Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
O melhor jornal do mundo

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
“O Casamento de Rachel”,de Jonathan Demme (2008)

Além de descobrirmos que Rachel vai casar, somos apresentados a sua irmã, Kym (o melhor de Anne Hathaway), o verdadeiro centro das atenções do filme. Depois de 9 meses numa clínica de reabilitação, ela é liberada para participar da festa da irmã. É possível sentir a névoa almiscarada de problemas que páira sobre Kym através dos outros personagens da trama, que lidam com ela sempre com o receio que a própria se entupa de tranquilizantes, toque fogo no cachorro, coloque um disco do Vitor e Léo, ou seja, faça alguma besteira a qualquer momento. Durante o filme, partes reveladas do histórico da garota mostram que ele é o seu pior inimigo neste sentido.
Como se não bastasse toda esta pressão, a ovelha negra vem para o casamento de sua irmã orgulho da família – uma quase phd em psicologia – alguém que passou um bom tempo lendo livros de caras que não comiam ninguém e agora tem autorização para ganhar altas somas falando impropérios que supostamente ajudariam pessoas a resolver seus problemas. Sem falar que o noivo é o vocalista do Tv On The Radio, um negrão boa pinta, músico talentoso e boa praça que todos os personagens do filme amam e por quem colocariam a mão no fogo. Até eu, sem passado de drogas e confusões, estaria deveras deslocado neste evento. Identifiquei-me bastante com o desconforto de Kym em alguns momentos, como a necessidade (tentativa) de se divertir na festa e na tensão pré-discurso de felicitações matrimoniais.
O que poderia ser uma lavagem melodramática de roupa suja jogada nos conflitos familiares encontrados, dos graves aos superficiais, da relação insossa da mãe com as irmãs Rachel e Kym, da preocupação excessiva (e até mesmo justificada) do pai e de um incidente do passado que culminou com a perda de um ente querido... tudo desce macio, dinâmico e com toques de humor no roteiro de Jenny Lumet. Além do texto ser dos bons, a opção por um estilo de câmera informal – com mal de parkinson e outras aparentes amadorices – só tornou a experiência mais agradável.

Golden Shower, Ganesh, Ponyplay e festividades mil no casório de Rachel
O filme reúne momentos bem dosados de tristeza e alegria: o inferno pessoal vivido por Kym e a própria áurea festiva do casamento de Sidney e Rachel, que é uma parada... todo ao estilo indiano, apresentações musicais a cada instante, com direito a comitiva de mulatas passistas quebrando no samba carnavalesco. Altamente recomendável para noivos, ex-drogaditos e pessoas que levam furo no cinema, O Casamento de Rachel é, sem dúvida, o melhor filme com a palavra “casamento” no título que já vi.
Sábado, 4 de Julho de 2009
diálogos 23 – “TCC Times”
Eu estava relendo meu tcc outro dia, fruto da parceria com Anderson Araújo, e fiquei pensando..."Como é que eles nos deram a nota máxima, com congratulações absolutas e tudo mais? Só faltaram dizer que o t.c.c era dugaraio, provavelmente diriam se não fossem doutores e não tivessem que dar exemplos e um nome a zelar.” Devo salientar que nossos métodos de escrever TCC’s não dista muito da escrita e do espírito do tempo de nossos respectivos blog.
Algumas pessoas que leram depois me perguntaram:
- E podia escrever um tcc assim deste jeito?
- Ora, nunca tínhamos escrito um tcc antes, como iríamos saber?
E no final das contas, nosso tema foi direcionado totalmente ao curso de comunicação/jornalismo da universidade. Foi mais ou menos um apanhado geral do que os alunos do último ano acharam sobre o curso de jornalismo que fizeram – além de valores e referências que os levaram a escolhê-lo e sobre o ser jornalista. Um trabalho baseado em mais de 20 horas de entrevistas com os próprios alunos e metodologias nada ortodoxas (nem sei o que isso significa, mas sempre quis usar esta expressão num texto).
No texto, além dos agradecimentos formais, inclusive ao nosso orientador, que endossou este tema polêmico, apresentamos agradecimentos alternativos...

Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Acaba, Junho, por favor...
Isso foi só o que eu não omiti, ou fingi que esqueci. Mas pelo menos o dia 12 de junho foi marcante. A vontade de pegar uma garrafa de álcool 96º, fósforos e me imolar foi enorme... de cochichar para algum espírito “por favor, leve-me de volta... leve-me de volta para meu balde de areia e ferramentas plásticas”. Ser rechaçado numa data simbólica-comercial dessas, coincidência ou não, é uma experiência das mais supimpas. Eu recomendo a todos, já que os dias dos namorados passados foram irrelevantes pra mim. O deste ano ao menos fez toda a diferença.
Eu adorei o último parágrafo. Gostaria de ganhar um real por cada vez que eu criasse uma situação dramática dessas...
Depois de tudo isso, a saga dos genes continua. A infâmia deve ser o meu “gosto de framboesa” daquela canção de Cecília Meireles / Fagner.





