sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

# 140 trechos de Filmes no Twitter [31 a 35]

Será que alguém acompanha isso aqui ou usa os trechos como sugestões para qual filme assistir? Sei lá. Mas eu me divirto com essas lembranças. Então vamos lá de novo...

Notas: 1) Coloco no blog 5 trechos por post. 2) Colocarei só trechos de filmes que eu vi. 3) Os filmes não precisam ser bons ou conhecidos. 4) Às vezes o trecho que considero(lembro) é maior que o limite permitido, então, a parte que saiu no twitter vai estar em azul negrito aqui. 5) Os trechos não precisam ser perfeitos. Pode ter variações, por eu ter visto legendado, dublado ou minha memória falhar. Mas que a idéia confira. 6) Tentarei colocar vídeos dos filmes (ou imagem, cartaz) se possível do trecho em questão (o que é difícil), ou trailer, ou outra cena, o que encontrar. 7) Se der, eu explico o motivo da escolha e representatividade do trecho. É isso.

Mais filmes de 31 a 35. Vai...

[31/140] “Dois homens entram. Um homem sai!" [Mad Max 3 - Além da Cúpula do Trovão (1985), de George Miller e George Ogilvie]

No terceiro episódio o universo de Mad Max já estava bem mais espalhafatoso e caótico – vários filmes foram influenciados pela série, que criou as bases de um futuro provável de planeta desértico e abestados das estradas brigando por combustível, água ou putas. Gerou pérolas como Crepúsculo de Aço e Cherry 2000. “Violou, enfrenta a roda!” é outro trecho legal e repetido por mim nas situações mais inesperadas, mas “Dois homem entram, um homem sai” é simplesmente a tradução do que é a Cúpula do Trovão – última palavra no quesito arena de gladiadores. Não podia ficar de fora! Em 1:37...



[32/140] "Está na hora de transformar essa preguiça em músculos!" [Um tira no jardim de infância /Kintergarten Cop (1990), de Ivan Reitman]

Foi o primeiro filme que eu vi o Terminator mostrar seu lado cômico. Ele ainda tentou fazer outras comédias, mas creio que esta seja a melhor, ou única que preste. “Meninos tem pênis, meninas têm vagina” é um trecho mais clássico ainda das crianças do jardim de infância – que hoje devem ser um bando de marmanjos e bonitonas. Com esta frase, tio Arnold mostra que sabe das coisas, senão não teria sido Mister Universo aos 22 anos. Em 0:58.



[33/140] "Será que 15 anos de treinamento imaginário pode ser posto em prática?" [Oldboy (2003), de Park Chan Wook]

Consegui levar meu irmão e papai ao cinema, e convencer outros tantos a ver este grande filme de Park Chan Wook, até então, desconhecido por muitos além Coréia do Sul. Teve um estrondoso sucesso internacional, gerou uma versão indiana e cogita-se um remake americano com Steven Spielberg no meio. Neguinho passa 15 anos preso num quarto, socando as paredes, sem saber quem o sacaneou. A cena do trecho eu não achei. Portanto, já sabe o que sempre coloco no lugar... porrada, lógico. Mas o take dessa é uma beleza e vale a pena! Lembra muito Dragon Ninja, antigo clássico dos fliperamas!



[34/140] "Você não vai me matar por algum senso de moralismo inadequado. E eu não vou te matar porque você é muito divertido! Eu acho que nós dois vamos fazer isto para sempre" [Batman - The Dark Knight (2008), de Christopher Nolan]

O segundo filme do Batman com selo Chistopher Nolan de qualidade é melhor que o primeiro, o que gera um certo medo quanto à cagada que pode acontecer no terceiro, vide o histórico das trilogias de herói: homem aranha, x-men, superman (o antigo). Você ainda tem dúvidas de que se eu destacasse um trecho do filme, ele seria atribuído ao Coringa? Aliás, tem vários como “Sou um cara de gostos simples. Eu gosto de dinamite, pólvora e gasolina. Sabe o que essas três coisas têm em comum? São baratas.” Mas escolho este pela risada que me escapou no meio do cinema com esta explicação do vilão. Video bloqueado, então clique em nosso oscar póstumo e veja a cena, em 0:24.


[35/140] " - Eu amei o meu filho desde o momento em que ele abriu os olhos...até o momento em que você os fechou. Deixe-me lavar o seu corpo. Deixe-me fazer as orações. Deixe-me colocar as duas moedas em seus olhos, para o barqueiro... / - Se eu deixar você ir embora daqui, se eu deixar você levá-lo...isso não vai mudar nada! Você ainda será meu inimigo ao amanhecer! / - E você é meu inimigo ainda esta noite. Mas até entre inimigos pode haver respeito..." [Tróia (2004), de Wolfgang Petersen]

Tróia quis oferecer mil maneiras de legitimar que Aquiles era fodão. São noites de ménage a trois com as mais belas garotas e batalhas contra cabôcos de três vezes o seu tamanho – em qualquer ordem. Até a desconfiança de pederastia com seu primo é levada pelo vento quando Brad Pitt entra em ação e é o herói das multidões. Mas no final das contas, coube a Príamo, o rei de Tróia, gravar na minha memória o que eu já sabia, “até entre inimigos pode haver respeito”, garoto! Então, pelo menos...tente não fazer alguma merda com seus próprios amigos. Não há sensação mais escrota e decepcionante. Os reis são sábios em 2:52.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

tempos de intolerância




Não, ainda não li este também. Mas "Ratos e Homens" é polegar estendido!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

os cinco videogames - parte 3/3

Terceira e última parte do post "os cinco videogames". Parte 1. Parte 2.

5) PLAYSTATION (SONY)- Japonês


Depois de terminar "The King of Fighters" em 58.659 combinações diferentes de 3 personagens e esgotar todos os jogos de PORRADA (os únicos) da locadora, sem contar que àquela altura eu já tinha percebido que meu videogame não iria passar daquilo, já estava me aposentando como jogador quando... apareceu um cara precisando de um Neo Geo Cd. Até hoje eu não sei pra quê – a crista da onda era os novos videogames que renderizavam gráficos poligonais, 3d e os escambal. O rapaz tinha um Playstation (Psx) e estava disposto a cometer a troca por mais um valor extra, afinal, o videogame da Sony era mais pop, mais poderoso e ganhava cada vez mais prestígio, adeptos e jogos.

Sim, o aparelho era mais asiático que o Spectreman. Para não cair nas agruras passadas com meu Mega Drive japonês, soube de um tal destravamento do console – o que num futuro próximo, seria essencial na proliferação e consumo destes putos e seus sucessores em países emergentes. Negócio fechado! Que beleza, heim?! Depois de tudo que eu escrevi até aqui, você realmente acredita que eu iria me divertir deveras com o Playstation?

Antes que eu diga que o desbloqueio, chipamento, destravamento enfim...para o japonês não era mais feito por ninguém num raio de 20.000 km, algo mais aterrador estava por vir. Eu nunca prestei atenção em propagandas de montadoras de carro, informando os compradores que tal série de veículos saíra com defeito no cinto de segurança, nos freios, ou qualquer outro problema que poderia ser resolvido sem ônus para o cliente. Pois é, eu também nunca soube da Sony permitir a troca da leva de seus videogames que se AUTODESTRÓEM! Acho que meu Psx rodou normalmente só uma semana com o único jogo japonês-original-mídia-preta que eu tinha...depois disso, não prestou nem virando o bicho de cabeça-pra-baixo – que se tornou práxis nesses videogames malditos!


Método correto de se jogar Playstation antigamente

Para se ter idéia, eu só consegui me divertir um pouquinho quando me emprestaram um Psx (ou seja, um outro) – americano, destravado, que rodava devidamente de ponta-cabeça.

Foram momentos com Tobal Nº1, jogo poligonal de aventura/luta, com personagens muy locos de Akira Toriyama (criador do Dragon Ball). E finalmente, aquele que ouvi falar minha vida inteira e tem mais continuações que Sexta Feira 13, joguei Final Fantasy IX – nessa época meu inglês já dava pro gasto. Atestei um belo exemplo de diversão, história, desempenho gráfico e memory card – invenção que permite a você gastar mais minutos de sua preciosa vida conquistando impérios, salvando princesas, desafiando a morte...ad infinitum.


Tobal Nº1, disputa braçal entre robôs, frangos, dinossauros, lutadoras de westler e outros malacabados; Final Fantasy IX, ótimos gráficos numa aventura supimpa!


Um dia o amigo que me emprestou o Psx veio buscá-lo, levando além do videogame dele, os meus controles e todos os jogos que eu tinha. Não, ele nunca mais me devolveu, graças a deus! Senão eu ainda iria gastar mais dinheiro tentando consertar o meu, provavelmente em vão. Finalmente, doei-o para uma associação filantrópica. Disseram-me que eles consertam TUDO e dão para crianças carentes. Espero que o sangue não desça para suas cabeças.

THE END


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E foi assim que acabou minha história como gamer. De lá pra cá, nunca mais tive um videogame. Tornei-me um jogador esporádico, vítima das circunstâncias. Você, garotinho juvenil brasileiro, que está começando agora, atente para alguns pontos:

# Se você for rico, nascido em berço de ouro, compre todos os videogames que estiverem bombando na geração em questão e só vá de jogos originais.

SE NÃO FOR

# Pesquise bastante sobre as possibilidades que o aparelho pode oferecer. Isso vai desde opção por rodar jogos alternativos (piratas) até suas preferências como jogador – muita porrada? Rpg? Interatividade corporal?

# Se for paciente, nunca compre a primeira versão do console. As empresas têm planos longos para liberar sua tecnologia gradativamente. Elas provavelmente já possuem, ou sabem que podem fazer um modelo menor, melhor, com maior capacidade e mais bonito... mas não anunciarão isso até vender bastante ou esgotar todas as unidades do trambolho anterior com problemas de autodestruição.

# Videogame asiático? Nem aqui nem na China! No way! Dos Asiáticos, aceite apenas garotas e filmes de alguns diretores, Park Chan Wook e Takashi Miike, por exemplo.

# Por falar em garotas, você viu eu mencionar alguma delas nestas três postagens sobre videogames?! Pois é, acabe com esse negócio de videogame, filho! É mais fácil que arranjar uma cabroxa que REALMENTE goste do lance!

É preciso salientar que a facilidade e possibilidade de entrar em contato com os jogos é diretamente proporcional ao fator tempo – toda a minha história nos videogames deve caber num único DVD hoje em dia – com todos os emuladores(videogames) e jogos dentro. E por mais impressionante que pareçam os lançamentos DUGARAI VÉÉII, saiba que esta sua reação vai se repetir muitas vezes, por muitos anos, cada vez que uma nova geração de games surgir...e não faço idéia até onde isso vai dar. Mas nunca se esqueça do mais importante: se divertir – nada de “preciso passar dessa fase” ou “tenho que adquirir 500 moedas de ouro!”. Quando um jogo não te proporciona mais diversão, pule fora, sem dó. É o que as empresas vêm fazendo com seus próprios consoles todos esses anos.


Integrante dos Strokes ao ver o trailer de "Modern Warfare 2" (Xbox360/Ps3)


Rapaz, mas que é ducaralho é! Acho que vou esperar até a próxima geração. Até lá já estarei rico.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

slogan de livraria

Não, ainda não li esse. Mas "Sonhos de Bunker Hill" é legal!

os cinco videogames - parte 2/3

Continuação do post sobre os cinco videogames que eu tive. Segunda parte (de 3).


3) GENESIS (SEGA) - Japonês

Apesar de ter sido o "Thriller" dos videogames da época, recorde de vendas desde o lançamento, eu nunca tive um Super Nintendo. Eu estava do lado da concorrência. Em meados dos anos 90, depois que meu Nes 8-Bits ficou desabilitado, às vezes eu me arriscava em pague&jogue nas locadoras. Foi numa dessas que entrei em contato com o recentíssimo Mega Drive / Genesis – que ganhou logo o meu apreço por ter versões de fliperamas que brilharam muito na jogatina.

Adquiri um usado e muito feliz pela possibilidade de jogar Golden Axe no conforto de meu lar. Se eu soubesse que o botão “reset azul” do console significava “japonês” e se eu fosse mais esperto para saber que em terras brasileiras qualquer produto ganha automaticamente a orientação dos EUA; e mais sagaz ainda para adivinhar que a SEGA (fabricante) não criou e nunca criaria um adaptador para compatibilizar as versões... eu não teria pesadelos com a tela preta que aparecia quando eu colocava um cartucho incompatível.


As locadoras de game estavam no auge. Elas reinavam num mundo sem Internet ou mídias fáceis para dinamizar a pirataria, e naquelas que eu conhecia, a quantidade de cartuchos japoneses ou piratas (os únicos que funcionavam no meu Genesis) era reduzida. Nem preciso dizer que deixei de jogar vários títulos por conta da SEGA, que preferia criar acessórios e apetrechos absurdos para tentar salvar o console - como o Sega-Cd e o 32X (você acoplava os três, montava em cima e podia dirigir por aí) – do que criar um mísero adaptador para o japrega rodar americanos/brasileiros. O quê?! Você tem algum artifício, chave mágica, mequetrefe que faça isso hoje em dia e está jogando em casa num console original da época?!! PODE ACOPLAR NO ÂNUS, seu purista maldito! Você só chegou atrasado com esta informação para mim, pelo menos uns 15 anos.

Apesar de tudo, acho o Genesis o melhor console da SEGA, que apostou em mais dois antes de acabar com essa brincadeira e se dedicar somente a jogos; e tinha o melhor controle de todos os videogames da minha história como jogador – o de seis botões.

Quer um jogo dugaraii vééi? Vá de Comix Zone! Sketch Turner, cartunista e músico nas horas vagas, fica preso dentro de sua própria história em quadrinhos. As fases são páginas de HQ, com direito a balões, setas de indicação, alienígenas, trilha sonora de primeira e claro, muitos sopapos onomatopéicos!


Comix Zone - revolução no quesito simulação de HQ; e Golden Axe, clássico de dragão, amazona, anão, espada e magia...e nem é RPG.


4) NEOGEO CD (SNK)

Enquanto o grunge corria o mundo, nas máquinas de Arcade (fliperama é um nome muito mais legal) um certo tipo de jogo ganhou a preferência da garotada, os de PORRADA! Sim, porque nós sabemos que as brincadeiras de moleque sempre envolvem alguma babaquice e violência. Street Fighter 2, o Jimi Hendrix dos jogos de pancadaria, serviu de base e influenciou toda uma legião de jogadores e novos jogos. De lá pra cá, a expressão meia lua nunca mais significaria um quarto crescente.

Acreditando que adultos são apenas crianças que devem dinheiro, como moleque que eu era (e ainda sou)...não poderia fugir à regra, eu queria mesmo era dar muita porrada, raduquis e tsepékugis!

Quando a SNK – empresa que criava apenas 3 tipos de jogos: luta, espancamento e porrada – anunciou que seus jogos NÃO seriam mais lançados para outros consoles, somente para o dela, o Neo Geo, tive um dos piores insights da minha vida “Putz, só com um Neo Geo Cd poderei jogar The King of Fighters!”.

E fez-se o pior investimento e falta de consideração monetária com meus pais. O bagulho era mais barato que os lançamentos de 32-Bits da temporada, mas mesmo assim era caro, deve ter custado na época o preço de um Playstation 2 hoje. Mas eu era (sou) um bom filho, nunca pedia nada, e além disso, era um videogame que rodava CD, inclusive os de MÚSICA!! Fantástico!

A minha felicidade sofreu o primeiro abalo ao descobrir a velocidade de carregamento dos jogos (loading). Antes de começar cada round ou fase, você podia escovar os dentes, soltar um barro, tomar banho, dar um cochilo, voltar e o jogo ainda não tinha carregado.

Assim que ganhei o artefato, a SNK voltou atrás (lógico) e decidiu liberar seus jogos para as outras plataformas, antes de mais tarde falir de vez na produção de consoles caseiros - creio. Rapaz, acoplado a uma tv, o videogame rodava cds de áudio que era uma beleza. Aliás, essa era a melhor função desempenhada pelo Neo Geo CD.

Quanto ao “The King of Fighters”? É a série mais famosa e picareta da SNK, que reúne personagens de todos os seus jogos de luta em uma única trama de filme do Van Damme. A cada ano eles lançavam uma versão “diferente”, com mais personagens descartáveis e styles, enquanto os antigos reapareciam em versões cada vez mais styles – você monta seu time com três cabocos(as) e vai pro pau! (alguns são realmente chegados num pau). Resultado: é o jogo de porrada em que você pode escolher entre toda sorte de freaks, rockstars, emos, playboys, prostitutas e homossexuais. Já quero!





(trupe mambembe retirada daqui )



Gostou? Então calma que tá chegando o filme aí!



TO BE CONTINUED...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

os cinco videogames - parte 1/3

O amor e o esforço profissional de meus pais, a minha aura de bom aluno tranqüilo e total inaptidão para esportes coletivos ou individuais foram alguns fatores que legitimaram a presença de um videogame em casa, durante boa parte da mais tenra infância até os cortes acidentais com prestobarba. A moçada juvenil que já nasce achando banais as brutalidades de God of War 3 não sabe que muita coisa rolou até o mercado dos games atingir o patamar de bilhões de dólares – deixou para trás o cinema faz tempo. Numa recente conferência com meu consultor sobre o assunto, Doda Vilhena, ocorreu-me que minha morte como verdadeiro gamer já tem mais de 10 anos.

Pra quem gosta de videogame como eu, nunca ter comprado um console com o dinheiro do próprio bolso até hoje parece algo inaceitável. Nem tanto se eu considerar dois aspectos primordiais: 1) menos de dois anos atrás eu não tinha nem sequer um centavo no bolso; 2) minha história com videogames parece as noites na balada...muita azaração. Abaixo, as cinco picaretagens mágicas que fizeram parte da minha vida, seus momentos de alegria e maldições. Eu ia colocar da ordem do menos pior para o mais maldito, mas deixa estar pelo tempo cronológico, que dá no mesmo...

1) ATARI (DACTAR)

Eu devia ter uns 8 anos quando o Atari (da Dactar) invadiu nossa praia. Daí pra frente, mermão, foram horas a fio de campeonatos familiares em busca de pontos. Sim, pontos, porque no final das contas era isso que contava no Atari. Depois de um pequeno padrão de fases com pequenas variações, voltava tudo ao começo cada vez mais difícil e sem fim... E claro que todos quebraram seus controles jogando Decathlon, jogo de esportes olímpicos que te obrigava a simular um combo de punheta+siririca frenética no joystick – umas quatro partidas e ele já era.

A possibilidade de interagir com quadrados coloridos fascinava os adultos da época, imagina crianças como eu. O atari sempre foi muito mais diversão, o meu nunca pifou e o vendi ainda rodando que era uma beleza. Como tudo nunca mais será o mesmo, jogá-lo (emulado num computador por exemplo) hoje em dia é mais válido como experiência e nostalgia, ou pra qualquer um que se interesse pela história dos games. River Raid, Megamania, Enduro, Pitfall, Seaquest, Frostbite, grandes clássicos, só joguei emprestados. Meu set de cartuchos era meio despintado: Boombang, Condor Attack, Berserk, Frogger e uns pornográficos (X-Man).

O game que eu achava o melhor de todos, nunca tive e não conhecia ninguém próximo que tivesse: H.E.R.O – o criador do jogo estava à frente do seu tempo. O bonequinho voava com uma hélice nas costas, plantava bombas para explodir paredes e ainda soltava laser pelos olhos – o joystick só possuia um botão. Sem contar que Hero já apresentava um sistema de estapas mais desenvolvido – uma prévia do que seria a grande diferença da próxima geração, jogos com fases, missões e final.


"There goes my HERO, watch him as he goes!" (Dave Grohl)


2) TOP GAME (CCE)

Foi aqui que meus problemas começaram. Os 8-bits da Nintendo estouraram em diferentes modelos, cores e compatibilidades. Com o TOP GAME da CCE (Comércio das Coisas Escrotas), eu pelo menos resolvia o problema da incompatibilidade entre cartuchos japoneses, americanos, adaptadores, desfibriladores...um pandemônio só. O treco já vinha com duas entradas (de todos os pinos), aceitando todos os cartuchos do sistema – perceba que isso já era muita bacanagem para a época. Fora os controles originais, cuja placa interna tinha a dureza de um biscoito cream-cracker, o TopGame tinha um futuro promissor no meu lar. Só que num belo dia...

... Ninja, cachorro do quintal, adentrou as dependências humanas e adorou o cheiro tecnológico do aparelho. Não deu outra. Território devidamente marcado e videogame ensopado de urina. Não, você não está entendendo o que é isso. Civilizações ruirão, mortos vivos invadirão o shopping, meninas serão defenestradas... mas nada se compara para um moleque à sensação de ver seu videogame vítima de goldenshower canino. Eu quis matá-lo, mas o perdoei muito antes de ele amanhecer um dia qualquer, falecido por algum mal noturno ninja.

Antes o ataque tivesse destruído o 8-Bits de vez. Eu ficaria sem videogame logo e tentaria mais uma vez me arriscar no mundo dos esportes e interações kid heterossexuais. Mas nããooooo! Depois do incidente, o amaldiçoado resolveu incrivelmente funcionar, mas SEM ÁUDIO. E sim, como viciado que eu era, eu passei boa parte dessa geração como Charles Spencer Chaplin Jr. – jogando videogame sem áudio numa televisão preto e branco – tempos difíceis aqueles. Assim que um técnico conseguiu solucionar a bronca, depois de seis meses de investigação, tratei logo de despachar o artefato a preço módico.

Dentre meu set de cartuchos estavam Tartarugas Ninja 2, Castlevania e Double Dragon 3 – além dos imãos Billy e Jimmy, dessa vez você podia jogar com um ninja e um mestre gordo chinês, viajar pelo mundo descendo a porrada do Japão ao Egito, onde enfrentaria até múmias que só tombavam de vez depois de 23 voadoras. O que mais eu poderia querer na vida?


A presença de um cara de colete é o suficiente para perceber que a festa onde você está é uma roubada! O único lugar em que caras de colete são legais é no Double Dragon” (Loro da Doca).


Nota - A palavra "NINJA" apareceu cinco vezes durante esta postagem. Jiraya deve estar orgulhoso de mim.


TO BE CONTINUED . . .

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

# 140 trechos de Filmes no Twitter [26 a 30]

Mais uma rodada de cinco trechos de filmes aleatórios.

Notas: 1) Coloco no blog 5 trechos por post. 2) Colocarei só trechos de filmes que eu vi. 3) Os filmes não precisam ser bons ou conhecidos. 4) Às vezes o trecho que considero(lembro) é maior que o limite permitido, então, a parte que saiu no twitter vai estar em azul negrito aqui. 5) Os trechos não precisam ser perfeitos. Pode ter variações, por eu ter visto legendado, dublado ou minha memória falhar. Mas que a idéia confira. 6) Tentarei colocar vídeos dos filmes (ou imagem, cartaz) se possível do trecho em questão (o que é difícil), ou trailer, ou outra cena, o que encontrar. 7) Se der, eu explico o motivo da escolha e representatividade do trecho. É isso.


Rodando e cantando de 26 a 30, ooieee.

[26/140] “Eu vou enfiar esse taco pela tua garganta e te transformar num picolé!” [Selvagens da Noite / The Warriors (1979), de Walter Hill]

"Selvagens da Noite" passou na noite de um dia qualquer na televisão. Na manhã do dia seguinte, todo mundo já tinha montado uma gang na cidade e adquirido aqueles canivetes que saltam a lâmina, do Paraguai. Acho que James Remar (Ajax) é o ator que ficou mais conhecido depois do filme – o pai do Dexter (o serial killer, não o do laboratório). Essa é uma das minhas cenas preferidas pela presença dos Baseball Furies. Você não vai encontrar uma gang style desse jeito nem em convenção de cosplay. Como podem ver no áudio original, Ajax diz que vai utilizar o taco como supositório no rapaz. Mas bacana mesmo era a dublagem com sotaque de malandro carioca (não achei). Xingamentos ameaçadores em 3:30.



[27/140] "Sim..eu estava testando você, é 9...e este é um número mágico..." [Escola de Rock (2003), de Richard Linklater]

Jack Black às vezes dá uns fora (Envy e Tropic Thunder por exemplo), mas não é o caso de School of Rock. O que parece ser uma grande besteira para alguns, para mim é um dos melhores filmes sobre educação, aprendizado e crianças dentro – e não é preciso gostar de Rock para perceber isso. O trecho é da parte em que ele finge que estava ensinando matemática pros moleques, mais um dos hilários momentos do roteiro de Mike White. Math is a beautiful thing in 0:53.



[28/140] "Texas? Apenas viados e bezerros vêm do Texas! Você não me parece um bezerro, então já sei o que você é!" [Nascido pra Matar/ Full Metal Jacket (1987), de Stanley Kubrick]

A melhor parte e essência do filme é o início. O treinamento dos jovens soldados americanos rumo ao Vietnã, sob a tutela do Sgt. Hartman, é muito desmotivador para quem quiser seguir a carreira militar – além de causar altos risos nos sádicos, inclusive militares. Ouvi dizer que Stanley Kubrick recebeu uma fita do ator atordoando soldados durante tantos minutos, o que foi decisivo para a escolha de R.Lee Ermey para o personagem. Sgt. Hartman, senhoras e senhores, orgulho da pátria ianque em tempos de guerra. O trecho em 3:38.



[29/140] "O que tocamos não tem permanência". (...) Um coração determinado faz os desejos se realizarem. (...) Prefiro ser um fantasma, vagando a seu lado, a entrar no céu sem você. Por causa de seu amor, eu nunca serei um espírito solitário" [O Tigre e o Dragão / Crouching Tiger, Hidden Dragon (2000), de Ang Lee]

"Wuxia Pian" é o estilo desses filmes chineses que se passam numa época em que Isaac Newton ainda não havia descoberto a gravidade. Acho que O Tigre e o Dragão deu um gás internacional no estilo, até a criação de obras primas como "Herói" (de Zhang Yimou) e agora o resvalamento em terras baianas com "Besouro" – filme brasileiro sobre um supimpa mestre de capoeira. Amor, honra e glória inundam essas antigas lendas chinesas e as palavras de Li Mu Bai para Yu Shu Lien. Na falta da cena, vamos de meninas boas de briga e coreografia.



[30/140] “Obrigado pela carona, dona!”
[Creepshow 2 (1987), de Michael Gornick]

Uma das coisas ruins de ser criança é se assustar com qualquer merda. Rapaz, eu tinha muito, mas muito medo desse cara que pedia carona, é atropelado e fica atazanando a motorista que o matou e fugiu sem prestar socorro. E olha que eu estava há anos luz de um dia passar por algo parecido ao que a mulher se meteu. É impossível pra mim não lembrar dessa porra toda vez que ouço alguém dizer “Obrigado pela carona!”. Eu fico rindo e repetindo com uma voz muito escrota “obrigado pela carona, dona..hehe” enquanto os caronas reais da situação ficam me olhando com uma cara de “eu heim! ainda bem que já to saindo desse carro!”. Neste mesmo volume de Creepshow tem ainda a história do índio de madeira assassino e da gosma do lago, que vai comendo todo mundo que não enxerga a placa de "Proibido Nadar". Vejam essa tranqueira a partir de 2:08.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ulysses guimarães 2



Da série "Cartuns que nunca sairão nos jornais de Belém -PA".

abestados inglórios






Hostel é uma droga, mas Cabin Fever é bom. =)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ulysses guimarães


Nosso mais querido professor discorre sobre o caso AQUI.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"Distrito 9", de Neill Blomkamp (2009)

Na eterna busca de ter motivos além filme para ir aos cinemas hoje em dia, fui ao encontro de um grande amigo da infância relembrar os velhos tempos de jogatina de nintendo 8 bits e pasta de amendoim. Escolhemos então Distrito 9, já bombando nas salas da cidade das mangosas. O trailer repassava um misto de intolerância, efeitos especiais, preconceito, efeitos especiais, favelas, efeitos especiais, alienígenas e efeitos especiais. E vou logo adiantando, se você gosta de ficção científica e outros trololós, você não pode perder este filme. Senta, faça amizade com o alien vizinho da sua casa, que lá vem a história.



Sobe o céu de Joanesburgo (África do Sul) há uma gigantesca nave alienígena imóvel. Está assim desde que chegou há 20 anos, assustando o mundo inteiro com a iminência de alguma ameaça ou qualquer sacanagem destas que só espaçonaves desconhecidas sabem fazer. Inquietos, os humanos resolveram invadir o negócio para encontrar, no lugar de aliens arquitetando algum plano bélico, um bando de criaturas subnutridas e fudidas - tal qual refugiados de guerra de algumas áreas de conflito do 3º planeta. Com a nave deles enguiçada, acolher a espécie foi a melhor saída para o senso comum da humanidade e suas recém criadas instituições sobre o direito e assuntos alienígenas. Muito bem, só que a convivência entre diferentes crenças, cores, opção sexual e formas de pensar já é bastante difícil entre o homo-sapiens, imagina entre nós e camarões gigantes muito longe de casa! É aí que entra o Distrito 9, a grande favela isolada onde os visitantes-forçados passaram a viver em condições sub-alienígenas.

A impressão que eu tive é que Blomkamp vai acertando em todos os pontos, começando pelo caráter de documentário que permeia todo o filme – hand-cans, câmeras de segurança e entrevistas com pessoas envolvidas no incidente envolvendo Wikus Van der Merwe, nosso protagonista boa praça que se mete numa encrenca interplanetária daquelas. Os efeitos visuais são o puro suco, é incrível como os alienígenas e a situação em que vivem são mais reais que as novelas brasileiras de hoje. Outro fato é a quebra de clichês, desde a diferente abordagem com o tema “alien”, até nas próprias cenas – todas as situações pré-imaginadas por mim tomaram novos rumos durante a projeção. Acho que o dedo de Peter Jackson, que assina a produção e atrai telespectadores, fica por conta das coisas espirrantes, nojentas e melequentas – velhos tempos de Bad Taste (1987).

"Distrito 9" é mais um daqueles filmes sobre a escrotidão da natureza humana e interesses econômicos e pessoais, tudo chacoalhado numa história sci-fi da melhor qualidade. Superando minhas expectativas, a trama do apartheid alienígena tem muita ação, humor, violência, drama e tecnologia. Deve ser um dos melhores entretenimentos da temporada, vale o ingresso no dia mais barato ou meia entrada.


"Estou com uma ordem de despejo para o Sr. Seth Brandon Mosca."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

#140 trechos de filmes no twitter [21 a 25]

Caiu por terra o plano de colocar 140 trechos de filmes no twitter na velocidade de um por dia. Talvez por que eu tenha dado importância demais ao projeto, então perco tempo na possibilidade de encontrar exatamente a cena, o que muitas vezes não é possivel. Sem falar que a memória também falha, mas alguns amigos me relembraram boas sugestões que estão saindo.

Notas:
1) Coloco no blog 5 trechos por post. 2) Colocarei só trechos de filmes que eu vi. 3) Os filmes não precisam ser bons ou conhecidos. 4) Às vezes o trecho que considero(lembro) é maior que o limite permitido, então, a parte que saiu no twitter vai estar em azul negrito aqui. 5) Os trechos não precisam ser perfeitos. Pode ter variações, por eu ter visto legendado, dublado ou minha memória falhar. Mas que a idéia confira. 6) Tentarei colocar vídeos dos filmes (ou imagem, cartaz) se possível do trecho em questão (o que é difícil), ou trailer, ou outra cena, o que encontrar. 7) Se der, eu explico o motivo da escolha e representatividade do trecho. É isso.

E lá vamos nos do 21 a 25.

[21/140] “SAIA DO MEU TREM!!” ---> Ghost (1990), de Jerry Zucker

Junto com Michael Berryman (Pluto, de Quadrilha de Sádicos) Vincent Schiavelli (o fantasma do metrô) é um dos atores mais estranhos que já vi. Enquanto Berryman é deformado (acho eu), Schiavelli só é feio mesmo. Nesses tempos de luto recente por Patrick Swayze coloco este trecho dos dois atores fantasmas, que já se foram. Frase em 1:13.



[22/140] “Torça a perna!” ---> Karate Kid (1984), de John G. Avildsen

Rapaz, não dá pra acreditar que exista um professor de karatê como John Kreese, o mestre do dojô Cobra Kai. Reza a lenda que Chuck Norris recusou o papel por achar que iria denegrir a imagem da arte marcial milenar, coisa que o ator Martin Kove conseguiu fazer com maestria e canastrice. “O inimigo não merece compaixão” é outra pérola que o sensei deixa para seus alunos. Kreese mandando tocar o terror em Daniel Sã no minuto 3:04.



[23/140] “Levei 3 horas pra terminar as sombras do seu lábio superior. É provavelmente o melhor desenho que fiz na minha vida” ---> Napoleon Dynamite (2004) de Jared Hess

O mundo de Napoleon roda em outro eixo e velocidade. Achei isso logo no início até perceber que o mundo de todos os outros personagens do filme também. E que época é aquela, anos 80? (camisas de transfer no auge). Uma estranha comédia com partes pra se espocar de rir, como a em que ele faz um desenho muito escroto de uma garota, o melhor que fez em toda a sua vida. Não achei o trecho, coloquei outra parte, da aula de defesa pessoal.



[24/140] “Today, no spartan dies!” ---> 300 (2006), de Zack Snyder

Não tem jeito, eu gosto de 300! Faz lembrar da época em que eu era moleque e saía detonando exércitos com um cabo de vassoura. Às vezes ainda faço isso hoje em doses curtas, quando não tem ninguém olhando e com equipamentos mais sofisticados. Leônidas tem várias frases de efeito e eu escolho essa. É muita afirmação e certeza das coisas na veia! Na falta do trecho, vamos ao combate...


Mais um que não permite incorporação de vídeo. Clique na imagem e veja o quebra pau.


[25/140] “…..” ---> Antes do Amanhecer/Before Sunrise (1995), de Richard Linklater

Um dos poucos filmes que eu consegui assistir inteiro a dois, na época em que eu tinha uma namorada pompoarista. Quem costuma ver filmes com sua namorada, sabe que muitos são interrompidos pela pressão e fúria do sexo iminente ou surpreendente. No diálogo do casal do filme tem uns trechos legais, mas eu escolho esta parte...uma bela cena do silêncio representativo que acomete em algum momento todos os casais do mundo. Ao som de Kath Bloom, “Come Here”. Bonito, bonito.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

#140 trechos de filmes no twitter [16 a 20]

Para quem se interessa sobre a história de postagens envolvendo filmes, há um rapaz desenhando 270 títulos, um por dia. Dê uma olhada: http://andrevalente.wordpress.com/ . Por aqui continuamos com a programação de 140 trechos de filmes no twitter.

Notas: 1) Coloco no blog 5 trechos por post. 2) Colocarei só trechos de filmes que eu vi. 3) Os filmes não precisam ser bons ou conhecidos. 4) Às vezes o trecho que considero(lembro) é maior que o limite permitido, então, a parte que saiu no twitter vai estar em azul negrito aqui. 5) Os trechos não precisam ser perfeitos. Pode ter variações, por eu ter visto legendado, dublado ou minha memória falhar. Mas que a idéia confira. 6) Tentarei colocar vídeos dos filmes (ou imagem, cartaz) se possível do trecho em questão (o que é difícil), ou trailer, ou outra cena, o que encontrar. 7)
Se der, eu explico o motivo da escolha e representatividade do trecho. É isso.

A pedras do bingo de 16 a 20


[16/140] “Abra sua mente, Quaid! Abra sua mente, abra sua mente...”
O Vingador do Futuro / Total Recall (1990), de Paul Verhoeven.

Arnoldão no auge, visitando o planeta marte e se aliando a uma facção de rebeldes alienígenas. Não lembro de muita coisa, mas o filme é recheado de cenas bizarras: mulher de três seios, o mocinho e uma cabroxa agonizando loucamente por entrar em contato com a atmosfera do planeta vermelho... e quando aparece o Kuato – este sinistro simbionte, parasita, siamês,vai saber... que dá uns conselhos para Quaid se tornar o governador da Califórnia. Em 0:51.


Clique nesses bonitos e veja o trecho no tubo!


[17/140] “Não podemos ser honestos, seu louco! Estamos no ramo da publicidade!". Muito Doidos / Crazy People (1990), de Tony Bill e Barry L. Young

Dudley Moore é mandado para um manicômio por criar anúncios publicitários parecidos com os que eu pensaria se fosse um publicitário. Vi este filme uma única vez, e era bem criança. Lembro que os loucos jogavam volley sem bola e um deles acreditava que era Jesus Cristo. Nunca esqueci da cena em que esse doido encontra um cara inválido das pernas, coloca a mão sobre a cabeça dele e diz: “Levante e ande, meu filho” – e vai embora. O cara se levanta... para se esborrachar no chão, me provocando uma das primeiras crises de riso diante da tv. Não achei o trecho, mas além dos próprios anúncios, tem essa boa dica dos publicitários em 1:18.



[18/140] “Meu nome é Maximus Decimus Meridius. Comandante das tropas do Norte. ... Pai de um filho assassinado. Marido de uma esposa assassinada. E eu terei minha vingança. Nesta vida...ou na próxima". --> Gladiador (2000), de Ridley Scott

Era aula de redação e o professor estava bastante empolgado por ter visto a história de Maximus Decimus Meridius! Pareceu-me que na sala apenas eu não tinha assistido. O legal do Gladiador é que temos duas versões – o filme normal e o filme que você assiste acompanhado da lista com os erros existentes: técnicos, históricos, matemáticos, físicos...têm mais erros absurdos que uma prova de vestibular. O filme ainda ganhou o prêmio máximo do Oscar e tem trechos usados em vídeos motivacionais e de gestão empresarial – ou seja, fouda-se! No trecho abaixo, Russell Crowe sai do armário em 1:50.



[19/140]"Sabe aqueles mutantes perigosos que você ouviu falar nos jornais? Eu sou o pior deles!" --> X-Men 2 (2003), de Bryan Singer.

Wolverine leva um balaço na testa de um policial afoito. Então, Pyro resolve tacar fogo geral nos tiras por esta falta de preparo profissional – imagina o que ele não faria com a polícia do Brasil? Todos teriam virado churrasco se não fosse a intervenção da Vampira, que dá um suga no moleque. A cena? Só encontrei editada e com uma trilha do Papa Roach de fundo. Ah, então eu vou por o diálogo com o Magneto mesmo, para ilustrar.



[20/140]"Vi certas coisas... que sua gente não acreditaria. Naves de ataque ardendo no largo de Orion. Vi raios C, cintilando na escuridão junto ao portão de Tanhäusen. Todos esses momentos se perderão no tempo...como lágrimas...na chuva. Hora de morrer." ---> O Caçador de Andróides / Blade Runner (1982), de Ridley Scott.

“Durante o filme, o agente Deckard (...)mata um replicante ali, outro acolá, e acaba encontrando Roy Batty, o personagem mais fascinante do filme. Ele é o líder dos replicantes, um ser angustiado pelas questões existenciais, ele é mais humano que qualquer homem verdadeiro de nossa época. Como se tomado pela loucura de Victor Frankenstein ao perder a mãe, só que com uma infinita calma, ele só queria a fórmula do tempo, mais tempo para viver. E é justamente o tempo que não existe, ou está passando cada vez mais rápido. Nenhum sujeito do filme está mais perdido que Roy Batty (...) ele é a figura viva de que o tempo sempre vence o homem...e o andróide, mais ainda.” Tem mais aqui.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Buddy Cosplay Poke

E mais um projeto inútil e irrentável ganha vida. Grande inauguração hoje --- > http://badipoque.blogspot.com , com já 4 aperitivos. Por ora, é só.


nota: Feliz Aniversário, Heloisa. :D


quarta-feira, 23 de setembro de 2009