quarta-feira, 10 de março de 2010

"Legião", de Scott Stewart (2010)

Há um tempinho tive a idéia de no lugar de escrever sobre um filme, fazer uma versão em quadrinhos do mesmo (aquele que sempre está no elevador). Inauguro essa brincadeira com Legion, que tem a premissa de que Deus volta a ser oldschool e decide matar todo mundo. Parece que não é só Deus que perdeu a fé no público, mas produtores, roteiristas e diretores também. O filme é a ultima palavra no estilo “vamos fazer essa merda de qualquer jeito, já que esses putos assistem a qualquer porcaria!”.


Parecia promissor, não?


segunda-feira, 8 de março de 2010

# 140 trechos de Filmes no Twitter [41 a 45]

Filmes, filmes, filmes! Caramba, como eu assistia mais filmes antigamente! Hoje ver filmes para mim está que nem masturbação, não tenho mais competência para fazer isso sozinho.

Notas: 1) Coloco no blog 5 trechos por post. 2) Colocarei só trechos de filmes que eu vi. 3) Os filmes não precisam ser bons ou conhecidos. 4) Às vezes o trecho que considero(lembro) é maior que o limite permitido, então, a parte que saiu no twitter vai estar em azul negrito aqui. 5) Os trechos não precisam ser perfeitos. Pode ter variações, por eu ter visto legendado, dublado ou minha memória falhar. Mas que a idéia confira. 6) Tentarei colocar vídeos dos filmes (ou imagem, cartaz) se possível do trecho em questão (o que é difícil), ou trailer, ou outra cena, o que encontrar. 7) Se der, eu explico o motivo da escolha e representatividade do trecho. É isso.


De 41 a 45 num estalar de olhos.

[41/140] “Dê-me o que eu quero e irei embora!” [Tempestade do Século (1999), de Craig R. Baxley]

Amanda Snake lembrou-me do trecho desta história do Stephen King. Eu não vi o filme inteiro, só uma parte e o final, mas percebi que um estranho forasteiro fica atazanando outro cara repetindo isso milhões de vezes durante o filme. Se não me engano, no final o cara acaba sendo obrigado a acatar o pedido, dando sorte pelo forasteiro não ser entusiasta de sexo anal. Mas não deixou de ser um fim amargo.




[42/140] "Sabe o que mais odeio? Odeio esses caras quarentões com rabo de cavalo. O rabo de cavalo não te faz sexy, nem jovem, nem legal” [Mandando Bala (Shoot’en Up, 2007), de Michael Davis]

Simpatizo e sou chegado a baboseiras mentirosas forçadas, mas não sei por que achei esse filme uma droga. Todo metido a ser engraçadinho, que nem aquele “Adrenalina”(Crank) – já este achei uma merda. Mandando Bala vejo de novo qualquer dia, um pouco de Mônica Belluci nunca é demais. O trecho é daqueles de se dar stop no filme e ir direto ao barbeiro, em 1:55.




[43/140] "Mãe é o nome de Deus nos lábios e corações das crianças. Morfina faz mal pra você." [O Corvo (1994), de Alex Proyas]

James O’Barr estava na camada de argila, aquela depois do fundo do poço, quando criou a história de The Crow. Um dos filmes de vingança que mais gosto, um negócio triste, sombrio e bonito. Para aumentar a carga de mistério e marcar ainda mais na história, Brandon Lee leva balaços que juravam ser de festim e entra para as estatísticas dos atores mortos em cena. Provérbio do corvo em 0:15.




[44/140] "Vamos seu filho da puta, me dê o seu melhor soco!" [Vizinhança do Barulho (Don't Be a Menace to South Central While Drinking Your Juice in the Hood, 1996), de Paris Barclay]

Os irmãos Wayans dão as caras nesta comédia que resolve aloprar o universo de filmes como "Boyz n the hood, os donos da rua". Uma sucessão de absurdos dos mais engraçados aparece neste que é um dos melhores filmes com a expressão “do barulho” nos títulos brasileiros. O encontro do jovem e sua avó em 1:48.




[45/140] “Se for tentar, vá até o fim. Não há outro sentimento como esse. Ficará sozinho com os deuses. E as noites queimarão como fogo. Você guiará a vida direto ao riso perfeito. É a única luta boa que existe”. [Factotum (2005), de Bent Harmer]

Charles Bukowski é um dos poucos escritores que li por conta própria, ou sem obrigações na minha vida. Exatamente como a falta de obrigações da vida do próprio, ou pelo menos, como ele a descreve em seus livros. O filme não me parece ter o mesmo humor do livro, mas acredito que seja mais uma questão de adaptação mesmo...já que está tudo ali, o que praticamente quer dizer: ele sendo demitido dos empregos que arrumava. “-Tem caras que te fodem e depois te fazem em pedacinhos. E então encontram seu cu e um esgoto no mar e os peitos e um latão de lixo! / - Parei de fazer isso anos atrás.”, outro trecho legal entre Marisa Tomei e Matt Dillon. Bem, agora vamos a mais uma dose de whisky, putas baratas e poesia com "Roll the Dice".

sexta-feira, 5 de março de 2010

cineclube


segunda-feira, 1 de março de 2010

“Quebrando Regras”, de Jeff Wadlow (2008)

A não ser dentro do cinema, meu irmão é um cara que não consegue ficar quieto vendo filmes. Ele sempre explica o nome dos golpes em filmes de porrada, procedimentos militares, técnicas erradas de primeiros socorros e etc. Uma péssima companhia para quem quiser fazer coisas significativas como...entender o filme. Além de ser um cara técnico das ciências exatas, o que de forma alguma justifica o fato d’ele evitar um filme mais “cabeça” - como dizem, meu irmão também é do corpo de bombeiros. Portanto, filme de drama então, nem pensar... “já basta o que eu passo todo dia na vida real”, diria ele com simplicidade. Já cansei de passar bons filmes para ele chegar no final e dizer “Rapaz, esse Bastardos Inglórios é um lixo!”.



Não, isto não é "Velozes e Furiosos".

Pra você que se importou com o uso do nome Karate Kid num suposto remake forçado em que todo mundo luta kung fu, que tal uma mistura de Karate Kid + Clube da Luta num filme teen? Se você tem um amigo ou irmão parecido com o meu, a sessão de sucesso é Quebrando Regras (Never Back Down): nada de quebra-cabeças ou reviravoltas, nada de desconstrução da narrativa, nada de pessoas com câncer e exemplos de vida. O jeito é sentar e relaxar diante de uma história em que você já sabe tudo o que irá acontecer.

Pegue o roteiro do Karate Kid, faça o garoto praticar MMA (Mix Martial Arts) com um mestre afrodescendente (mas “negão” é bem melhor) que treinou com os Gracie, insira elementos deste novo mundo contemporâneo aldeia global de meu deus: youtube, novas mídias e o escambau e utilize artifícios de videoclipe nas cenas de ação. Pronto, para que esperar pelo remake com o filho do Will Smith? Se é que tem alguém ansioso por isso...

eu : -
Tenho um novo filme de luta aqui. É a história de um cara novato numa cidade, que fica afim da garota do rico malfeitor juvenil local. Aí quando começam a implicar com ele, ele procura treinar e tal...tá, vou colocar aqui um pedaço pra tu veres...
irmão: -
Não, coloca logo no final! Melhor, mostra só a parte em que ele come a mulher do cara, depois a luta final, quando ele vence o cara...

É por isso que gosto cada vez mais desse cara e cada vez menos de críticos.



Roda de bluetooth, dois machos suados se agarrando e uma gostosa no meio só para disfarçar.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

lateral


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

# 140 trechos de Filmes no Twitter [36 a 40]

E estamos de volta para mais uma seqüência de trechos cinematográficos que fizeram história na minha, na sua, nas nossas cabeças de consumidores de qualquer porcaria que passa numa tela de tv.

Notas: 1) Coloco no blog 5 trechos por post. 2) Colocarei só trechos de filmes que eu vi. 3) Os filmes não precisam ser bons ou conhecidos. 4) Às vezes o trecho que considero(lembro) é maior que o limite permitido, então, a parte que saiu no twitter vai estar em azul negrito aqui. 5) Os trechos não precisam ser perfeitos. Pode ter variações, por eu ter visto legendado, dublado ou minha memória falhar. Mas que a idéia confira. 6) Tentarei colocar vídeos dos filmes (ou imagem, cartaz) se possível do trecho em questão (o que é difícil), ou trailer, ou outra cena, o que encontrar. 7) Se der, eu explico o motivo da escolha e representatividade do trecho. É isso.


Do 36 ao 40 agora!

[36/140] "Eu não sei nada! Eu não sei naaada!" [Curso de Verão (Summer School - 1987), de Carl Reiner]

Eu não sei como anda a programação da sessão da tarde hoje, mas acho que Curso de Verão é um desses filmes divertidos que nunca mais passaram, enquanto que cachorros falantes ainda estão com tudo no horário. Para os da minha geração, esta cena de “deu branco” no dia da prova é mais do que clássica, em 0:54.


[37/140] "-Você tem 5 balas alojadas no peito, por que não pede pros médicos extraí-las? / - São souvenirs!" [A História de Ricky (1991), de Ngai Kai Lam]

Filme de kung fu insano dos mais engraçados que já vi. O diretor é uma espécie de Peter Jackson dos filmes de artes marciais. Cabeças explodem com as mãos, enforcamento com tripas e mais doses cavalares de trashismo você encontrará em A História de Ricky. Sem o trecho em questão de quando Ricky chega na prisão, coloco uma das lutas mais absurdas da história do cinema. Recomendado para pessoas de gosto apurado pela sétima arte.


[38/140] "Primeiro vai ter que dançar lambada!" [Os Goonies(1985), de Richard Donner ]

Mais um exercício de dublagem que funciona perfeitamente. Sabe Deus o que Bocão manda o Gordo fazer, nunca ouvi a versão original. Outro trecho marcante é quando Bocão fala em espanhol para a empregada, algo do tipo “se não fizer um bom trabalho vai ficar presa aqui por duas semanas com as baratas, sin água e sin comida!" Quanto ao Gordo dançando lambada, o youtube é exorcista, não deixa eu incorporar. O jeito é clicar no garotinho abaixo.



[39/140] "-Qual é Dadinho, chegando assim na minha boca! / - Quem disse que a boca é tua?" [Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles]

Todo mundo sabe que o nome dele agora é Zé Pequeno, né? Pois é, eu curto também o trecho em destaque, que na verdade vem logo antes desta máxima que entrou para os anais do cinema nacional. E claro, só achei ela! Mas quem disse que a boca é minha né?


[40/140] “- Você é um covarde filho da puta! Acabou de atirar num homem desarmado! / - Pois ele deveria ter se armado quando resolveu decorar o bar com o corpo do meu amigo.” [Os Imperdoáveis (Unforgiven,1992), de Clint Eastwood ]

Ganhador do Oscar 93, deu um sopro no gênero western, meio cabisbaixo naqueles idos. Clint Eastwood é um ex-bandido recluso que por problemas financeiros aceita um último "trabalho". William Munny, do Missouri, assassino de mulheres e crianças... e de quase tudo que anda ou rasteja. Se não quiser ver o final do filme, pare depois que ele atira no barman. Trecho em 01:52.


Ufa, agora só faltam 100...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

“Pânico na Floresta”, de Rob Schmidt (2003)

Pânico nas floresta sim, por quê? Vai dizer que é escroto? Vai tirar onda, mermão? Eu acredito que cinema seja indústria e também arte. Julgar que neste caso uma é força contrária à outra, e pior ainda, usar de tal argumento para dizer que tal filme é uma bomba não passa de bobagem. Eu consigo, até com grande facilidade, encontrar chorume tanto nos mega blockbusters da temporada quanto naquele filme de autor ímpar, que gera gozo uníssono na crítica especializada. Você pode não acreditar, mas eu não gosto de cinéfilos – ou quem diz ser um. A cinefilia no meu sangue é zero, por isso eu não ofereço resistência para ver qualquer tipo de filme. Contraditório, não? Pra mim faz sentido. O seu trabalho não precisa ser respeitado, mas pelo menos pode ser colocado à prova por alguém sem nada melhor para fazer - ou que não recebe por isso - diria eu a algum cineasta. Resumindo, hoje não estou nem aí para filmes, só preciso de um argumento simples para vê-los: reunião de amigos, desfrutar da companhia de uma moça agradável, esperar a morte chegar ou ainda...encontrar para meu pai algum filme em que apareça Desmond Harrington.

Todo fim de semana surge uma nova série que vai dar o que falar. Papai e eu resolvemos escolher alguma (mas SÓ UMA) para dar uma olhada, depois que cansamos de destacar vários adesivos de “otário” de nossas testas, vendo LOST, uma nova ciência (Oh, Shit!). Foi então que peguei o primeiro capítulo do serial killer de cereais killers. Provavelmente nós acabaríamos acompanhando a primeira porcaria que caísse em minhas mãos, sorte então Dexter ser uma série das boas mesmo. Lá temos Quinn (Desmond Harrington), um tira meio “não sei cualé a desse cara ainda”. Às vezes ele é boa praça , às vezes dá uns fora de bad cop, enfim, só lembrava deste ator de “Navio Fantasma” – única parte que presta é o videoclipe que explica o que aconteceu no navio. E foi assim que chegamos à "Wrong Turn", que pegou o caminho errado virando Pânico na Floresta por aqui.

O que eu posso dizer é que este filme independente, que custou 10 milhões de dólares, é diversão garantida tanto quanto Avatar, de 400 - ainda não vi este. Deve ser um remake não oficial de uns dez filmes do gênero "jovens perdidos ameaçados por loucos no interior dos EUA". A única novidade é que neste não tem nenhum gordo, só moças esbeltas e magrelícias. Harrington vai sofrer um acidente de carro no meio de uma floresta desconhecida, onde não tem sinal de telefone, junto com rapazes e moças que servirão de alimento para uma família de canibais deformados. Achei bem competente em alguns momentos de tensão e os ângulos escolhidos impedem que algumas cenas sejam ordinárias. Fora isso, o de sempre: quem leva boquete morre, pessoas saem ilesas de cenas em que até o Rambo se machucaria, a polícia nunca fez nenhuma busca no local mesmo com os canibais matando uma penca de turistas por ano... e quem faz boquete morre também.

Um amigo que é professor de uma faculdade particular disse uma vez algo que me espantou. Os alunos dele (universitários, o que é pior) têm um grande problema em entrar em contato com coisas velhas. Outro dia ele passou pra moçada “Um Sonho de Liberdade”(1994) e neguinho reclamou que era uma merda, por ser filme velho e coisa e tal. Então, digamos que Pânico na Floresta é o filme que você deve passar para essa galera que tem resistência a ver filmes idosos de terror como Amargo Pesadelo, Quadrilha de Sádicos, O Massacre da Serra Elétrica. É isso. Ou seja, sem utilidade alguma...já que esses moleques cretinos deveriam continuar vendo High School Musical mesmo.


"Galera, tenho uma boa e uma má notícia. A má é que este filme terá continuações incomensuravelmente desnecessárias; a boa é que nós só aparecemos no primeiro"