domingo, 17 de dezembro de 2006

José Matheus Figueiredo Costa

Quem um dia já foi universitário de uma instituição pública, sabe que há uma série de adversidades: greves, neoliberalismo, professores psicopatas, esculhambação, mulheres boas do curso de comunicação (que não estão nem aí pra nós)... essas coisas que vão nos consumindo, causando indignação e o desejo de se fazer algo grande e revolucionário. Diante deste sentimento de incapacidade, ou a desculpa para se fazer qualquer merda, eu uns amigos criamos um fanzine, o FOSSA (Federação Organizacional da Superintendência Sistemática e Anárquica) – ou algo assim. Há tempos não encontrava um exemplar sequer do primeiro (e único) número do in-periódico. Eis que meu amigo, Lucás, aparece-me em casa com a matriz do maldito! E finalmente pude ver de novo as tiras de “José Matheus Figueiredo Costa”, de Fausto Suzuki.

Acho que esta foi a única aventura de Suzuki nos quadrinhos. É pena que ele não tenha dado continuidade à saga de José Matheus Figueiredo Costa. Bem, deixo aqui para a posteridade e para que o próprio autor retome este seu lado cartunístico, bastante apreciado por mim – e outras facções toscas e vanguardistas.







7 comentários:

hernanda disse...

O F.O.S.S.A. me remete aos meus tempos de caloura!!! Valeu, Paulo!

Anónimo disse...

Lá pelos idos do longínquo ano de 2003 surgiu esta publicação e, ora veja, de tal primor que era só poderia mesmo ser o anúncio de um futuro brilhantes dos redatores e editores que levaram o projeto editorial-gráfico mais arrojado dos últimos 50 anos de imprensa no Brasil.

Confiram o destino dos jornalistas que começaram na F.O.S.S.A:

Paulo Nazareno: depois de ter ganhado alguns milhões com sua verve incendiária e seu senso de humor peculiar passou os últimos três anos viajando pelo mundo, conhecendo novas culturas e experimentando novas substâncias alucinógenas. Atualmente, passa férias no bairro da Pedreira, na casa de sua mãe.


Fausto Suzuki: inconformado com sua origem nipônica tentou uma cirurgia plástica para arregalar os olhos sem sucesso. Comprou atualmente uma mansão em Tartarugalzinho, no Amapá, e vive amaziado com duas lindas morenas daquela terra, ambas esperando trigêmeos. Quando elas deixam, ela escreve contos que serão publicados post mortem.

Lucas Leite: virtuose da bateria e do caxixi, no momento, faz turnê pelo Mundo Árabe convencendo fundamentalistas islâmicos, com a música brasileira, que o terrorismo não está com nada. Abandonou o jeito tímido e avesso a badalações e agora esbanja sexy appeel nas ruas da Turquia, onde passou a morar depois de ganhar o prêmio Pulitzer.

Anderson Araújo: depois de se apaixonar por uma escrava branca durante reportagem investigativa, resolveu abandonar o jornalismo. Para manter as aparência diante da sociedade, contratou um sósia que cumpre suas funções na reportagem do jornal O Liberal pelo módico salário de 500 pratas. A semalhança é tal que ninguém notou.

Walber Neves: Afeito a baladas e vida desregrada, o rapaz por um tempo desencantou da profissão, quase caindo no ostracismo e na obscuridade. Mas, voltou com força total produzindo matérias para agências internacionais. Há pouco tempo foi premiado com polpudos 300 mil dólares com a reportagem histórica "A vida selvagem dos marginais selvagens da selva de pedra chamada Pedreira".

Anónimo disse...

Perdões. Como poderia ter esquecido!

Flávio D'Oliveira: De longe o mais promissor dos fossistas, hoje ele é um altos executivos da Vale do Rio Doce. Participou ativamente da compra milionária de 17 bilhões de dólares da mineradora canadense Inco, excelência na produção do níquel. Informações não confirmadas, indicam que o jornalista é um dos acionista majoritários da antiga estatal brasileira. Talvez ele não confirme para não estimular a sanha por pensões alimentícias de suas 39 ex-esposas.

Priscila Bertolo disse...

Eu acho que tenho umexemplar do FOSSA....
alguém quer comprar???

Tamine disse...

égua, muito vanguarda!!!
eu não tinha lido!!! como fui passar esses quase 6 anos sem isso?

Adriano Mello Costa disse...

Essa da revolução francesa é "cool" total...ehehe
:)
Abraços cara, feliz 2007!!

Jéssica disse...

O F.O.S.S.A. não é de 2003, definitivamente!
Foi bem antes, na época que os jovens autores ainda eram inocentes e iludidos.