terça-feira, 30 de outubro de 2007

Dez objetivos para ser mais feliz em 2008

1) Cortar o cabelo: Caso você não esteja em 1969 na fila do Woodstock ou no meio dos anos 90, ouvindo Alice in Chains - as duas últimas temporadas que eu lembro de ter visto um grupo de cabeludos - você está fora da vibe modernosa dos tempos contemporâneos atuais. Não ria, isto é muito grave, significa que os meios de comunicação, as novas tendências, a MTV, enfim, qualquer porcaria lhe coloca fora de contexto – quem sabe até inventado que você, seu cabeludo do caralho, não é sexualmente atraente para as fêmeas. O correto é esperar depois de 2010, década que vai ter o revival dos anos 90...e da camisa pra dentro com a calça lá no pescoço, só pra variar.

Esta é pras garotas: sem considerar que James Hetfield é frontman do Metallica, quem seria mais bem sucedido socialmente numa vibe em 2008? O jovem Jim ou o cara 20 anos mais velho ?

2) Não pentear o cabelo em hipótese alguma: Há uns 15 anos, se você saísse na rua com o cabelo despenteado poderia até ser preso, confundido com algum louco fugitivo. Eu, quando criança, depois que saía do barbeiro, lembro de andar por aí com meu cabelo impecável e ainda chegava com aquela fina coleira de talco na escola. Hoje, se você sair com o cabelo penteado vão dizer no mínimo que você tem problemas de relacionamento e foi criado pela bisavó. A ordem é usar o cabelo no estado mais caótico possível, em prol do jeito style, despojado, descolado de ser. Atirarei pela janela todos os pentes e escovas que encontrar pela casa.

Hoje em dia não é preciso nem ser Jerry Lewis para ser ícone da comédia, basta pentear o cabelo. A moda é ser que nem o cara ao lado, que diga-se de passagem... “abalou Paris em chamas!”.

3) Emagrecer
: A não ser que você seja anoréxico, esta é principal cláusula e a que mais aparece em todas as listas de objetivos de ano novo do mundo novo. Não adianta dizerem que os gordinhos (com eufemismo e tudo) são legais, divertidos e o diaba4, no fundo todas as pessoas preferiam ser bonitas, esbeltas e gostosas. Nem que fosse temporário, apenas para saber como seria. A pior coisa que se pode dizer para uma gordinha é algo tipo: “Você tem um rosto tão bonito!” ... é a comprovação de que o resto está uma merda! Historicamente os padrão de beleza no ramo do entretenimento foi extremamente mutável, de Clark Gable até o Jared Leto, mas a unanimidade é que, a menos que seja alguma piada, nenhum gordo vira sexy symbol. Por mais que o tempo passe, os meios de comunicação, o Moreira do escritório, a MTV, ou seja, qualquer porcaria está sempre tentando fazer você acreditar que a nova protagonista desta temporada de Malhação é mais bonita que aquela sua vizinha gostosa de 70 kg, que quase faz você bater o carro e punheta no mesmo dia. A ordem do momento é malhar, e você ainda pode usar a desculpa de que é por uma questão de saúde e coisa e tal. Abaixo, celebridades exemplos de superação no que diz respeito à massa corpórea:

a)

Jared Leto é um ator que perdeu 20 kg pra fazer um viciado em heroína em “Réquiem para o sonho”(2000). Volta ao peso normal e engorda 20 kg para fazer o assassino de John Lennon em “Chapter 27”(2007). E aí, com toda essa maleabilidade, você não queria ser ele? Não?! Bem, ele também teve casos com a Cameron Diaz, Lindsan Lohan, Scarlett Johansson, Ashley Olsen (acho que as duas, sem ele saber) e ainda teve um affair com a Angelina Jolie - e esse negócio de “affair” de onde eu venho significa “comer alguém pelo menos umas três vezes seguidas sem sair de cima”...e aí, você tem certeza não queria ser ele? Eu queria.

b)

Cansada de ser uma gorda horrível e nem um pouco atraente para a libido masculina vigente, Amy Winehouse tomou uma atitude pós-moderna e também livrou-se da silhueta de cetáceo. Veja mais AQUI.

c)

Halma Sayek, atriz que foi símbolo sexual no período dos 13 aos 30 anos de Jesus Cristo


4) Usar camisa colada style e calça tucandeira: A verdade é que eu acabaria vencido pelo cansaço mesmo. Uma visita ao shopping para usar o banheiro descortinou-se numa realidade presente: nas vitrines, é praticamente impossível encontrar uma camisa ou calça que não tenha um riscado, um babado, um rasgado, um customizado, um franjado, um metalizado, um prengolado, um regundengado, ou seja, qualquer coisa que não seja pra viado. Sem falar que antigamente aquelas calças que não encostavam a bainha na meia eram chamadas de “tucandeiras” – ninguém usava um negócio desses, senão era sacaneado ao extremo. Hoje eu vou comprar exemplares dessas respectivas peças modernas e me preparar para o ensaio da próxima micareta que tiver por aqui.


5) Usar boné à noite: Quando eu tinha quinze anos de idade, usar boné à noite era sinônimo de idiotice. “Porra, tá usando boné à noite? Não tem sol, tá doido?” – era o mínimo que eu esperaria ouvir, antes de levar um pescoção (um tapa na nuca). Hoje a fauna masculina de uma balada noturna tem uma porcentagem significativa de bonés transados, variados, estilizados fazendo parte da sua indumentária. Porra, o que é eu vou falar pra esses caras sobre a utilidade do artefato? Quer saber, este ano eu vou é comprar uns 7 – um do Fidel, um do Rubinho, um camuflado, um rasgado, um com piercing, enfim... um pra cada dia da semana e vou sair por aí curtindo meu momento de frentista.

6) Usar colar de sementes gigantes: Olha, eu não sei qual é moda aí na sua cidade, mas na minha é o colar de sementes gigantes. Junte isso a uma região cortada por rios e casas noturnas que não conseguem parar de tocar Reggae porque alguém um dia achou que o ritmo tinha a ver com o ambiente. Não sei o que aconteceu com outros tipos de bijuterias e penduricalhos inúteis, ou até mesmo, com o colar de sementes pequenas, alguma força sinistra baixou o decreto de que o colar de sementes gigantes é a bola da vez. O mais impressionante é que eu não consigo encontrar ninguém triste usando um desses. Todas as pessoas são felizes com seus colares de sementes gigantes, e quanto maior a semente, mais felizes são. Portanto, a partir deste ano sairei à noite por aí com minha camisa colada customizada, minha calça tucandeira industrializada, meu boné (somente à noite), minha pulseira de tornozelo, uns caroços de abacate pendurados no pescoço e cairei no reggae sem escrúpulos e explodindo de felicidade.

7) Ser eclético: “Eu sou eclético!” deve ser a resposta mais encontrada entre os freqüentadores de uma micareta, por exemplo. Depois de um tempo percebi que essa palavra não é usada por quem gosta de vários tipos de música, mas sim por quem não sabe de porra nenhuma! A maior prova é que elas não sabem nem o que significa ou de onde vem a palavra “eclético”! Somente alguém que não sabe de nada vai dizer que é uma coisa que nem sabe o que é. Como eu também não sei o que significa a palavra, vou ser um também. Cansei de reclamar das músicas que tocam onde estou, cansei de falar durante shows de bandas sucesso de público e crítica, cansei de me incomodar com o som ambiente... eu quero que meu senso crítico musical vá para o espaço (se é que algum dia eu tive um). Não quero nem saber, agora vou ser eclético e me divertir a valer até com música de elevador.

Reunião de pessoas ecléticas...

...como podem ver, é mais fácil encontrar um fantasma do que alguém triste nestas fotos.

8) Assistir a todas as séries que estão surgindo: Muito bem, eu estou me sentido deveras à margem da sociedade brasileira não assistindo a nenhuma das novas séries americanas que surgem toda semana. E isto é grave, porque estão na era de ouro da TV por aquelas bandas, já que o cinema está cada vez pior. Eu por exemplo, tenho vergonha de dizer que nunca vi nenhum capítulo de “Heroes” ou quem é Dexter? Enfim, além de instalar alguma tv a cabo onde eu possa assisti-las, vou passar na locadora e pegar todas as temporadas disponíveis, fazer cópias para eu ver quando quiser e assim ter conhecimento para conversar em rodinhas quando o assunto surgir – mais um passo para seguir feliz e bem informado de cultura pop neste mundão globalizado de meu Deus. O primeiro passo é não perder mais nenhum capítulo da última série da Fox, abaixo.



9) Assistir ao Big Brother todo dia: Eu desisto. Eu não quero nem saber se é armado ou não, já vou assinar o canal exclusivo para ver o Big Brother ao vivo, 24 horas, todo o dia. E vou fazer mais, além de assistir ao Big Brother, vou ver todos os outros programas das outras emissoras que falam sobre o Big Brother; e ainda vou discutir horas a fio sobre o rumo da competição com familiares, amigos, vizinhos, animais, plantas e desconhecidos na rua. Mais que isso...vou ligar, votar em todos os paredões, torcer com grande alegria e fazer o possível para participar de alguma matéria jornalística local de enquête sobre o programa. Aaah, mais que isso, vou preparar o meu vídeo pessoal para participar da próxima edição do reality show. Aaah, mais que isso...hum, deve ter algo que pode ser mais que isso! Quando eu descobrir, vou fazer também!

O cúmulo do Reality Show é: programa sobre reality show apresentado por ex-participante de reality show.

10) Assistir à MTV: Bem, depois de assumir a maioria das resoluções anteriores, já vou ser um indivíduo apto a assistir à MTV novamente – sim, eu via antigamente. Primeiro porque agora vou ser um cara eclético, logo não me afligirei com nada de natureza musical que possa surgir diante da tela, ao contrário, me divertirei às pampas com tudo, inclusive com os Emos (nem sei o que é isso até hoje). O mesmo vale para os outros programas da grade que não tem a ver com música, a maioria. Vou sempre ver o lado bom das coisas e inventar utilidade para todos eles, nem que seja para espairecer e momentos de profunda reflexão diante da tela...Ahn? Acabou? Poxa, agora que eu ia falar a 11 que é “assistir a todos os filmes de cachorro herói”.


Trecho de um programa da MTV usado pelos nazistas para lobotomizarem judeus durante a Segunda Guerra Mundial.


Pessoal, é isso. Se depois disso tudo eu não for mais feliz em 2008, não vou adiar mais meu suicídio. Abraços e façam sua lista.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Tropa de Elite

Depois da repercussão das famigeradas tiras redubladas dos 300 de Esparta, eu não poderia deixar passar em branco o fenômeno da temporada. Afinal de contas, não é só o zero meia que é um fanfarrão...







terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mundo, aprisionar-te-ei em megapixels

A primeira vez que entrei em contato com uma câmera digital achei uma maravilha de meu deus. Era uma Sony-Cybershot de 2.3 (ou 3.2) megapixel, que fazia um estrago gigantesco na minha cabeça de quem já tirou fotos experimentais até com lata de leite ninho. Nesta época eu nem sabia da existência de fotologs e outras bugigangas da internet, utilizadas por uma porcentagem muito pequena de pessoas em algo legal, divertido ou até mesmo útil. A maior fatia do bolo virtual está com a exposição da interessante vida de miguxos e genti ki naum consegui + iscrevê direito, sei lá, talvez essas pessoas queriam ter nascido com problemas mentais e agora acharam algo pra simular.

Outra parte considerável está no compartilhamento de imagens de gente mandando ver, afogando o ganso, molhando o biscoito e etcetera. Não é de hoje que a câmera digital é o flagelo da galera que potencializa o tesão com flashes. Sem contar os que vão de laranja nesta história, os bêbados(as), os ingênuos(as)...ou aquela menina do High School Musical, que eu só soube da existência pela notícia de que ela estaria nua (sem montagem) na net.

Outra utilidade para a proliferação de fotos e informações de sua pessoa na internet é servir de base de dados para um serial killer em potencial ou profissional. Eu já consegui criar estratagemas vendo fotologs e orkuts alheios – em pouco tempo dá pra saber lugares que a pessoa freqüenta, onde mora, o que vai fazer em tal dia, e o principal...infinitos motivos para querer matá-la. “Nossa, ela está na comunidade ‘Eu daria pro Orlando Bloom’...mas que filha da puta, merece a morte!”.

Bem, voltando para as câmeras digitais, vejo que as pessoas criaram necessidades antes inexistentes. São celulares e câmeras clicando o tempo inteiro, capturando roda de amigos em momentos completamente corriqueiros, testes de autoretratos em diferentes ângulos ad infinitum, momentos íntimos desvelados em computadores distantes...tudo endossado pela tecnologia e sua facilidade de transformar qualquer coisa em dados.

Nunca tive uma máquina digital. Fiquei pensando no que faria se tivesse uma. Provavelmente compartilharia com vocês alguma coisa muito boa.

Outro dia fui ao açougue com minha mãe. Ela estava olhando as opções, dizendo:
“ O que tu queres comer, Paulo, coração, fígado...”

Eu respondi: “Mamãe, eu como qualquer coisa, como até...”– olhei para uma oferta próxima...

Pois é, eu como até FILÉ DE FRENGO!

E me acabei de rir no meio do estabelecimento comercial. É incrível como um erro de digitação nos traz à tona para ver o quanto de humor há no mundo. Voltei ao local e fiz o registro com uma câmera emprestada. Depois eu ainda encontrei um TOUCINHO SAGADO, mas percebi que nada poderia barrar um delicioso filé de frengo na chapa.

No caminho para casa pensei que “Paulo Nazareno” é um nome que soa meio cômico ou estranho...ou escroto. Imaginei que se um dia eu virasse uma pessoa pública e considerada, seria meio constrangedor ostentá-lo por aí, principalmente para pessoas distraídas.

... não acho mais.

Eu tenho que arranjar uma câmera digital pra mim. Estou perdendo toda a diversão do mundo que me cerca. Vai um nugget de frengo aí?

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Moda Jóvi

Acho que não dou pra esse negócio de cartunista. Ultimamente eu só faço quadrinhos com as mesmas três piadas: sobre alguma viadagem; sobre as coisas escrotas que se espalham nesse novo mundo modernoso de hoje; e sobre as coisas escrotas que se espalham nesse novo mundo modernoso de hoje que lembrem alguma viadagem. Estou cansado disso. Aliás, estou cansado de muitas coisas. Outro dia uma amiga me perguntou, via msn (claro, ou você ainda acha que as pessoas conversam à moda antiga?) “quando é que vamos nos reunir para debater sobre filmes bons?”. “Nunca mais!” - eu disse -“Primeiro, os filmes não são bons; segundo, agora eu quero é sacanagem!”. E eu pensando que ela iria me fazer alguma proposta indecente. Ah, a vida tá passando e os meus tempos de cabelereiro e arroz de carreteiro se foram.
Sem contar essa moda jóvi de hoje. Eu definitivamente perdi a váibi do momento: não uso boné à noite - quem faz isso pra mim é frentista - nem camisa colada, nem colar de sementes gigantes.


Tom Morello, o único cara que usa boné à noite na balada que eu respeito.

Sem contar que eu não consigo não me importar com as expressões que os jóvi (ou quem quer seja) usam o tempo inteiro. Eu devo ter passado tempo demais dentro de casa. Outro dia, uma simples visita a um sáiber foi uma experiência aterradora. Cheguei à noite, um horário em que o recinto estava bombando. Logo na entrada, um rapaz alegre olhou para mim e proferiu languidamente: “Adorei sua camisa do Lanterna Verde...TUDO DE BOM!!”. Hall Jordan e eu agradecemos serenamente nos dirigindo o quanto antes ao fundo da sala. Enquanto esperava uma máquina ficar vaga, reparei num menino gordinho de cabelo sem forma (e eu que passei a infância sendo obrigado a pentear o cabelo) enfrentando criaturas, dragões e eticeteras num deste últimos jogos de espada e magia da temporada. Ao lado tinha outro garoto, diante do mesmo jogo, visivelmente mais habilidoso no embate. O gordinho deu um tempo, olhou para a tela ao lado, e gritou em gozo: “Nossa, como tu tens todas essas armas STYLE?! Nossa, esse teu SET é muito FODÁSTICO!!”. Sei lá, se meus filhos começarem a falar essas merdas eu vou ralhar com eles e esbandalhar todos os seus brinquedos. Sem mencionar o fato de que na máquina ao lado da minha (finalmente peguei uma), pude ouvir uma jovem: “Olha só os meus vídeos preferidos (falando com alguém), só banda DUCARAI VÉI: My Chemical Romance, Evanescence, Nx Zero e Green Day! A Green Day é a melhor banda do mundo, não tem ninguém pra botar no Green Day!!”. Meu tempo acabou e fui embora do local com a certeza de que se tocasse “SHE” para ela...ela nem iria saber de quem era.

O que foi, achou esta seqüência de acontecimentos a coisa mais natural do mundo? Desculpaí então, são apenas percepções de um velho decrépito e decadente de 26 anos.

E agora. para terminar com sábias palavras este capítulo, nada como as considerações do Away de Petrópolis...


quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Diálogos 4

- Tem aquele filme que eu nunca vi, mas todas as mulheres adoram e assistem 256 vezes seguidas. É um tal de “Não sei das quantas do intestino da Amelí Polã”!! Mas afinal de contas...quem é essa puta??!
- Hahahahaha!- Podicrê, deve ser um saco mesmo! Por falar nisso, tem aquela animação da disney super clássica, “O Rei Leão”! Eu nunca vi, não chorei no final, não sei cantar as músicas, não faço idéia das mensagens subliminares sexuais... e até hoje nem sei qual é o Timão e qual é o Pumba!-Hahahahahaha!- É mesmo, eu vi e odiei!- Tem também um filme que todo mundo adora, aquele “lembrança eterna de uma mente sem brilho”, porra...- Mas esse é bom mesmo!- Roteiro extraordinário, um dos meus filmes preferidos!
- ...era exatamente isso que eu ia dizer, muito bom esse filme...


Grandes diálogos que não revolucionaram nem um pouco a história da humanidade. Parte 4.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Missão Terra 4

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EXTRA: "DIE HARD", por Konstanti Bronzit -----------------

Na edição especial do Anima Mundi que passou este ano em Belém (PA), um dos filmes que mais gostei foi "Lavatory-Lovestory", do russo Konstanti Bronzit. Com lápis e papel, traços simples e sempre boas sacadas de humor, o russo mostra como o amor pode surgir nos lugares mais inesperados - um banheiro público de uma rodoviária por exemplo. Eis que encontro no tubo a primeira animação que vi de Bronzit, a trilogia de "Duro de Matar". Para todos os fãs de John McClane, como eu.

sábado, 25 de agosto de 2007

Missão Terra 3

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Extra: The Blowjob Girl ------------------------------
Outro dia um amigo me disse que o principal motivo para a proliferação (aumento do número de usuários) e evolução (aumento da velocidade) da internet deve-se à facilidade de exposição de sacanagens e demais material pornográfico. Uma teoria interessante. Fiquei imaginando que esse deveria ser o sonho dos militares quando a criaram como meio de comunicação alternativa tempos atrás:

- E então capitão, recebeu as informações de nosso espião? Já sabe qual o plano dos russos para o Natal?
- Não, major, até agora só consegui baixar a videografia da Silvia Saint e do Rocco Siffredi, mas vou fazer isso também.
-Ótimo, ótimo, mas não tenha pressa. Aproveite e baixe alguns das Brasileirinhas também.

Continuando com os extras que me fizeram rir neste mundo virtual... eu não sei vocês, mas eu rio dessas coisas:


segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Missão Terra 2

3

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Missão Terra

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------------------------------ EXTRA ------------------------------
Não costumo fazer essas coisas, mas resolvi colocar aqui um trecho do Benett, pra mim um dos melhores cartunistas que podemos encontrar neste mundão internético. Eu devo ter rido por 48 minutos ininterruptos com o trecho a seguir...

Triste, meus amigos. Triste perda para a "sétima arte", como dizem os especialistas, a morte de dois ícones do "cinema de arte" ou "cinema adulto" (como dizem os especialistas). Claro que nossa querida espelunca virtual não poderia deixar de homenagear a memória desses dois "gênios do cinema", como dizem os, ahn...especialistas, que se foram essa semana: Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. À eles:




Visite: www.benett-o-matic.blogger.com.br

Visita de Família [Parte 2 de 2]

(Um conto de Dom Quixote)

...Despertei! Eu adormecera, não sei por quanto tempo, mas a noite já tomava conta daquele incerto lugar. Procurei por Rocinante, mas acredito que os feiticeiros o levaram. Por certo, acharam que eu estava morto e levaram o cavalo para usá-lo em algum ato de magia negra. Pobre Rocinante, amigo de muitas aventuras, será que assim teriam levado Sancho Pança também? Desta vez, eu estava realmente sozinho, procurando um rumo, alguma pista que levasse ao esconderijo de meus inimigos. Andei até o que seria o fim daquele feudo, quando percebi que muitas pessoas seguiam para uma mesma direção. A pé, fui entre os outros, que seguiam em grande número por um caminho magicamente iluminado à noite. Havia tochas, suspensas e brilhantes em suas chamas estáticas, por todo o percurso. Ao final do caminho, meus olhos divisaram uma catedral, bela como a de Salamanca. Próximo a ela, uma área que explodia num espetáculo de cores e sons. As pessoas dividiam-se, algumas entravam na igreja e outras tomavam o rumo das cores. Certamente, tratava-se de uma festa, uma celebração dessas bem aguardadas. Notava-se pela felicidade estampada no rosto dos presentes, principalmente no dos pequenos. Foi naquele clima descontraído que estes olhos encontraram algo que a surpresa pela novidade não me fizera notar antes. No centro, onde estranhamente os outros ao redor transpiravam felicidade, eu o avistei. O gigante tinha de 3 a 4 crianças em cada uma de suas mãos! Desta vez os feiticeiros passaram dos limites. Enviar um gigante para exterminar inocentes, vítimas de um encantamento ilusório, era muita crueldade. Eu, Dom Quixote de La Mancha, que já enfrentei gigantes, leões, dragões e toda sorte de criaturas vis, em segundos preparei a lança e investi contra o covarde: “Valei-me, linda Dulcinéia nesta hora que me envolvo em combate mais que mortal! Este gigante não tem valor sequer de servi-lhe como escravo! Merece encontrar a morte!”. Os pés do inimigo eram como pedra, a lança espatifou-se no primeiro golpe. Desembainhei a espada e continuei o ataque. Os habitantes, enfeitiçados que estavam, começaram a gritar, como se desaprovassem minha atitude - muitos correram, alguns que despertaram do transe. O gigante desferiu um ataque, mas consegui desviar-me a tempo - provavelmente estaria morto se não fosse treinado nas habilidades da cavalaria. No calor da batalha, abri-lhe um talho gravemente. Movendo-se pesadamente, o inimigo começou a libertar algumas crianças no chão. Finalmente, rendia-se o canalha! Movia-se cada vez menos, até parar por completo, liberando o restante de suas vítimas. Enquanto eu o fitava, esperando alguma reação, fui surpreendido por uma súcia de estranhos. Saltaram rápido sobre mim à traição, imobilizaram-me e logo eu estava cativo no interior de uma carruagem. Levaram-me a um castelo, onde os soberanos insistiam em negar meus feitos de cavaleiro andante, e queriam fazer com que eu acreditasse ser outra pessoa. Um dia, Dom Diego de Miranda tomou o castelo de assalto e libertou-me. Aqui estou, meu caro, hóspede na fazenda deste valoroso amigo fidalgo. Mas preciso saber o que aconteceu com Sancho e Rocinante. Por ora, descanso, mas os feiticeiros ainda não livraram-se de Dom Quixote de La Mancha, “O Cavaleiro da Triste Figura”. Vossa visita alegrou-me, meu rapaz. Aprecio a companhia de jovens interessado nas aventuras da cavalaria. Pareces muito com Lourenço, grande poeta e filho de Dom Diego.

- Fascinante história, Dom Quixote. Mas receio que tenho de ir...

Baixei a cabeça e dei uma última olhada naquela antiga matéria de jornal:

“Segunda Feira, 16 de outubro de 1972.

Um rapaz tornou-se o personagem mais comentado em Belém. Sua aventura começou no final da manhã de sábado, quando atacou com uma vara alguns peixeiros que comemoravam a captura do maior Pirarucu da estação, no mercado do Ver-o-Peso. Na confusão, uma barraca de venda de tacacá foi destruída. O rapaz, que é carroceiro - segundo pessoas que o conhecem de vista - estava montado em seu burro de trabalho, vestia-se com pedaços de ferro velho e portava uma vara de madeira mais um pedaço de vergalhão amarrado ao cinto. Após o episódio, ele fugiu montado no burro, assustando motoristas e causando tumultos no trânsito da Av. Tamandaré. Testemunhas afirmaram ainda tê-lo visto à tarde na praça da república, reunido com alguns adeptos da comunidade hippie. Mas o fato mais marcante ocorreu à noite: Acabou danificando a Roda Gigante do Arraial de Nazaré. Ele atacou a base do aparelho com os objetos que portava até afetar um dos mecanismos internos. Os operadores desligaram a máquina, para evitar acidentes. - Ele estava completamente desorientado, as pessoas corriam desesperadas – disse o Ten. Gomes, da guarnição do Corpo de Bombeiros, que chegou para recolhê-lo. Na manhã de ontem, o causador de tumultos teve uma avaliação médica, e ao que tudo indica, será levado sob observação ao Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira. O animal do rapaz foi encontrado próximo ao Cemitério da Soledade e junto com ele, dentro de um saco amarrado a sua cela improvisada, um exemplar do livro Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Até o fechamento desta edição, o rapaz não foi identificado e nenhum parente apareceu.”

Meu primo entrou no quarto. Aproveitando uma pequena distração do cavaleiro, que buscava um livro na estante, falou baixinho: - E aí, gostou de falar com o tio? Já sabe né, inventa um nome bacana pra ti. Eu não precisei porque ele foi logo me chamando de Lourenço. E vê se aparece mais vezes, que toda semana ele tenta me convencer a sair com ele em novas aventuras!

Abri a porta e me despedi do mais destemido cavaleiro andante que o mundo já conheceu.

“Javier Gerardo Guadalaraja” (pseudônimo de Paulo Nazareno no concurso literário)



Ilustração: Rogério Nunes Borges


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Conto escolhido em terceiro lugar no Concurso de Contos da Unama com a Academia Paraense de letras: “As prováveis aventuras do cavaleiro da triste figura nas terras da Amazônia” (2005). Os outros são “Quixote” de Alfredo Garcia e “Dom Menino” de Carlos Correa Santos. Os três contos estarão reunidos num único livro em publicação bilíngüe...sabe-se lá quando.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Visita de Família [Parte 1 de 2]

(Um conto de Dom Quixote)




Ilustração: Rogério Nunes Borges


- Não sabia o que fazia ali, naquela balbúrdia! Barulho, muito barulho! Provavelmente era mais uma armação de Frestão, o feiticeiro, tramando contra os honráveis feitos que permeiam este meu destino de Cavaleiro Andante. Mais um ardil de meus inimigos para que eu não pudesse honrar minha amada, a doce e mais bela donzela de todas, dona Dulcinéia de Toboso. Meu pensamento também era tomado por outro problema: “Onde andaria Sancho?”. Meu fiel escudeiro deveria estar comigo. No entanto, exceto pelo meu altivo cavalo Rocinante, Dom Quixote de La Mancha, este que vos fala - conhecido sobretudo como “O Cavaleiro da Triste Figura” – estava sozinho. Perdido numa terra estranha, onde havia coches e grandes carruagens que andavam sem cavalos, talvez mais velozes que se eles realmente os puxassem. O barulho criado pela quantidade deles era ensurdecedor. Tal região não pertencia à Mancha, à Múrcia, ou a qualquer reino ou terra que pisara antes. Os habitantes locais, tenho certeza, nunca estiveram diante de um cavaleiro andante. Afirmo pela surpresa como olhavam-me e entreolhavam-se. Alguns admirados, outros temerosos pelo meu porte marcante, característicos de nós, verdadeiros nobres da cavalaria. Alguns poucos chegaram a agir de forma jocosa, fato cujo motivo até hoje desconheço. Quando andava num fraco trotar de Rocinante, tentando conhecer o local, o primeiro demônio cruzou meu caminho. Percebi o exato momento em que a besta ia atacar uma linda dama, que estava sentada em sua tenda de descanso ao ar livre. Pus a lança em riste e o adverti : “Infernal criatura! Infeliz hora em que cruzaste o caminho de Dom Quixote! Pela primeira e única vez!”. E desferi-lhe um golpe no meio de sua horrenda cabeçorra com face de peixe! A cabeça caiu para um lado e o corpo se estatelou de encontro a uma grande botija, que virou, derramando todo seu conteúdo. Pelo forte odor e consistência, percebi que o líquido tratava-se do lendário ungüento de Ferrabrás, um potente bálsamo, capaz de curar qualquer ferimento. Mesmo que um homem fosse retalhado em pedaços, uma única gota do ungüento de Ferrabrás seria suficiente para curá-lo – isto é claro, juntando-se todas as partes antes. A dama, que tomava conta do precioso remédio, ficou furiosa, berrando palavras incompreensíveis para mim. O demônio ficou todo encharcado, rapidamente voltou à vida. Levantou-se e veio em minha direção com uma fúria de mil homens. No caso, mil demônios. Uma legião deles cercou a mim e Rocinante. Desferi alguns golpes, tombando outros tantos, mas Rocinante derrubou os que fechavam seu caminho, abalando-se em disparada comigo no lombo. Logo não conseguia mais avistar os demônios, que deveriam agradecer ao meu altivo – mas temporariamente assustado – cavalo por ter adiado o destino de serem ceifados um a um pelas mãos de Dom Quixote de La Mancha! Depois de percorrer certa distância, quase sendo atingidos pela infinidade dos rápidos coches, chegamos a uma área mais agradável. Um lugar de frondosas árvores e pequenos campos de gramíneas. Aproximei-me de alguns habitantes daquele feudo. Eram de vestes simples e cabelos compridos, preparavam-se para uma refeição ao ar livre. Foram gentis, convidando-me a juntar-se a eles. Dividiram comigo suas poucas provisões. Agradeci solenemente, pois até o mais frugal alimento, para nós cavaleiros andantes, pode tornar-se um manjar dos deuses. Enquanto eu comia, Rocinante recuperava as forças com algumas frutas que meus anfitriões possuíam num alforje. Elas caíam das grandes árvores. Eu mesmo senti uma violentamente sobre o elmo, para a alegria de meus novos amigos, que desandaram a gargalhar. Feita a refeição, um deles pegou um pequeno artefato escuro. Uma pequenina chama apareceu em suas mãos e ele o acendeu, foi quando descobri tratar-se de algum tipo de fumo. Nesta lida de cavaleiro andante, ouvi falar sobre tribos que têm por costume acender um fumo da paz, um ritual de boas vindas para os viajantes nômades em suas terras. A recusa a participar por parte do visitante seria uma desonra ao povo hospitaleiro. Então, fiz como todos os presentes, que passaram o artefato de mão em mão, verti a minha fumaça da paz. Em pouco tempo, senti-me demasiado estranho. Meus movimentos ficaram lentos e comecei a balbuciar palavras sem sentido. Tudo ao meu redor envolveu-se numa atmosfera bruxuleante. “Maldição!”, pensei. Os feiticeiros enganaram-me novamente. Provavelmente Frestão e sua corja estavam por detrás disso. Disfarçaram-se de jovens amigáveis para capturar-me e impedir a continuação dos atos heróicos dos cavaleiros andantes, que hoje ecoa através dos passos de Dom Quixote. Concluí meus pensamentos quando uma incontrolável sonolência abateu-me. Sem dúvida, a morte pairava sobre mim, e comecei a enfrentá-la: “Que venha, morte indigna. Que injustiça, morrer assim, vítima de uma trapaça em terras desconhecidas. Que tristeza não poder ver pela última vez a silhueta celestial da delicada Dulcinéia. A partir de hoje, minhas aventuras ecoarão somente na eternidade, na memória daqueles que presenciaram ou ouviram os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Dom Quixote de La Mancha”. Cambaleante, caí na grama a esperar meu derradeiro suspiro...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Diálogos 3

- Oi, como você está? Pergunto pra variar, já que agora todos só perguntam da sua filhinha.
- Hahaha! Vou bem, e tu?
- ...mais ou menos. Kelly, eu sou uma pessoa estranha?
- Hum... um pouco, haha.
- Em que quesitos?
- No sentido de tentar complicar no teu relacionamento com as pessoas...
- Hum....boa, o que mais?
- Acho que deverias dar uma mudada no visual, cortar logo esse cabelão, que vive preso. Tens que sair mais com a gente. Tens que te soltar mais...
- Tens razão. Puxa, estou me sentindo bem melhor agora. Seus conselhos também estão bem melhores agora que viraste mãe. Lembro que quando eu dizia antes “Eu estou com um problema na garganta...”, você me dizia “Tem que chupar é buceta, porra!!”...
- HAHAHAHAHAHAAH!
- Olha...e não funcionou não... Enfim, vou indo. Obrigado pela consulta.
- HAhahaA...de nada...hahaha...

Grandes diálogos que não revolucionaram nem um pouco a história da humanidade. Parte 3.
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quarta-feira, 27 de junho de 2007

“A Bittersweet Life” (O Gosto da Vingança) [Coréia do Sul, 2005]

Se depois do atentado numa universidade da Virginia (EUA), em que o sul-coreano Cho Seung-hui matou 32 pessoas, estudantes e professores, você ainda não tinha um bom motivo para não mexer mais com coreanos na rua, você acaba de encontrar um chamado “A Bittersweet Life”, de Kim Jee Woon – “O Gosto da Vingança” na locadora, ou banca de DVD pirata mais perto de você. O mesmo diretor de A tale of two sisters deixa de lado o terror psicológico balacobático asiático e senta a mão (literalmente) numa história em que a pancadaria e a violência gráfica explodem bonitamente na tela. Senta, come um polvo vivo num restaurante coreano, que lá vem a história.


Kim Suwoon não passaria de mais um japa meio galã aqui pelas ruas do Brasil, mas lá, alem de não ser japa, é um dos mais temidos funcionários do submundo criminoso sul-coreano. Ele é o braço direito de um grande chefe de uma organização criminosa de alguma coisa – onde a sede e fachada principal é um luxuoso hotel da cidade. Um belo dia, numa conversa de bar, Suwoon, único cara em que o chefe confia, é incumbido de uma simples missão, dividida em 4 partes: 1) vigiar a namorada ninfeta do patrão, que apesar de toda atenção e regalias, parece estar confraternizando com alguém mais jovem e viril; 2) Constatada a veracidade da história, avisar o chefe – que está numa viagem fora – imediatamente; 3) Ou então, constatada a veracidade da história, ele mesmo pode matar os dois; 4) Respirar fundo e pensar coisas do tipo “mas como um velho broxa e truculento desses não quer ser corno com uma namorada violoncelista gostosa que nem essa?!”.

O fato é que ele cumpre apenas os quesitos 1 e 4 da missão. Não preciso dizer que o chefe é daqueles que preferem barbarizar, ao invés de deixar barato e tentar entender a decisão (de bom senso até) de alguém que lhe serviu de capacho durante 7 anos. Daí em diante, vamos descobrir que nunca devemos sacanear ninguém que tenha nos ajudado durante tanto tempo, principalmente se a rotina desta pessoa é: torturar alguém durante o café da manhã, quebrar de 3 a 4 caras na porrada na hora do almoço, ser esfaqueado à tarde e a única diversão é contemplar o teto antes de dormir.


O ângulo da câmera por cima do ombro do personagem dá um impacto a mais nas cenas! Eu não gosto de dizer isso, mas...é muito dugaraio ! Só vendo mesmo.


Mas não se trata de um filme de porrada, como só os caras que adoram filmes de porrada gostam de ver. Inclusive, esses asiáticos - como a exemplo de Takashi Miike (Ichi The Killer) e Park Chan Wook (Symphathy for Mr. Vengeance) - fazem parte do roll dos que quebram as seções de locadoras. É difícil definir um gênero, já que eles conseguem reunir humor, drama, terror e pancadaria, tudo na mesma película. “A Bittersweet Life” tem seus momentos violentos, mas que não deveriam servir para lhe subir o sangue e sair esmurrando os outros por aí. É justamente o contrário. A violência serve como um momento de reflexão sobre inúmeras situações da vida, baseada simplesmente na pergunta de Suwoon, a que muitas vezes nunca nos fazemos: “Como chegamos a este ponto?”. O filme é uma violenta história belamente contada, evidente em alguns momentos como: a trilha sonora marcante; a cena da redenção do personagem, único momento em que Suwoon sorri; e o nome da cafeteria “La Dolce Vita”, contrastando com o cenário do inferno, de tudo que a vida não deveria ser.


“-O baterista do grupo Polegar foi ao programa da Márcia porque está desempregado e não tem onde morar. Para ajudá-lo, ela lhe apresenta a filha de 15 anos que ele não conhecia!! Porra, como chegamos a este ponto?!!”


[ Numa noite de outono, o discípulo acordou chorando. Então o mestre perguntou, “Você teve um pesadelo?”. “Não”, respondeu o discípulo. “Você teve um sonho triste?”. “Não...” - disse o discípulo - “... eu tive um sonho doce”. “Então, por que você está chorando tão tristemente?”. O discípulo respondeu calmamente, enquanto enxugava suas lágrimas... “Por que o sonho que eu tive, nunca poderá se realizar”. ]

Diálogos 2

Eu já parei de tentar entender por que o orkut e outras putices da internet, que aparentemente deveriam aproximar as pessoas, são na verdade novas táticas para perpetuar no mundo a solidão. Sim, porque os encontros virtuais (a cada dia que passa e em doses diárias) parecem suprir a necessidade do contato humano. Eu também nem entendi por que eu escrevi isso, já que nem sou tão chegado assim no contato humano, exceto com as meninas - porque elas são bonitas e cheiram bem.


Grandes diálogos que não influenciaram nem um pouco a história da humanidade. Parte 2.


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quarta-feira, 20 de junho de 2007

Maxmillian Returns

Algumas tiras musicais com a volta do Maxmilian e a menina bonita e legal de vestido colorido que gostou do filme “A Vila”.

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segunda-feira, 14 de maio de 2007

Diálogos

Eu já parei de tentar entender por que algumas mulheres se atraem por mim. Agora eu também resolvi parar de tentar entender por que as pessoas gostam de conversar comigo. Eu também já parei de tentar entender se o “por quê” (separado e com acento) deve vir sempre no final das frases ou poderia ter sido usado nestes dois “por que”(s) anteriores.

"Grandes Diálogos que não revolucionaram nem um pouco a história da humanidade." Parte 1.

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================= EXTRA =================

Meu objetivo é colocar o Justin Timberlake no chinelo um dia, mas se eu ao menos conseguir atingir o nível do urso dançarino do Tom e Jerry, já vai ser supimpa.