quarta-feira, 27 de outubro de 2010

negociações

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

pela cota de mulheres carecas

Durante um tempo, não lembro de ter visto um filme de alienígenas que me empolgou até o Distrito 9 (2009) – que deveria ter levado o Oscar. Antes dele, gostei do Altered (2006), que tem um bom enredo e um alien bem carniceiro. O último de ficção científica que me deparei e indico com polegar estendido é este "Splice" (2009) de Vincenzo Natali (o mesmo cara de "O Cubo"). Não se trata de alienígena, mas de uma nova espécie criada pelo homem - este eterno pândego inconsequente.



Um casal de cientistas bioquímicos consegue criar um novo ser através de um splicing (mistureba) de DNA’s de várias espécies: aves, répteis, mamíferos e etc. O bichinho vai muito bem, obrigado, e é capaz de produzir uma proteína supimpa para ser usada na indústria pecuária. “Nossa, imagina quantas doenças poderíamos curar e em quantas capas de revistas iríamos aparecer se criássemos um outro com DNA humano dessa vez, heim?” – idéia que surge na cabeça da mulher da relação. É claro que tal plano foi devidamente rechaçado pelo alto escalão da companhia científica, devido às pressões que poderiam sofrer da opinião pública, religiosa e a balbúrdia que ocorre com a descoberta de manipulação de DNA humano e pouco recheio no pastel.


Após ler o livro "As Moçoilas Gritam Ética", o cientista cede ao desejo da esposa, com a condição de gerar o embrião apenas para saber se eles são capazes de fazê-lo, tá beleza? Daí eles passarão o resto do filme que nem aqueles pedreiros que você contratou para uma obra na sua casa: competindo quem consegue fazer mais merda!


A premissa manjada de monstro criado pelo homem que foge do laboratório e sai matando todo mundo por aí cai cedo por terra. Logo o filme explora o drama da personagem de DREN, a criatura, que provavelmente sofrerá do mal que assola todos os únicos de uma espécie, os excluídos, como Rocky Dennis e o monstro de Frankenstein. No início, o filme lembra A Experiência (1995), aquele que pegam DNA alienígena e criam uma gostosa! Você pode pensar que se Natasha Henstridge, loira, alta, estrangeira, teve dificuldades para conseguir descabelar o palhaço no outro filme... o que será de Dren, com rabo, joelhos ao contrário e careca?! Pois é, mas há uma corrente filosófica que diz que "pornografia é igual informática: é preciso estar se atualizando sempre!" (Loro da Doca).


Os efeitos especiais são da melhor qualidade e os atores idem: Adrien Brody (de pianista raquítico que passa um filme inteiro se escondendo de nazistas até virar mercenário que enfrenta sem camisa o Predador), Sarah Polley (talentosa atriz/diretora relembrando horas de tensão como em Madrugada dos Mortos) e Delphine Chanéac (alterada geneticamente, sinistra, inocente e perigosa). E aí, afim de um drama-horror-science-fiction-erotic-triller? Vá de Splice! É um prato cheio para quem gosta dos filmes do David Cronenberg e Paul Verhoeven.

Eu heim, me erra bonito, tá!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

voyeur extreme




Saiu na Kamizake #1

terça-feira, 19 de outubro de 2010

revista kamikaze #1

Por ser complicado e pouco original criar uma seita e promover degustação coletiva de suco de laranja envenenado, Matheus Aguilar optou por uma revista virtual e filantrópica com desenhistas convidados. O nome não poderia ser mais perfeito. Espero que haja cartunistas suficientes para as primeiras 100 edições programadas, já que todos cometem harakiri aéreo após cada número lançado.


Adentre o blog do inperiódico clicando na capa!


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

nintendo underworld

Depois de passar boa parte da minha infância colecionando uma pilha de revistas de videogame (tempos longínquos de cartuchos e era A.I – Antes da Internet) acabei aparecendo na edição 137 da Nintendo World (setembro de 2010). Estes são ou não são tempos loucos? Um convite feito por Flávio Croffi (jornalista de games) para a seção Game Art – em que artistas fazem homenagens aos jogos da Companhia. Com esta temática vasta e livre, resolvi desenhar uns jogos bem antigos que me diverti no passado: Power Blade, Castlevania Jr. e Yo! Noid – todos para o nintendinho 8-Bits. Abaixo os desenhos (dois simulam as telas dos jogos) e alguns trechos da entrevista (não deu pra sair tudo na revista).

#1 - Sobre trabalhar com arte/ilustração:

“...trabalho com ilustração e arte desde os 4 anos de idade. Tempos difíceis aqueles em que eu não ganhava dinheiro com isso. Ou seja, de lá pra cá, nada mudou, inclusive os desenhos. Ganhei até mais dinheiro com uma banda de rock do que com isso. Mas hoje posso atribuir à preguiça e falta de ter nascido com a função de capitalizar as coisas no cérebro, só pode!.”


Power Blade (Natsume,1991) – Era um agente chamado NOVA, que enfrentava mais uma dessas megacorporações que querem dominar o mundo. Ele era a cara do Terminator (Arnold). O detalhe é que o moço preferia lutar contra robôs fortemente armados e outros inimigos perigosos apenas com um BUMERANGUE, sabe-se lá por que cargas d’água! (vai ver ele era australiano). Teve mais o Power Blade 2, e só.

#2 - Sobre de onde vem a inspiração:

“Das pessoas, do cotidiano mesmo. Uma vez eu li em algum lugar que o humor é uma visão de mundo, acho que é por aí mesmo. Não me considero um grande desenhista, é só o meu processo criativo para contar histórias. E sai mais barato que fazer cinema, por exemplo. No momento eu penso mais em historietas/idéias curtas, tiras. O blog é o meu caderno de rascunhos onde eu faço as experiências, com textos, montagens e desenhos. Acho que o que mais me acendeu a idéia de publicar quadrinhos na net foi ter entrado em contato com o trabalho do Allan Sieber e do Benett - grandes cartunistas deste meu país varonil.”


Castlevania Jr. (Konami, 1990) – Só foi lançado no Japão. O nome “Castlevania” é usado no título, mas pouco tem a ver. Acho que ele veio numa leva de jogos de paródia. Eu lembro de ter locado várias vezes esse joguinho. Eu gostava das canções e do traço bem cartoon. Jogamos com um vampirinho (alguns dizem ser o Alucard criança) que luta contra inimigos curiosos, como a estátua da liberdade e um fantasma-nazista-cu clux clã (eu heim!). Bom jogo!


#3 - Por que escolheu esses games em específico para fazer um desenho?

“Sabe aquelas histórias alternativas da Marvel em que o Wolverine enfrenta o Conan ou algo do tipo? Pois é, eu penso que em algum dos universos paralelos, Mario Bros, Mega Man, Zelda e Metroid foram esquecidos, tiveram uma única aventura cada. No lugar deles, outros jogos da era 8 bits despontaram e fizeram grande sucesso até hoje, com versões para Snes, Game Cube e Wii. Eu pensei em três que entraram na história do videogame, hoje lembrados por poucos: Kid Dracula, Power Blade e Yo Noid!

O único console da Nintendo que tive foi o Top Game, da era 8 bits. Estes foram alguns dos jogos que mais me diverti na época. Apesar da idéia de que eles tivessem uma sobrevida nestes consoles mais novos, fiz uns desenhos representativos com o meu traço mesmo, bem 8 bits. Hahaha!”.


Yo! Noid (Capcom, 1990) – Eu não sei até hoje o que era esse personagem. Parecia um cara vestido de coelho (um animador de festas infantis, de repente) que usava como arma um IOIÔ. Parece que eu simpatizo com heróis de armas não-convencionais. Sei que o jogo na verdade era uma versão americana feita para promover a rede de pizzarias "Domino's Pizza". Acho que ele fez sucesso na época, mas ficou no passado, como muitos.

--- Sites ---

www.nintendoworld.com.br

http://killtheboss.wordpress.com (blog do Flávio Croffi).

Além de serem encontrados facilmente na net e rodados por emuladores, você pode jogar esses games online aqui: www.iplay.com.br

É isso, você visitante que quiser compartilhar conosco jogos que marcaram sua vida, fique à vontade nos comentários. =)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

matheus aguilar




Enquanto eu chorava pela conquista do TETRA, Nelson Mandela virava o primeiro presidente negro da África do Sul, John Travolta dançava em Pulp Fiction e o Plano Real entrava em vigor no país, nascia Matheus Aguilar em Belém - PA.

Após uma longa temporada no município de Capitão Poço (onde aperfeiçoou suas habilidades ilustrativas com o próprio herói), ele está de volta para dominar o mundo - diretamente de nossa cidade natal. E eu não pouparei esforços para ajudá-lo, pois já estou escalado para o elenco de seu projeto secreto (mais informações em breve).
Fico feliz d’ele ser meu conterrâneo. As cores, o traço e a sensibilidade desse jovem com a metade da minha idade você encontra aqui:




Antigamente ele atendia também aqui:





Nota: Na verdade, eu só falei bem dele para parecer um cara legal e ser convidado pra jogar Xbox 360
.
o

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

último adeus

Aperte o play e então pause. Deixe carregar um tanto, depois play de novo. Desenhos com trilha sonora...


Jeff Buckley - Last Goodbye





... Did you say, "No, this can't happen to me"?
And did you rush to the phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
"Maybe, you didn't know him at all,
you didn't know him at all,
oh, you didn't know"?

Well, the bells out in the church tower chime,
Burning clues into this heart of mine.
Thinking so hard on her soft eyes, and the memories
Offer signs that it's over, it's over.



Clipe de Last Goodbye. A versão da Scarlett Johansson também é boa.