quinta-feira, 3 de maio de 2007

Trocentos

É, eu fui mais um que gostou de “300”, do Zack Snyder. A crítica cinematográfica altamente especializada pode até achar que o filme nem funciona como um filme de verdade – se analisarmos o roteiro simples carregado de sangue de nanquim e as interpretações como as das peças da 6º série com locações idênticas, ou seja, inexistentes. Depois vem toda aquela questão sobre o racismo, de como os persas são retratados: além de serem adeptos de ultraviolence explotation, no cafofo persa, lesbianismo é o mínimo que pode haver - talvez um contraponto com a pederastia histórica grega. O lado persa parece o AP do Latino, todo dia tem orgia e a devassidão é sem limites - tem até o Capiroto tocando alaúde, sei lá –, acho que confundiram o lugar com o Brasil. Afinal, assistindo ao filme, qualquer brasileiro pediria a guarita de Xérxes, já que do seu lado tem a mulherada, que dá até para os freak-losers. Em Esparta...só tem a rainha e um bando de macho suado gritando: Ahu! Ahu! Ahu!
O episódio é narrado por um espartano, um racista por natureza e tradição – ou alguém acha que o agogê, rito de passagem do moleque espartano e a exploração dos servos próximos (hilotas) tem a ver com outra coisa a não ser o embasamento na superioridade dos filhos de Esparta? (pelo menos é o que me lembro das aulas de história antiga). No final, não há como usar a desculpa de que é a visão de Dilios, o contador de histórias, que materializa tudo aquilo na tela. Principalmente quando os descendestes dos persas são os iranianos, rapazes que em dia de jogo da copa queimam a bandeira norte-americana em rede mundial de televisão. Enfim, é melhor eu parar de falar sobre o assunto antes que queimem este blog.
Bem, diante de todas essas questões existenciais, políticas e éticas, Rodrigo Santoro vai ganhando espaço em Holywood, Frank Miller vai colecionando mais adaptações cinematográficas e Zack Snyder e os envolvidos vão arrebatando uma graninha. E eu, um espectador de senso crítico duvidoso, achei tudo muito bonito e du caralho! Inclusive estou tentando reunir 300 amigos para a campanha “Trocentos”: vamos começar a malhar esta semana e quando for em dezembro, cruzaremos as ruas de cueca, com uma toalha de mesa vermelha nas costas, uma pipoqueira na cabeça e gritando: SPARTANS, TONIGHT WE DINE IN HELL!!

“Trocentos” também é o nome da versão redublada que estou querendo fazer, mas a falta de internet e recursos permitem apenas, por enquanto, deixar umas tiras prévias do empreendimento:








8 comentários:

Adriano Mello Costa disse...

Tambem gostei de 300!
E quanto aos trocentos..sera que seria uma boa ideia mesmo, meu caro?
Eheheheh
Abraços!

Hernanda disse...

Eu não assisti 300... Mas Trocentos cheira a sucesso de bilheteria!

Elaine disse...

rsrs olha como vc me disse uma vez se achar engraçado já está de bom tamanho pq entender mesmo nem se eu estivesse assistido filme 300, eu até desconfio que o trocentos vai ser melhor

Rodrigo Carvalho disse...

Hahahahaha
melhor que os diálogos de 300. Agora faz um do Homem-Aranha 3! rsrsrs

Valeu por ter postado minha tira!

abraços

Geo disse...

hum, então tu deu um jeito de fazer é?
ficou du-caralho!

e a gente já pode fazer inscrição pra figurante no TROCENTOS?
preciso só de alguém que me empreste a cueca!

até, paolus!

Fabíola disse...

Ainda não assisti o filme (e olha que ficou um tempão em cartaz :P), mas o que gostei mesmo foram dos quadrinhos estilizados.

Nielsen disse...

puta meu, muito bom ri bagaraio

goodoya disse...

Vão tomar kypkulle