sexta-feira, 23 de junho de 2006

O Sr. Bosta

Bem, coloco aqui um extraordinário quadrinho alternaground de Rodrigo Moreno. O cara também escreve uns contos meio sombrios e vez por outra libera o cartunista tosco que existe em si. Esta é uma história do "Sr. Bosta". Como ele achou uma bosta, mandou para eu publicar aqui.
Clique na imagem que ela aumentará em outra tela. Depois, deixe o cursor em cima da imagem e clique no bloco que aparecerá no canto infreito...agora sim ela fica boa pra ler. Ora, vamos, é fácil.

Se quiser espancar o rapaz pessoalmente, por tamanha infâmia, visite a CAVERNA DO GIBI - Na Galeria Portuense – Loja 05 – entrada pela rua dos 48. Fones:(91) 3181-1206 / 8115-6235 / cavernadogibi@yahoo.com.br [Belém / Pará / Brasil]

domingo, 18 de junho de 2006

Com ovos de avestruz na bolsa escrotal

Não é nada original ser radicalmente contra uma tendência. É só surgir algo que está fazendo a cabeça da galera para surgir a legião dos que odeiam o tal negócio também. Então, eu não odeio a Copa, mas é preciso ter ovos de avestruz dentro da bolsa escrotal para agüentar a cobertura da imprensa sobre ela, ou melhor, sobre o Gordonaldo. Uma hora ele está gordinho, noutra ele está com desequilíbrio emocional, fazem enquete com os técnicos do povo, depois mostram o bife com ovo que a mãe dele faz, ora vão se fuder...desculpem a ignorância, mas é que eu precisava desabafar. Pena que não fizeram nenhuma dessas enquetes comigo. Eu adoraria responder algo realmente importante para os rumos da seleção na competição.

- E então, meu jovem, você acha que o fenômeno está gordo também?
- Na verdade, eu acho que ele não está é comendo bem. Eu era mais a Cicarelli mesmo...

Não vou nem ser clichê e falar sobre a Copa ser um bom negócio, que estimula um “patriotismo”, encobre os problemas nacionais e extasia as massas (não as de pizza) deste meu país varonil. Até mesmo, porque eu acho que isso não tem mais jeito, como o carnaval e Galvão Bueno. O que mais me fascina, como sempre, são as pessoas. Eu realmente não consigo enxergar o espírito da Copa – semelhante ao natalino, com o agravante de estar se emcubando por quatro anos.

É caboco pintando de verde-amarelo a rua, a vila, muro alheio, carro estacionado, o cachorro, a privada, o cabelo...e sabe deus o que mais.


Animais indefesos são uma das maiores vítimas do "Espírito Copalino"

No primeiro jogo, eu arranjei uma bandeira xadrez, branca e vermelha, para colocar na porta de casa e uma caixa de rojão para soltar quando a Croácia fizesse gol. Mas fiquei com receio. Aqui o pessoal mata em jogo do Remo e Paysandu - era capaz de botarem fogo em casa. E neste dia já dava pra sentir o gostinho do que me espera neste torneio: era vizinho ficando louco a cada movimento mais ousado do quarteto fantástico; era vizinho botando caixa amplificada do lado de fora para se certificar de que todos pudessem ouvir o jogo, até quem estivesse dormindo no momento; palmas e gritinhos incentivadores que a seleção poderia ouvir na Alemanha...e uma hora apareceu a bandeira do Pará!! Rapaz,pra que... todos entraram em transe e gozaram em uníssono. Pois é, dá vontade de ver o Brasil perder e voltar logo pra casa...e acabar com todo meu sofrimento.


Mudando de assunto. Este espaço estava meio parado de atualizações por conta de problemas pessoais: doenças graves e acidentes com parentes (os meus, claro) – sim, tudo ao mesmo tempo, acreditem, eu sou aquele gordo do LOST. Ontem eu iria voltar com as catunices, mas me deu uma crise de rinite alérgica e putz, eu sujaria todos os desenhos com os espirros. Então, aproveito a oportunidade para colocar algo que fez eu me sentir melhor estes dias.

Quando o pessoal do “Hermes e Renato” ganhou espaço na Mtv, eles chamaram para participar do programa um cara de quem eles eram fã. Um cara que fazia pequenos shows, dançava (ou ainda dança) numa praça popular de Petrópolis: O Gil Brother “Away”. Este é um trecho do “Drops Away”, um noticiário que fala de assuntos da maior relevância no país, com os comentários do Away. Não é muito diferente dos programas policiais de suposto apelo popular que existem por aí, onde apresentadores, depois de lerem teleprompters escritos por estagiários de jornalismo, chutam o pau da barraca e falam por conta própria umas merdas que vêm na cabeça ao vivo, para o desespero das emissoras, que acabam respondendo a processos por isso.

Com vocês, o Away de Petrópolis, comentando sobre a Pedofilia.


Uma canção, "Call me a dog" (Temple of the Dog).