terça-feira, 1 de novembro de 2005

A arte de ser pai

Ter um filho deve ser uma experiência indescritível. Não estou falando do processo de engravidar, carregar o peso por nove meses e depois enfrentar o parto, tarefa sem dúvida das mais difíceis e que deixa muita mulheres putas com homens frouxos. É claro que elas nunca levaram um chute no saco, mas enfim, isso não vem ao caso. Estou falando da mudança que isso causa em sua vida.”Depois que minha filha nasceu, nunca mais fui triste”, já ouvi coisas do tipo. Este mês de outubro, dois meninos chegaram a esta terra de furacão, corrupção, gripe aviária e fim do mundo a cada 100 anos: Gabriel, de André Tsuchiya, meu amigo mais japonês e mais distante e mais velho que eu; e João, de Jefferson Alcântara, guitarrista da Garagem 32 e mais novo que eu.

Parabéns pra vocês e para as mamães também: Gisele e Luana.

Enquanto nenhuma mudança tão radical acontece na minha, meus amigos vão assumindo esta tarefa extraordinária de ser pai.

E como diz um conhecido ditado que proferem por estas bandas: “Carreguem as suas cruzes que a minha é feita de tapioca”.
Garagem 32 em: "A Ameaça Fértil"






3 comentários:

Pacha Urbano disse...

E aí, Paulo, tudo beleza?
Obrigadão pela sua visita e fico contente que mais alguém compartilhe deste meu sinistro sentimento de alheiamento humano, mesmo que de vez em quando.
Eu gostaria de que algumas pessoas se consertassem e inclusive eu mesmo me consertasse para não incomodar mais ninguém. Seria um sonho bom.
Minha esposa diz que deveria de haver uma dimensão paralela em que nós pudéssemos por 15 segundos fazer o que quiséssemos com uma pessoa escrota.
Mas, enquanto este dia não chega, nós vamos engolindo alguns sapos, fazendo de conta que não estamos vendo isso ou aquilo e chiando, reclamando, resmungando.

Engraçado o seu post ser sobre paternidade/maternidade, porque um amigo meu, Fabio Nakane, é pai (o filho dele nasceu ontem) e hoje no chuveiro eu me perguntei: "Puta que me pariu, como é que deve estar a cabeça dele?"

Acho que é isso.
Aquele abraço!

P.S.: Harvey Pekar foi, é e sempre será a inspiração de todos nós quadrinhistas alternativos. Não?

Adriano Mello Costa disse...

Salve Paulo...
Pois é rapaz, fardos e benecias dessa vida, responsabilidades que ainda nao quero ter...ehehe
Parabens ao Jeff...
:))

André Tsuchiya disse...

E aí mano velho! É totalmente inominavél a sensação de ser pai. O peso do mundo cai em suas costas, mas você se torna corajoso de repente, pensa que vale a pena carregá-lo, pois uma pessoa depende disso, alguém que um dia vai te chamar de pai!!!! Obrigado pela lembrança Joe, abraços internacional desse teu amigo próximo e distante ao mesmo tempo!!!!!