quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"quer me fuder? me beija!"

Sabe aquele discurso do José Wilker sobre valorizar o cinema nacional, ver mais filmes produzidos no país, o mesmo que ficou mais conhecido depois da imitação do Marcelo Adnet? Pois é, faz todo sentido diante de um filme como Tropa de Elite 2 (2010), de José Padilha. Se você como eu, não gosta da maioria dos filmes nacionais que vê e acha que independente de patrocínio ou produção, acredita que um filme depende muito de caras fodas que saibam contar boas histórias na 7º arte, bate aqui o/ ! Para quem gostou deveras desta sequência do crássico felomenal do cinema nacional, creio que a única coisa que eu realmente acho escrota é o Tijuana... “pega um pega geral, também vai pegá você”. Dá um tempo!



O que acontece neste segundo episódio da saga de Roberto Nascimento é justamente o fim de tudo que ele acreditava. Após fortalecer o BOPE e praticamente exterminar a ação de traficantes, ele se vê às voltas com o surgimento de milícias – criadas da ação de policiais corruptos. De forma até mesmo didática, o filme mostra como se dá toda a origem do negócio até o fortalecimento com o envolvimento de figuras públicas: deputado, secretário de governo e etc – esse pessoal que na teoria deveria ajudar a sociedade. No maior clima “Inimigo do Estado”, Wagner Moura vai narrando o drama de seu personagem, que todos sabemos, tem convicções bem severas quanto a lidar com bandidos e afiliados – e não importa se eles são vítimas de uma sociedade excludente que não deu oportunidades ou playboys que tiveram tudo e agora lucram mais ainda com vidas alheias. É a visão de um cara que trabalha há 20 anos na polícia e sabe que está numa guerra. É o que guia o filme, é o que guiou o primeiro e levantou a bandeira de ser FASCISTA! Porra, eu nunca achei isso, nem você que não leva nada a sério... mas muita gente (que adora frescar e participar de discussões que não levam a nada e não ajudam ninguém) achou. Pelo menos no segundo filme temos um contraponto na figura de Diogo Fraga, o cara dos direitos humanos. Com suas ações e visão de mundo, ele tem uma participação essencial no desenrolar da história. No final das contas, a verdade é que cada um só está cumprindo o seu papel...e nenhum dos dois está contente em fazê-lo.

O novo tropa é um filme acima da média das produções de ação/conspiração/drama de qualquer nacionalidade. E se tem uma coisa que não entendo nesses filmes brasileiros que acho dos bons, é como eles conseguem envolver os atores na atmosfera/clima do filme? Até o André Mattos, que é caricato pra caramba, ficou perfeito no papel de demagogo apresentador de programa policial (o que espero não ser um pleonasmo). Acho que até se metessem o Thiago Lacerda nesse filme, eu iria achar tudo dugarai!

Minha conclusão ao final do filme é que Tropa de Elite 2 deixaria o povo brasileiro muito feliz se fosse exatamente o que diz ser: apenas uma ficção. Se já existe uma cópia na banca da esquina filmada por uma TEKPIX ou se há links disponíveis para download, não interessa! Este é o momento em que você deve lembrar de José Wilker e sentar o dedo nessa porra no cinema! Permissão concedida, aspira!

Nova versão de "quem disse que a boca é tua?!" = "Quem disse que o comando é teu?!".

7 comentários:

Nega disse...

Eu adoro suas resenhas.

Ainda não vi, to tentando convidar o Loro para ir comigo, mas ele não demonstra nenhum interesse.

Meu coração está partido.

Alexandre Brito disse...

Bacana a critica Paulo...saudades quase sinceras....rrsrsrsrs

Brito

pedro disse...

cara legai seus desenhos
esses sao os meus www.blogdopedrobitencourt.blogspot.com
queria saber se voce tem msn se tiver me adicione ae pedro_s_b@hotmail.com

paulo nazareno disse...

Nega - poxa, fico feliz. eu até quero parar de escrever essas coisas e deixar este espaço só para desenhos, ou mais desenhos.

Brito - hahaha, sinceridade acima de tudo. Valeu a visita.

Pedro - Obrigado pelo comentário, Pedro. Vou dar uma olhada nas suas tiras. De cara vi umas boas idéias por lá. Msn, o que é isso? hahha. Um abraço.


Obrigado pelos comentários.

geo disse...

cara, tropa já é um clássico!

o mais legal é que todas essas coisas tipo 'quer me fuder, me beija' faz parte mesmo do way of life carioca!

eu tbm curti o filme!

quem não viu TÁ DE BOBE-RA!
haha

Nanda Melonio disse...

não só a parada do "quer me foder, me beija", como a gegê bem lembrou, mas alguns personagens foram de fato inspirados em personalidades do rio: diogo fraga é o marcelo freixo, que preside a comissão de direitos humanos da alerj; o personagem do andré mattos (esqueci o nome) teve o programa inspirado no balanço geral, apresentado pelo wagner montes, que é deputado (mas ele não se negou a participar da cpi das milícias)...

Anónimo disse...

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