segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"Legião do Mal" (La Horde) 2009, de Yannick Dahan & Benjamin Rocher

“Mas como foi esse teu critério pra querer ver o filme, tu escreveste no google 'filme escroto de zumbi', é?”. As palavras de Andy Caramujo ao término da sessão fazem bastante sentido, mas até que dá para rir e se divertir com "La Horde", filme em que os franceses apresentam seus mortos-vivos. Vê-lo dublado só acrescentou mais gargalhadas (o que recomendo com louvor).


O negócio começa dando a maior pinta de que vai ser um puta filme de ação-policial e coisa e tal: Após ter um de seus amigos fazendo cosplay de Tim Lopes, 4 policiais resolvem tomar de assalto um prédio semi-abandonado para se vingar dos assassinos / traficantes. Quando as coisas começam a dar muito errado para os tiras, do tipo que se diz “putz, não tem como piorar!”, a cota dos apocalypses zumbis chega àquelas bandas francesas. O que se espera é que policiais e bandidos unam forças para não virar ração, sem informações do que está acontecendo lá fora (sanova?!) e sem fazer idéia do quê eles estão enfrentando (porra, atira na cabeça!).

O elenco é de matar (RÁ): destaque para o líder dos traficantes, um nigeriano cheio de aforismos e lições de moral e o velho doidivanas contador de zumbis abatidos. Isole aquele momento de tensão (que sempre tem neste gênero) em que os sobreviventes começam a brigar uns contra os outros e estenda para um filme inteiro. É mais ou menos isso que acontece em La Horde. Por mais que esteja todo mundo no mesmo barco, há um clima de DR no ar o tempo todo entre polícia e bandidos, polícia e polícia e bandidos e bandidos.

Apesar de bem caracterizados, muitos zumbis parecem apenas loucos gritando com suco de groselha na cara e apenas um (o com um saco na cabeça) têm dentes serrilhados! Se alguém souber me explicar que porra foi essa, agradeço. Quase todos cheiraram um bagulho frenético e não param por nada, nem sob fortes impactos. Corredor Polonês é carinho para eles! A edição só ajuda a dar um ritmo cômico aos ataques, parece que a imagem fica em fast foward por alguns segundos.

Tudo bem que não explicar nada sobre a origem da epidemia já vem de berço lá dos filmes do George Romero, mas de todos os filmes de zumbi, La Horde ganha neste quesito de lavada. E não se sai melhor explicando pra onde vai: creio que foi o pior desfecho deste tipo de filme que já vi. Enfim, um filme válido para quem gosta de morto-vivos, tranqueiras em geral ou tem resistência em ver um filme só porque é francês!

Nota: A dublagem brasileira é um espetáculo à parte. Destaque para o trecho em que o líder dos fora da lei mata um zumbi com as próprias mãos gritando: AQUI É NIGERIANO, AQUI É NIGERIANO! ... vai ecoar na minha mente por anos.


Cena revolucionária em filmes de zumbi: Um gordo de bigode e camiseta regata!

3 comentários:

Link do Filme disse...

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Nega disse...

Pra mim, sendo filme que tem Zumbi e roteiro tosqueira, JÁ vale! O Lado divertido do cinema está muito distante das comédias ou comédias romanticas *cospe*...

Por vezes os brothers me olham feio quando eu escolho o filme do cinema, NUNCA é filme de menininha, sempre é essas porcarias que não acrescentam em nada na gente, só as lembrancas das melhores mortes já produzidas no cinema... Aliás, ja assististes floresta maldita? Um filme de `Terror`de baixo orcamento, mas com mortes inesquecíveis!

paulo nazareno disse...

hum..tem uma afilhada da minha mãe que tem o FLORESTA MALDITA. Acho que vou dar uma conferida. Podes ver também o FLORESTA DO MAL (continuação de "Pânico na Floresta"), ainda não vi.

Fiquei pensando agora se essas variações dos títulos em português podem significar algo:

1) Os menos piores são os "alguma coisa do MEDO" ou "alguma coisa do MAL". Bons filmes: Abismo do Medo, Plataforma do Medo, Triângulo do Medo...

2) O fim da pica são "alguma coisa MALDITA" ou "PÂNICO em alguma coisa". Excecção para VIAGEM MALDITA (dugarai) e Pânico na Floresta (que gostei).

3) Conclusão, não faz o menor sentido essas considerações.

Adeus.
Obrigado pelos comentários, End.