quarta-feira, 27 de junho de 2007

“A Bittersweet Life” (O Gosto da Vingança) [Coréia do Sul, 2005]

Se depois do atentado numa universidade da Virginia (EUA), em que o sul-coreano Cho Seung-hui matou 32 pessoas, estudantes e professores, você ainda não tinha um bom motivo para não mexer mais com coreanos na rua, você acaba de encontrar um chamado “A Bittersweet Life”, de Kim Jee Woon – “O Gosto da Vingança” na locadora, ou banca de DVD pirata mais perto de você. O mesmo diretor de A tale of two sisters deixa de lado o terror psicológico balacobático asiático e senta a mão (literalmente) numa história em que a pancadaria e a violência gráfica explodem bonitamente na tela. Senta, come um polvo vivo num restaurante coreano, que lá vem a história.


Kim Suwoon não passaria de mais um japa meio galã aqui pelas ruas do Brasil, mas lá, alem de não ser japa, é um dos mais temidos funcionários do submundo criminoso sul-coreano. Ele é o braço direito de um grande chefe de uma organização criminosa de alguma coisa – onde a sede e fachada principal é um luxuoso hotel da cidade. Um belo dia, numa conversa de bar, Suwoon, único cara em que o chefe confia, é incumbido de uma simples missão, dividida em 4 partes: 1) vigiar a namorada ninfeta do patrão, que apesar de toda atenção e regalias, parece estar confraternizando com alguém mais jovem e viril; 2) Constatada a veracidade da história, avisar o chefe – que está numa viagem fora – imediatamente; 3) Ou então, constatada a veracidade da história, ele mesmo pode matar os dois; 4) Respirar fundo e pensar coisas do tipo “mas como um velho broxa e truculento desses não quer ser corno com uma namorada violoncelista gostosa que nem essa?!”.

O fato é que ele cumpre apenas os quesitos 1 e 4 da missão. Não preciso dizer que o chefe é daqueles que preferem barbarizar, ao invés de deixar barato e tentar entender a decisão (de bom senso até) de alguém que lhe serviu de capacho durante 7 anos. Daí em diante, vamos descobrir que nunca devemos sacanear ninguém que tenha nos ajudado durante tanto tempo, principalmente se a rotina desta pessoa é: torturar alguém durante o café da manhã, quebrar de 3 a 4 caras na porrada na hora do almoço, ser esfaqueado à tarde e a única diversão é contemplar o teto antes de dormir.


O ângulo da câmera por cima do ombro do personagem dá um impacto a mais nas cenas! Eu não gosto de dizer isso, mas...é muito dugaraio ! Só vendo mesmo.


Mas não se trata de um filme de porrada, como só os caras que adoram filmes de porrada gostam de ver. Inclusive, esses asiáticos - como a exemplo de Takashi Miike (Ichi The Killer) e Park Chan Wook (Symphathy for Mr. Vengeance) - fazem parte do roll dos que quebram as seções de locadoras. É difícil definir um gênero, já que eles conseguem reunir humor, drama, terror e pancadaria, tudo na mesma película. “A Bittersweet Life” tem seus momentos violentos, mas que não deveriam servir para lhe subir o sangue e sair esmurrando os outros por aí. É justamente o contrário. A violência serve como um momento de reflexão sobre inúmeras situações da vida, baseada simplesmente na pergunta de Suwoon, a que muitas vezes nunca nos fazemos: “Como chegamos a este ponto?”. O filme é uma violenta história belamente contada, evidente em alguns momentos como: a trilha sonora marcante; a cena da redenção do personagem, único momento em que Suwoon sorri; e o nome da cafeteria “La Dolce Vita”, contrastando com o cenário do inferno, de tudo que a vida não deveria ser.


“-O baterista do grupo Polegar foi ao programa da Márcia porque está desempregado e não tem onde morar. Para ajudá-lo, ela lhe apresenta a filha de 15 anos que ele não conhecia!! Porra, como chegamos a este ponto?!!”


[ Numa noite de outono, o discípulo acordou chorando. Então o mestre perguntou, “Você teve um pesadelo?”. “Não”, respondeu o discípulo. “Você teve um sonho triste?”. “Não...” - disse o discípulo - “... eu tive um sonho doce”. “Então, por que você está chorando tão tristemente?”. O discípulo respondeu calmamente, enquanto enxugava suas lágrimas... “Por que o sonho que eu tive, nunca poderá se realizar”. ]

Diálogos 2

Eu já parei de tentar entender por que o orkut e outras putices da internet, que aparentemente deveriam aproximar as pessoas, são na verdade novas táticas para perpetuar no mundo a solidão. Sim, porque os encontros virtuais (a cada dia que passa e em doses diárias) parecem suprir a necessidade do contato humano. Eu também nem entendi por que eu escrevi isso, já que nem sou tão chegado assim no contato humano, exceto com as meninas - porque elas são bonitas e cheiram bem.


Grandes diálogos que não influenciaram nem um pouco a história da humanidade. Parte 2.


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quarta-feira, 20 de junho de 2007

Maxmillian Returns

Algumas tiras musicais com a volta do Maxmilian e a menina bonita e legal de vestido colorido que gostou do filme “A Vila”.

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