terça-feira, 16 de dezembro de 2008

anões

Um técnico de um time de futebol só de anões foi num programa de tv local, hoje. Ele falou sobre os futuros eventos envolvendo anões, que não prestei devida atenção pelo meu cuidado em tirar as espinhas do peixe do almoço: o dia do anão (que não entendi se já existe ou estão implementando) e o campeonato mundial de futebol de anões. Mais tarde, meu amigo Loro da Doca vem com a idéia da tira abaixo. Achei que era muita coincidência pra deixar passar em branco. “Anão é mais uma palavra exemplo de putaria da língua portuguesa. O que termina com “ão” é aumentativo, algo grande. Desde aí já começa a sacanagem com os anões!” (Loro da Doca).

sábado, 13 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

“REC”, de Jaume Balagueró e Paco Plaza [2007, Espanha]

Há dois tipos de filme que eu faço questão de ver no cinema: filme de zumbi e de personagem cameraman. Suspeitando que o terror espanhol, REC, unia as duas coisas, lá estava eu acomodado na poltrona da sala escura em menos de 24 hs da descoberta de sua existência – fora o fato de que, com exceção de animações, comédias românticas ou super-heróis... qualquer filme pode desaparecer repentinamente da programação na minha cidade (Belém –PA). Que o filme ganhou vários prêmios em festivais diferentes, tem atores bons pra caramba e que Balagueró espalhou que apenas um ator no set sabia o que ia acontecendo durante a história – para que todos os outros ficassem com mal de parkinson – isso também inclui eu e você...só fui descobrir depois. Agora senta, deixa o caminhão dos bombeiros ir sozinho para a ocorrência, que lá vem a história.



“Enquanto você dorme” é um programa de TV que rola nas madrugadas de Barcelona. Consiste numa repórter e um cameraman acompanhando trabalho noturno e de alto risco: rondas policiais, chamadas para o corpo de bombeiros, o trabalho de garotas de programa e vendedores de completo (salgado+suco). Nesta noite a equipe (Angela e Pablo) visitam o quartel dos bombeiros para registrar as possíveis ocorrências. O início do filme pareceu bem familiar para mim, porque meu irmão é bombeiro também. Nos plantões, quando não estão se chamuscando no meio do fogo, capturando jacarés que cresceram demais debaixo das palafitas, pessoas que surtaram e querem matar toda a família, eles tentam relaxar à base de playstation e filmes das brasileirinhas. Ou jogam basquete, como no filme. Neste ponto também é apresentado os dois bombeiros que irão se meter numa encrenca daquelas junto com nossos heróis da TV - Manu e Alex. Para a felicidade geral dos telespectadores, a sineta toca e todos terão trabalho a fazer naquela noite.


A atriz é perfeita, bonita e chata pra porra, pré requisitos para as apresentadoras desses programas e estudantes de comunicação. Saudades dos tempos de universidade.

O chamado vem de um pequeno prédio – dois policiais já estão no local e os moradores se reúnem no hall de entrada. Ao que tudo indica, uma senhora de um andar de cima começou a rasgar dinheiro e a praticar coprofagia...assustando todo mudo. Ah, ela gritava também. Então os puliça, os bombero e a equipe sobem para ajudá-la. Eles não fariam isso se soubessem que a velha iria tirar um bife de um dos tiras com uma mordida e que o prédio seria isolado por uma força tarefa da polícia, vigilância sanitária e comando especial contra ameaças radioativas e biológicas. O problema é que nenhum dos personagens trancafiados à força no prédio assistiram a Extermínio ou ouviram falar em George Romero – isso até que é bom, porque ninguém sabe que a situação vai ficar muito pior do que já está. Evitando spoilers e indo ao que interessa, REC é um filme du caralho! Eu estendo os dois polegares e afirmo sem medo de ser feliz que é a obra prima do terror da câmera de mão dessa semana – o primeiro que vi que apresenta um bom motivo para alguém continuar filmando tudo enquanto tentam lhe esquartejar. E se esse papo de zumbi já encheu o saco pra você, dê um desconto e espere pelo tenebroso final, agonia extrema – ao rapaz que pensa em levar a namorada à sessão, levar uma almofada para ela cravar as unhas, se quiser manter o braço intacto. Recomendo REC no cinema (putz, já deve ter saído de cartaz, demorei a escrever isso aqui)...assim como em Cloverfield, perde parte da intenção se visto em outro meio. A única coisa que você não pode fazer de jeito nenhum é assistir ao "Quarentena" (2008), remake americano...antes do original. Porque aí, fudeu tudo...



" - Ali está a velhinha!

- Beleza, vou lá fora comprar um cigarro e já volto."


Como eu paguei pra ver Cloverfield e a Bruxa de Bléh, por que eu não posso dar dinheiro para os espanhóis também? É injusto dizer que estes filmes de handcam não fazem parte dos processos de reinvenção da sétima arte. Além do mais, alguém poderia acertar a mão dessa vez. É exatamente isso que acontece em REC! No melhor estilo “ame-o ou amaldiçoe quem disse que era bom” , o filme é simplesmente FODA demais pela sua intenção – o medo. É possível contar nos dedos os verdadeiros filmes de terror do breve século 21, e este sem dúvida é um deles.