filme é preciso talento – coisa que essa produção só tem em ganhar dinheiro.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010
capitão planeta sem coração

Para resumir: Katara, a waterbender, é a única atuação convincente do filme; O povo do fogo usa brilho no cabelo e são todos parentes do diretor; As lutas corporais não possuem impacto visual ou real...e as elementais não ficam atrás; Eu quase dormi em algumas partes, como nas visitas ao dragão; E para terminar: eles poderiam ter chamado o filho do Jet Li, poderiam ter chamado até o Jaden Smith ou qualquer moleque que soubesse o mínimo de artes marcias para fazer Aang (o avatar)... então, alguém pode me explicar por que pegaram a menina do "Escola de Rock" e rasparam a cabeça dela?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010
a soma de todos os sustos

A história inédita (até então) dos amigos cujo modelo de diversão era se meter numa cabana isolada no meio do mato durante o fim de semana era o suficiente pra mim. Eu não sabia de mais nada, no máximo que eles sofreriam alguma ameaça das bens comuns e fantásticas plausíveis: um lobisomen, um vampiro, até mesmo um alienígena. Eu estava longe de cogitar alguma coisa demoníaca, porque meu irmão apresentou-me o filme pelo outro nome que é conhecido "Uma Noite Alucinante". Logo os jovens da história encontram um material de um antropólogo, que num dia de grande tédio passou a se dedicar a traduções do Necronomicon, o livro dos mortos – que reúne toda sorte de rituais macabro-satânicos. Só que até aí...isso tava muito barato.
Naquele noite eu levaria o maior susto da minha vida ao mesmo tempo em que meu irmão assinaria sua carteirinha do clube dos grandissíssimos filhos da puta! No meio das coisas do cientista, havia um gravador e uma fita que os jovens passaram a ouvir por curiosidade. Nela, ele profere em língua desconhecida o manual de instruções para se evocar os demonho. Ao termino da leitura, Raimi orienta marotamente a câmera atrás de uma das garotas enquanto meu irmão se prepara para me atacar...dando um grito maldito no exato momento em que a moça se vira completamente possessa e visão dos infernos!


O espírito da coisa!
ME FODI TERALITROS! Meu coração já tinha se desintegrado de tantos “tump-tumps” antes mesmo d’eu descobrir as traquinagens que viriam logo mais : árvores estupradoras, o espírito infantil que baixa na namorada de Ash (isso é sinistro pra mim até hoje) e outras cenas marcantes, como a garota presa no porão - que inspirou o clipe de Everlong do Foo Fighters. Sem contar que se você já achava legal que a única maneira de salvar seu amigo que virou zumbi era lhe estourando os miolos, vai adorar livrá-lo do fardo de ser possuído por uma entidade demoníaca: é só esquartejá-lo! Quanto mais pedaços, é mais garantido.
Eu acho que tirar demônio do corpo por esquartejamento é um método que os pastores das igrejas (que tomaram lugar dos cinemas) deveriam experimentar de vez em quando em seus cultos. O que até justificaria aquela gritaria toda.
Uma cena que me deu muito gosto de não ter porão na minha casa!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
"Black Death" (2010), de Christopher Smith

Eis que Boromir, antes de se juntar a Frodo, chega ao mosteiro com uns malencarados! Eles estão numa missão divina para encontrar um vilarejo que não é afetado pela doença, e para isso, precisam da ajuda de um monge que seja a última palavra no quesito credibilidade com Deus. E nós já sabemos quem eles vão levar, não sabemos? Entre ficar rezando e morrer pela peste ou ir embora com a possibilidade de comer alguém, qual opção você escolheria? Já é! Mesmo que essa história de vila sagrada fosse só um lero-lero para lhe levar de laranja numa viagem ao inferno. Hohoohohohohohoh <-- risada macabra.

Boromir cria sua própria sociedade do anel mal lavado, bem mais realista e pestilenta!
SPOILER: Um aviso de spoiler contém coisas que eu não quero contar pra quem não viu o filme! Não leia, é sério. Tenho um amigo que lê esta parte mesmo sem ter visto o filme...e quem fica puto sou eu, não ele. Porra, Anderson, dá um tempo!
Ora vamos, nós sabemos que esse polvo medieval era muito exagerado e radical! Eles só estavam num vilarejo, recepcionados pela Camila Morgado e outras garotas todas se querendo, que não sabiam a letra do pai nosso. Se tivessem sido um pouco mais razoáveis, enfim... Acho que pior do que ter matado a própria amada, foi ouvir a explicação da Necromante: “Ela não estava morta, foram apenas dorgas, mano!” Hahaha.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
"O Cavaleiro" (The Horseman) 2008, de Steven Kastrissios

"Ele não pode trazer sua filha de volta...mas ele pode mandar seus assassinos pro INFERNO". Bem badass motherfucker, heim?
Não deve existir tantos filmes de vingança quanto os de amor, mas que eles são uma porrada, isso são (normalmente nos dois sentidos). Neste uns caras estupram, drogam, matam e gravam um filme pornô com uma garota maluquete (pode alterar a ordem das ações). O pai da moça, um cristão de 44 anos, resolve amassar, lanhar, estropiar, desconjuntar, barbarizar qualquer indivíduo que tenha algum envolvimento nas gravações do filme que culminou na morte da pequena - dos produtores ao cara que se masturbou achando tudo dugarai véi!
Enquanto ele vai encontrado os rapazes, o máximo que acontece de história é ele tentar forçar uma amizade com uma menina que pede carona e parece quase tão perdida quanto a filha antes de partir. O resto, só a porrada nua e crua, que de exagerada, cansa e por incrível que pareça, deixa umas seqüências bem chatas. No cartaz diz que "Get Carter (O Vingador do Michael Caine) encontra Old Boy (vai ver só porque ele também tem um martelo )"... mas eu diria que “Busca Implacável” encontra “O Albergue”.
Que ele não foi nenhum exemplo de pai exemplar dá para saber desde o início, mas tudo bem, porque em The Horseman todos os câmeras, atores e demais profissionais da pornografia são malfeitores sádicos e assassinos. O pai vingativo enfia um anzol no pênis de um cara desacordado. Quando o caboco acorda e checa a situação em que se encontra, a primeira coisa que fala é: "VOCÊ É UM HOMEM MORTO, CARA!". Dá um tempo! Que espécie de ator pornô é esse? Onde foram parar meus heróis da juventude?!
Um filme aconselhado para quem gosta de porrada seca, porrada molhada, torturas em geral e acredita que a vingança é plena, não mata a alma e nem a envenena.

“Ah, então você é o cara que fazia o café no set de filmagem, é? Beleza, contigo vou usar só as bolas tailandesas!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
"Os Mercenários" (The Expendables) 2010, de Sylvester Stallone

"The Expendables" significa..Os Explendorosos...uuuii!
Ora vamos, não é implicância. Desde o primeiro trailer de Os Mercenários eu me perguntei “Mas o que Stallone tá querendo com esse cavanhaque e essa cara de cafetão gay ?”. Pessoal, é sério! Sabe aquelas narrativas do Seu Peru (da escolinha do Prof. Raimundo) em que ele distorcia a história revelando que todo mundo era da irmandande, pois é. No filme, Sly lidera um grupo de mercenários contratados para eliminar um ditador fictício de uma ilha marionete, ops. Aliás, a contratação é de levar às lágrimas os fãs, juntando na mesma cena: Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone e Ivo Pitanguy – por segurança, para não deixar extrapolar o nível de botox permitido num único take de cinema.
Silvestre e o chegado que tem mais afeto, Jason Statham, resolvem visitar a ilha “pra ver qual é”, cujo contato é "Bela, a Feia" (em versão gata, lógico). Após essa visita básica de rotina e reconhecimento que resulta em 41 soldados mortos e um porto em chamas, Rambo acha de bom tom não aceitar o serviço, dizendo tratar-se de uma cilada, Bino! Quem manda naquela birosca na verdade é um ex-agente da CIA, o vilão Eric Roberts, que desta vez arranjou um gigante da luta-livre e ressuscitou Gary Daniels, protagonista dos filmes de porrada mais esquecidos da década passada.
Acontece que, mesmo cancelando o contrato e agora sem ganhar um único centavo, Stallone resolve voltar a ilha com seu esquadrão-testosterona porque é um entusiasta da tatuagem... e a moça faz uns desenhos loosho! Por falar nisso, cansado de tentar matar o Homem de Ferro, Ivan Vanko (Mickey Rourke) tornou-se o tatuador oficial do grupo. Tem uma parte em que ele chega de moto com uma garota na garupa e bate na bunda dela no melhor estilo “UUUhuuu, adoraria ter uma assim!”. Eu heim...
"-Te disse que aqui era tudo de BOUA, olha o naipe da Ugly Betty brasileira! E olha que ainda nem ganhamos o nosso macaco!"
Pra quem gosta do gênero e criou expectativas de um PUTA filme de ação dos infernos, eu achei fraco. Peralá, estamos falando de Sylvester Stallone e a reunião de ícones da vingança solitária com explosões ao fundo. Arrisco-me a dizer que qualquer um dos atores já participou de algum filme de ação melhor que este (de acordo com meus critérios totalmente subjetivos) em alguma de suas aventuras-solo.
Como sempre, Jason Sthatam é o destaque das cenas, quebrando, esfaqueando ou atirando (ao mesmo tempo), tudo com golpes perfeitos bonitos de se ver, sem nunca deixar de ser um gato...e careca. Depois de detonar 6 caras numa quadra de basquete, eu juro que o ouvi falando: “Agora você já sabe o meu trabalho...sou porradero!”.
Por ter ajudado a quebrar a hegemonia do herói bombado de filmes de ação, o diretor deu a Jet Li nada mais que um castigo justo: servir de saco de pancadas do Dolph Lundgren durante o filme inteiro.
E no final, depois que tudo é destruído, Giselle Itié vem toda insinuante “– E ai, Sly, você vai voltar? / - Valeu, tchau!”. As palavras finais de Jason para Sylvester (e seu cavanhaque bem definido) dentro do avião, pra mim soaram assim : “- Puxa, Lone, sabe o que é pior de tudo? Eu achei que ela não fosse o seu tipo...SUA LOUKA!” Os Mercenários é isso, uma trupe de bichonas aposentadas que precisam muito se auto afirmar explodindo tudo e a todos de graça.
“Garçom, gostaria de Van Damme, Steven Seagal e Chow Yun Fat no elenco do próximo filme, sim? Obrigado."
NOTA - A rede de cinemas Moviecom (a única da cidade) nos deu como única opção, uma única sala, com uma única cópia dublada, no Shopping Castanheira (fica na entrada de Belém - PA). A distância, a falta de opção ou dublagem será a última coisa que você irá se preocupar quando começar a não escutar porra nenhuma do que os atores falam – ou estou ficando surdo ou o som de lá é uma porcaria.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
"A Origem" (Inception) 2010, de Christopher Nolan

Leonardo Dicaprio especializou-se em roubar segredos (idéias) dos outros da maneira mais fácil que poderia pensar: dormindo. Isso mesmo, senhas de sites pornôs, escalação da seleção, receitas de culinária, tudo pode ser surrupiado mais facilmente quando as pessoas estão sonhando. Como sempre tem alguém querendo se dar bem, desenvolveu-se todo um mercado em torno disso: mercenários dos sonhos, exploradores do subconsciente, criadores engenhosos e empresas para pagar altas somas pelas informações que eles conseguem extrair.
Mas de acordo com os estudiosos que acabei de inventar, mais difícil que roubar uma idéia, seria inserir uma idéia na cachola de uma pessoa dentro de um sonho. É como se no passado você invadisse um sonho do George Lucas com umas lanternas de lâmpadas verdes do Paraguai e simulasse uma luta com os feixes de luz. Manjou? Essa idéia cresceria e o faria milionário alguns anos depois, com todo um universo que lhe renderia grana para algumas vidas. O problema é que para se inserir uma idéia com eficácia é preciso atingir um nível mais profundo de sonho: estar num sonho, dentro de um sonho, dentro de um outro sonho – e isso, de acordo com os especialistas, é deveras perigoso por diversos fatores.
É justamente essa missão que Leonardo aceita e monta sua equipe de RPG bem definida: o promoter, o falsificador, o arquiteto, o químico e o cara de gel no cabelo que parece o Heath Ledger – o time dos sonhos de qualquer assaltante. Como se não bastassem os perigos a que estará sujeito em sonhos alheios, ele ainda tem que aturar a esposa, Juliana Paes, que adora ter discussões de relacionamento e tocar o terror no seu subconsciente.
A grande sacada e dinâmica do roteiro é justamente variar entre os planos de sonho. De outra forma, só veríamos os atores dormindo pra caramba! Meu amigo que dormiu durante o filme entendeu a trama melhor que todos nós! (RÁ). Também acho que, apesar do filme explicar por que o arquiteto não poderia aloprar e dar uma de Salvador Dali no mundo dos sonhos, eu esperava (gostaria) que tivesse mais pirações, afinal de contas...é sonho!
Nolan é um desses nomes da atualidade que me faz lembrar da época em que eu acreditava que determinado diretor vinculado a um filme era sinal de que viria coisa boa pela frente. Eu deixo você gastar essa grana no ingresso com louvor.

Dorgas, MaNolan!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
“Triângulo do Medo” (Triangle) 2009, de Christopher Smith.

O swing em alto mar fica mais remoto quando uma súbita tempestade deixa todos à deriva! Quando procuram abrigo no único navio que passava por ali e o primeiro dos amigos aparecer ensangüentado tentado matar um outro, você vai perceber que está anulada qualquer tentativa de putaria - isso era uma coisa que passou apenas em sua cabeça desde o início, seu tarado!
Se você está se perdendo em adaptações de livros, HQ’s ou no oceano de remakes vagabundos de filmes de terror, vá atrás desse filme agora. Vai ser ótimo para dar uma respirada, e achar que ainda existem pessoas escrevendo histórias originais diretamente para o cinema. A parte engraçada é que alguns consideram Triangle um plágio do filme espanhol “Los Cronocrímenes” (2007) de Nacho Vigalondo. Na dúvida de qual assistir primeiro - apesar de ficar interessado em ver qualquer filme cujo diretor se chame "Nacho" - dei um desconto pra Chistopher Smith e seus bons filmes anteriores. Melissa George de shortinho não tem nada a ver com isso.

Vendo agora por esse ângulo...ter ficado à deriva até que não era uma má idéia!
Se você entendeu o filme, meus parabéns, porque eu não entendi. Mas penso que ela viva o drama do personagem mitológico mencionado no filme (creio que seja Sísifo, e não Aeolos, sei lá). Reviver aquilo para sempre repetidas vezes é o castigo por ela ter sido uma pessoa ruim (descer o cacete no moleque é um indício), é a pedra que ela rola com esforço até o topo da montanha apenas para vê-la rolar novamente até o início. Li em algum lugar que quando ela adormece no barco, esquece de tudo (inclusive do filho morto e da motivação para voltar ao cruzeiro), o que permite continuar o ciclo.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
"Legião do Mal" (La Horde) 2009, de Yannick Dahan & Benjamin Rocher

O elenco é de matar (RÁ): destaque para o líder dos traficantes, um nigeriano cheio de aforismos e lições de moral e o velho doidivanas contador de zumbis abatidos. Isole aquele momento de tensão (que sempre tem neste gênero) em que os sobreviventes começam a brigar uns contra os outros e estenda para um filme inteiro. É mais ou menos isso que acontece em La Horde. Por mais que esteja todo mundo no mesmo barco, há um clima de DR no ar o tempo todo entre polícia e bandidos, polícia e polícia e bandidos e bandidos.
Apesar de bem caracterizados, muitos zumbis parecem apenas loucos gritando com suco de groselha na cara e apenas um (o com um saco na cabeça) têm dentes serrilhados! Se alguém souber me explicar que porra foi essa, agradeço. Quase todos cheiraram um bagulho frenético e não param por nada, nem sob fortes impactos. Corredor Polonês é carinho para eles! A edição só ajuda a dar um ritmo cômico aos ataques, parece que a imagem fica em fast foward por alguns segundos.
Tudo bem que não explicar nada sobre a origem da epidemia já vem de berço lá dos filmes do George Romero, mas de todos os filmes de zumbi, La Horde ganha neste quesito de lavada. E não se sai melhor explicando pra onde vai: creio que foi o pior desfecho deste tipo de filme que já vi. Enfim, um filme válido para quem gosta de morto-vivos, tranqueiras em geral ou tem resistência em ver um filme só porque é francês!
Nota: A dublagem brasileira é um espetáculo à parte. Destaque para o trecho em que o líder dos fora da lei mata um zumbi com as próprias mãos gritando: AQUI É NIGERIANO, AQUI É NIGERIANO! ... vai ecoar na minha mente por anos.

Cena revolucionária em filmes de zumbi: Um gordo de bigode e camiseta regata!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
"Visagem"(2006), de Roger Elarrat
Quanto à produção audiovisual no Estado, não tenho receio de cometer alguma injustiça sobre o que eu acho. Até mesmo, porque eu não acho NADA. Depois de ver diversos títulos, clipes e curtas que vão “do nada pra lugar nenhum” ou quando vão, desagradam-me por conta de atores, idéias, falta de bom senso, ou tudo junto...tornei-me um apreciador esporádico, até mesmo casual dos novos vídeos feitos em nossa querida terrinha. Há produções que deram o que falar, como As Filhas da Chiquita [trailer] e Brega S/A [download], que ainda não vi por puta falta de oportunidade (ou sacanagem mesmo, para não perder o hype da família restart).
Não querendo me estender mais sobre o assunto, só queria dizer que se eu fosse obrigado a apostar todas as minhas fichas num representante local da 7º arte, este cara seria Roger Elarrat. Às voltas com seu último curta metragem, "Juliana contra o jambeiro do Diabo pelo coração de João Batista", o rapaz já tem no currículo: documentário, animação e uma minissérie de tv (ainda inédita).
Fora a animação, em que fui convidado para dublar um dos personagens, não vi nenhum dos outros trabalhos do diretor! Minha identificação se baseia totalmente em compartilhar o mesmo pensamento sobre a motivação da arte em nossa sociedade contemporânea.

Junto com Adriano Barroso (ator/roteirista), seu parceiro de produções e intenção do fazer artístico, Elarrat criou por essas bandas a “Visagem”, uma animação em stop-motion de 11 minutos. Walcyr Monteiro é a base do roteiro, que percorre por várias narrativas populares de terror e mistério da sua série de contos “Visagens e Assombrações de Belém”. No curta, dois amigos apostam sobre quem teria coragem de acender uma vela no centro de um antigo cemitério, no meio da madrugada. Quem já leu essas histórias vai se familiarizar rapidamente com as situações protagonizadas pela dupla, olha o naipe das figuras:

É claro que o gordo medroso e grunge ficou com a minha voz. Dizem que caiu como uma luva, mesmo só fazendo sons (sem palavras)! As imagens foram surrupiadas do blog do Nelson Nabiça, o diretor de arte e escultor dos bonecos.
Pra conhecer mais sobre Roger Elarrat e seus projetos:
# Entrevista no portal "Ecleteca"
# Entrevista no "Curta em Circuito"
segunda-feira, 5 de abril de 2010
"Um dia de cão" (1975), de Sidney Lumet

Mas que dia de merda, heim?
quarta-feira, 17 de março de 2010
"Ninja Assassino"(2009), de James Mcteigue

Cuidado para não ser morto durante a sessão!

quarta-feira, 10 de março de 2010
"Legião", de Scott Stewart (2010)

Parecia promissor, não?

