segunda-feira, 27 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

só vim dar uma palestra

Todos os meus desenhos que saíram na 2º edição da Revista Kamikaze tem algo a ver com o caso do "Atirador de Realengo". São charges e quadrinhos que provavelmente não sairiam em jornal algum. Não é uma questão de querer brincar com o acontecido, aliás, creio que isso nem seja possível... São apenas idéias que pensei sobre tudo e como a mídia se comporta diante dessas tragédias. Enfim, logo postarei os três restantes.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

revista kamikaze nº 2

Saiu a 2º edição. Desta vez o tema é sobre guerras, destruição, intolerância e churros. Uma palva de salmas para todos os participantes e em especial ao Matheus Aguiar, que reune os quadrinhistas e dá vida a este supimpa projeto virtual. Em breve vou colocar aqui os meus desenhos que saíram por lá. Por ora, vai clicando na revista abaixo, que como diria Coxinha, ficou só o milho!

o que café tem a ver com isso?

“Acho que não dou para o funcionalismo público. Nem gosto de café.”

Após escrever tal disparate no twitter, percebi umas reações que descambam para um conhecido lugar comum: “ninguém trabalha no funcionalismo público!”. Um pensamento dominante em nosso País, que não poderia ser diferente devido aos anos de péssimos serviços prestados, funcionários fantasmas e toda sorte de tramóias de arrecadação ilícita de dinheiro público, que você encontrará no jornal mais próximo. Nas minhas experiências de ter tido o Governo como patrão, posso dizer que não é bem assim...pelo menos em relação a falta de trabalho.


 
- "Funcionário Público não trabalha." ERRADO.

Mermão, dependendo da sua função você pode trabalhar e muito que nem um jumento de carga! Digamos que o serviço público seja que nem aquele seminário de apresentação que rolava na escola, em que num grupo de 6 alunos, só 2 faziam o trabalho e o resto só assinava o nome. E se você for confiável e eficiente, logo vai estar recebendo mais trabalho na firma – sem falar que ninguém vai querer abrir mão de você.

É claro que em algum momento você pode fazer parte dos 4 alunos que só assinavam o nome, mas isso varia de fatores que vão desde a sua preguiça pessoal a atravancas causadas por outros setores, diretorias, descaso político e o pior de todos: ter ficado puto quando perceber que você está trabalhando enquanto uma galera está coçando ou fazendo alguma merda.

Essa piada do funcionalismo público e café me ocorreu numa época em que o fornecedor do suprimento atrasou a entrega. Eu ficava rindo enquanto as pessoas se matavam, traziam de casa, reclamavam pra cacete da ausência do cafezinho. “Esta empresa está cada vez pior, agora a gente não tem nem mais cafezinho!”. Tsc,tsc,tsc. Se eu fosse presidente do país, baixaria um decreto impedindo qualquer tipo de licitação para fornecimento de café  e substituiria todo o estoque dos orgãos por groselha, só de sacanagem! E olha que eu nem gosto de groselha.
Outra tuitada em resposta mencionou se além de café, eu não gostava também de dinheiro fácil? Putz, e desde quando é fácil passar num concurso público?! No meu caso foi o único lugar em que consegui arranjar empregos, já estava cansado e sincero demais para continuar participando de entrevistas e suas dinâmicas de grupo vexatórias – com profissionais contratados para dizer se você presta ou não para tal empresa. “Se eu fosse um animal, eu seria uma águia...porque um jornalista precisa ter garra e visão...”. Ah, tá beleza! A verdade é que a única vantagem que encontrei  na prática foi ter (quase sempre) os fins de semana livres. Então, estou passeando, batendo aquele fliper, pegando um cineminha enquanto caboco tá no plantão de domingo do caderno de polícia. Ah, tá beleza!(2).


Uma vez lendo o blog do Kid, um brasileiro que mora no Canadá, ele dizia que a única diferença entre o Canadá e nosso país é que lá os serviços públicos funcionam. Ou seja, quase nada...