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quinta-feira, 21 de julho de 2011

molestine

quinta-feira, 16 de junho de 2011

revista kamikaze nº 2

Saiu a 2º edição. Desta vez o tema é sobre guerras, destruição, intolerância e churros. Uma palva de salmas para todos os participantes e em especial ao Matheus Aguiar, que reune os quadrinhistas e dá vida a este supimpa projeto virtual. Em breve vou colocar aqui os meus desenhos que saíram por lá. Por ora, vai clicando na revista abaixo, que como diria Coxinha, ficou só o milho!

o que café tem a ver com isso?

“Acho que não dou para o funcionalismo público. Nem gosto de café.”

Após escrever tal disparate no twitter, percebi umas reações que descambam para um conhecido lugar comum: “ninguém trabalha no funcionalismo público!”. Um pensamento dominante em nosso País, que não poderia ser diferente devido aos anos de péssimos serviços prestados, funcionários fantasmas e toda sorte de tramóias de arrecadação ilícita de dinheiro público, que você encontrará no jornal mais próximo. Nas minhas experiências de ter tido o Governo como patrão, posso dizer que não é bem assim...pelo menos em relação a falta de trabalho.


 
- "Funcionário Público não trabalha." ERRADO.

Mermão, dependendo da sua função você pode trabalhar e muito que nem um jumento de carga! Digamos que o serviço público seja que nem aquele seminário de apresentação que rolava na escola, em que num grupo de 6 alunos, só 2 faziam o trabalho e o resto só assinava o nome. E se você for confiável e eficiente, logo vai estar recebendo mais trabalho na firma – sem falar que ninguém vai querer abrir mão de você.

É claro que em algum momento você pode fazer parte dos 4 alunos que só assinavam o nome, mas isso varia de fatores que vão desde a sua preguiça pessoal a atravancas causadas por outros setores, diretorias, descaso político e o pior de todos: ter ficado puto quando perceber que você está trabalhando enquanto uma galera está coçando ou fazendo alguma merda.

Essa piada do funcionalismo público e café me ocorreu numa época em que o fornecedor do suprimento atrasou a entrega. Eu ficava rindo enquanto as pessoas se matavam, traziam de casa, reclamavam pra cacete da ausência do cafezinho. “Esta empresa está cada vez pior, agora a gente não tem nem mais cafezinho!”. Tsc,tsc,tsc. Se eu fosse presidente do país, baixaria um decreto impedindo qualquer tipo de licitação para fornecimento de café  e substituiria todo o estoque dos orgãos por groselha, só de sacanagem! E olha que eu nem gosto de groselha.
Outra tuitada em resposta mencionou se além de café, eu não gostava também de dinheiro fácil? Putz, e desde quando é fácil passar num concurso público?! No meu caso foi o único lugar em que consegui arranjar empregos, já estava cansado e sincero demais para continuar participando de entrevistas e suas dinâmicas de grupo vexatórias – com profissionais contratados para dizer se você presta ou não para tal empresa. “Se eu fosse um animal, eu seria uma águia...porque um jornalista precisa ter garra e visão...”. Ah, tá beleza! A verdade é que a única vantagem que encontrei  na prática foi ter (quase sempre) os fins de semana livres. Então, estou passeando, batendo aquele fliper, pegando um cineminha enquanto caboco tá no plantão de domingo do caderno de polícia. Ah, tá beleza!(2).


Uma vez lendo o blog do Kid, um brasileiro que mora no Canadá, ele dizia que a única diferença entre o Canadá e nosso país é que lá os serviços públicos funcionam. Ou seja, quase nada...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

lapiseiras

Rabiscos de lapiseira 0.5 que foram de bônus num conto do Andy Caramujo (aka @andersonjor).




O conto você encontra no Bebado Gonzo. Mais precisamente AQUI.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

revista kamikaze #1

Por ser complicado e pouco original criar uma seita e promover degustação coletiva de suco de laranja envenenado, Matheus Aguilar optou por uma revista virtual e filantrópica com desenhistas convidados. O nome não poderia ser mais perfeito. Espero que haja cartunistas suficientes para as primeiras 100 edições programadas, já que todos cometem harakiri aéreo após cada número lançado.


Adentre o blog do inperiódico clicando na capa!


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

nintendo underworld

Depois de passar boa parte da minha infância colecionando uma pilha de revistas de videogame (tempos longínquos de cartuchos e era A.I – Antes da Internet) acabei aparecendo na edição 137 da Nintendo World (setembro de 2010). Estes são ou não são tempos loucos? Um convite feito por Flávio Croffi (jornalista de games) para a seção Game Art – em que artistas fazem homenagens aos jogos da Companhia. Com esta temática vasta e livre, resolvi desenhar uns jogos bem antigos que me diverti no passado: Power Blade, Castlevania Jr. e Yo! Noid – todos para o nintendinho 8-Bits. Abaixo os desenhos (dois simulam as telas dos jogos) e alguns trechos da entrevista (não deu pra sair tudo na revista).

#1 - Sobre trabalhar com arte/ilustração:

“...trabalho com ilustração e arte desde os 4 anos de idade. Tempos difíceis aqueles em que eu não ganhava dinheiro com isso. Ou seja, de lá pra cá, nada mudou, inclusive os desenhos. Ganhei até mais dinheiro com uma banda de rock do que com isso. Mas hoje posso atribuir à preguiça e falta de ter nascido com a função de capitalizar as coisas no cérebro, só pode!.”


Power Blade (Natsume,1991) – Era um agente chamado NOVA, que enfrentava mais uma dessas megacorporações que querem dominar o mundo. Ele era a cara do Terminator (Arnold). O detalhe é que o moço preferia lutar contra robôs fortemente armados e outros inimigos perigosos apenas com um BUMERANGUE, sabe-se lá por que cargas d’água! (vai ver ele era australiano). Teve mais o Power Blade 2, e só.

#2 - Sobre de onde vem a inspiração:

“Das pessoas, do cotidiano mesmo. Uma vez eu li em algum lugar que o humor é uma visão de mundo, acho que é por aí mesmo. Não me considero um grande desenhista, é só o meu processo criativo para contar histórias. E sai mais barato que fazer cinema, por exemplo. No momento eu penso mais em historietas/idéias curtas, tiras. O blog é o meu caderno de rascunhos onde eu faço as experiências, com textos, montagens e desenhos. Acho que o que mais me acendeu a idéia de publicar quadrinhos na net foi ter entrado em contato com o trabalho do Allan Sieber e do Benett - grandes cartunistas deste meu país varonil.”


Castlevania Jr. (Konami, 1990) – Só foi lançado no Japão. O nome “Castlevania” é usado no título, mas pouco tem a ver. Acho que ele veio numa leva de jogos de paródia. Eu lembro de ter locado várias vezes esse joguinho. Eu gostava das canções e do traço bem cartoon. Jogamos com um vampirinho (alguns dizem ser o Alucard criança) que luta contra inimigos curiosos, como a estátua da liberdade e um fantasma-nazista-cu clux clã (eu heim!). Bom jogo!


#3 - Por que escolheu esses games em específico para fazer um desenho?

“Sabe aquelas histórias alternativas da Marvel em que o Wolverine enfrenta o Conan ou algo do tipo? Pois é, eu penso que em algum dos universos paralelos, Mario Bros, Mega Man, Zelda e Metroid foram esquecidos, tiveram uma única aventura cada. No lugar deles, outros jogos da era 8 bits despontaram e fizeram grande sucesso até hoje, com versões para Snes, Game Cube e Wii. Eu pensei em três que entraram na história do videogame, hoje lembrados por poucos: Kid Dracula, Power Blade e Yo Noid!

O único console da Nintendo que tive foi o Top Game, da era 8 bits. Estes foram alguns dos jogos que mais me diverti na época. Apesar da idéia de que eles tivessem uma sobrevida nestes consoles mais novos, fiz uns desenhos representativos com o meu traço mesmo, bem 8 bits. Hahaha!”.


Yo! Noid (Capcom, 1990) – Eu não sei até hoje o que era esse personagem. Parecia um cara vestido de coelho (um animador de festas infantis, de repente) que usava como arma um IOIÔ. Parece que eu simpatizo com heróis de armas não-convencionais. Sei que o jogo na verdade era uma versão americana feita para promover a rede de pizzarias "Domino's Pizza". Acho que ele fez sucesso na época, mas ficou no passado, como muitos.

--- Sites ---

www.nintendoworld.com.br

http://killtheboss.wordpress.com (blog do Flávio Croffi).

Além de serem encontrados facilmente na net e rodados por emuladores, você pode jogar esses games online aqui: www.iplay.com.br

É isso, você visitante que quiser compartilhar conosco jogos que marcaram sua vida, fique à vontade nos comentários. =)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

matheus aguilar




Enquanto eu chorava pela conquista do TETRA, Nelson Mandela virava o primeiro presidente negro da África do Sul, John Travolta dançava em Pulp Fiction e o Plano Real entrava em vigor no país, nascia Matheus Aguilar em Belém - PA.

Após uma longa temporada no município de Capitão Poço (onde aperfeiçoou suas habilidades ilustrativas com o próprio herói), ele está de volta para dominar o mundo - diretamente de nossa cidade natal. E eu não pouparei esforços para ajudá-lo, pois já estou escalado para o elenco de seu projeto secreto (mais informações em breve).
Fico feliz d’ele ser meu conterrâneo. As cores, o traço e a sensibilidade desse jovem com a metade da minha idade você encontra aqui:




Antigamente ele atendia também aqui:





Nota: Na verdade, eu só falei bem dele para parecer um cara legal e ser convidado pra jogar Xbox 360
.
o

terça-feira, 28 de setembro de 2010

super hero squad marvel - o retorno

Em março descobri o site do SUPER HERO SQUAD SHOW e chamei os mano e as mina para fazer umas tirinhas. Aqui o post da convocação. Acho que a maioria esqueceu, até eu! As tiras que recebi (4) ficaram perdidas por aqui no HD até eu ser lembrado por Fábio Nóvoa do Radar Trash. Então quero agradecer aos participantes: Amanda Snake, Rita SpeciallGirll e Fábio Nóvoa. Abaixo a vernisage dos amigos + a tira que mais gostei das que eu fiz: Thor e o Telefone!










sexta-feira, 10 de setembro de 2010

a soma de todos os sustos

Eu devia ter uns doze anos quando meu irmão chegou com uma fita VHS em casa todo empolgado. Achei nada mais nada menos que uma ótima idéia rodá-la no nosso novíssimo (sorteado em consórcio) videocassete Toshiba 4 cabeças de 500 kg. Meu brother já assistira o filme em suas mãos num cinema próximo de casa, o saudoso China da Pedreira – de uma época em que a Igreja Universal ainda não tinha começado o extermínio em massa de cinemas no país. Poucos anos depois, eu estaria freqüentando sessões com "Shaolin, o lutador de um braço só" e filmes de ficção científica lado B, com alienígenas dentro de melancias. Mas naquele dia, aos 12 anos, até mesmo num cinema da periferia da cidade eu seria implacavelmente barrado na portaria decorada pelo poster:
Eu sorria por ter a oportunidade de desvendar o mundo da 7º arte, sem saber o que me esperava. Quem gosta de filmes de terror sabe que se trata de "A Morte do Demônio" (1981), de Sam Raimi – bem antes de assumir (e já abandonar) a franquia do Homem-Aranha nos cinemas. É o primeiro da série, que ganhou duas seqüências que descambaram gradativamente para um terrir, um estilo que Raimi aposta sempre que quer sacanear, como no recente Arraste-me para o Inferno (2009). Mas neste primeiro filme, os risos só me seriam liberados muito tempo depois: já com uma boa kilometragem de filmes de terror rodada e a capacidade de discernir tecnicamente os parcos recursos utilizados, o singelo rir de algo por ser trash, enfim.

A história inédita (até então) dos amigos cujo modelo de diversão era se meter numa cabana isolada no meio do mato durante o fim de semana era o suficiente pra mim. Eu não sabia de mais nada, no máximo que eles sofreriam alguma ameaça das bens comuns e fantásticas plausíveis: um lobisomen, um vampiro, até mesmo um alienígena. Eu estava longe de cogitar alguma coisa demoníaca, porque meu irmão apresentou-me o filme pelo outro nome que é conhecido "Uma Noite Alucinante". Logo os jovens da história encontram um material de um antropólogo, que num dia de grande tédio passou a se dedicar a traduções do Necronomicon, o livro dos mortos – que reúne toda sorte de rituais macabro-satânicos. Só que até aí...isso tava muito barato.

Naquele noite eu levaria o maior susto da minha vida ao mesmo tempo em que meu irmão assinaria sua carteirinha do clube dos grandissíssimos filhos da puta! No meio das coisas do cientista, havia um gravador e uma fita que os jovens passaram a ouvir por curiosidade. Nela, ele profere em língua desconhecida o manual de instruções para se evocar os demonho. Ao termino da leitura, Raimi orienta marotamente a câmera atrás de uma das garotas enquanto meu irmão se prepara para me atacar...dando um grito maldito no exato momento em que a moça se vira completamente possessa e visão dos infernos!







O espírito da coisa!





ME FODI TERALITROS! Meu coração já tinha se desintegrado de tantos “tump-tumps” antes mesmo d’eu descobrir as traquinagens que viriam logo mais : árvores estupradoras, o espírito infantil que baixa na namorada de Ash (isso é sinistro pra mim até hoje) e outras cenas marcantes, como a garota presa no porão - que inspirou o clipe de Everlong do Foo Fighters. Sem contar que se você já achava legal que a única maneira de salvar seu amigo que virou zumbi era lhe estourando os miolos, vai adorar livrá-lo do fardo de ser possuído por uma entidade demoníaca: é só esquartejá-lo! Quanto mais pedaços, é mais garantido.

Eu acho que tirar demônio do corpo por esquartejamento é um método que os pastores das igrejas (que tomaram lugar dos cinemas) deveriam experimentar de vez em quando em seus cultos. O que até justificaria aquela gritaria toda.

Uma cena que me deu muito gosto de não ter porão na minha casa!


NOTA: É, eu tive a grande ajuda de: Sam Raimi + irmão sacana + ser medroso mesmo pra levar esse susto horriver! Você que passa por aqui e nunca comenta nada, vamos interagir, diga lá qual maior susto que você já teve em um filme? =)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

"Visagem"(2006), de Roger Elarrat

Dos escritores paraenses vivos, Walcyr Monteiro parece ser único que eu lembro de ter lido...sem ficar em algum momento constrangido. É possível que eu esteja cometendo alguma injustiça por não estar lendo o suficiente, mas o que percebo é: mais do que um pretenso e malfadado rebuscamento estilístico, a orientação forçada paroara de ser, a carga amazônica, a chatice encontrada na produção literária local (inclusive virtual) parece não ter limites. O interessante é que Walcyr Monteiro é justamente um narrador e defensor dos encantados, lendas e elementos ditos culturais da história paraense. O que me faz pensar que temos outros escritores que, não é que eu não goste por escreverem sobre isso...não gosto porque eles são ruins mesmo.

Quanto à produção audiovisual no Estado, não tenho receio de cometer alguma injustiça sobre o que eu acho. Até mesmo, porque eu não acho NADA. Depois de ver diversos títulos, clipes e curtas que vão “do nada pra lugar nenhum” ou quando vão, desagradam-me por conta de atores, idéias, falta de bom senso, ou tudo junto...tornei-me um apreciador esporádico, até mesmo casual dos novos vídeos feitos em nossa querida terrinha. Há produções que deram o que falar, como As Filhas da Chiquita [trailer] e Brega S/A [download], que ainda não vi por puta falta de oportunidade (ou sacanagem mesmo, para não perder o hype da família restart).

Não querendo me estender mais sobre o assunto, só queria dizer que se eu fosse obrigado a apostar todas as minhas fichas num representante local da 7º arte, este cara seria Roger Elarrat. Às voltas com seu último curta metragem, "Juliana contra o jambeiro do Diabo pelo coração de João Batista", o rapaz já tem no currículo: documentário, animação e uma minissérie de tv (ainda inédita).

Fora a animação, em que fui convidado para dublar um dos personagens, não vi nenhum dos outros trabalhos do diretor! Minha identificação se baseia totalmente em compartilhar o mesmo pensamento sobre a motivação da arte em nossa sociedade contemporânea.




Junto com Adriano Barroso (ator/roteirista), seu parceiro de produções e intenção do fazer artístico, Elarrat criou por essas bandas a “Visagem”, uma animação em stop-motion de 11 minutos. Walcyr Monteiro é a base do roteiro, que percorre por várias narrativas populares de terror e mistério da sua série de contos “Visagens e Assombrações de Belém”. No curta, dois amigos apostam sobre quem teria coragem de acender uma vela no centro de um antigo cemitério, no meio da madrugada. Quem já leu essas histórias vai se familiarizar rapidamente com as situações protagonizadas pela dupla, olha o naipe das figuras:



É claro que o gordo medroso e grunge ficou com a minha voz. Dizem que caiu como uma luva, mesmo só fazendo sons (sem palavras)! As imagens foram surrupiadas do blog do Nelson Nabiça, o diretor de arte e escultor dos bonecos.


Abaixo, "Visagem"(2006), na íntegra:



Pra conhecer mais sobre Roger Elarrat e seus projetos:

# Entrevista no portal "Ecleteca"
# Entrevista no "Curta em Circuito"

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

10 objetivos para ser mais feliz em 2010

Como eu, você também deve achar esse negócio de listas de fim ou início de ano um saco. Fiz esta pequena reflexão para o ano de 2008 – ainda acho extremamente válida dois anos depois. Mas como o tempo é tudo o que somos e tudo o que não temos, inauguremos a nova temporada desta birosca querida com os dez objetivos para ser mais feliz em 2010. Seguindo os passos, não vai falhar...

1) não cortar mais o cabelo ou a barba

A menos que você seja militar, dos que não vão para o Valhala, não há sentido em se cortar o cabelo ou a barba. Não estou dizendo para você virar um náufrago ou heremita, mas apenas não se importar tanto com isso. O que mais ouvi do meio do ano passado para cá foi “e aí, tá deixando o cabelo crescer?”. Não, porra, só não estou cortando. Sempre cresceu sozinho, nunca me pediu permissão. E na época em que eu era cabeludo eu nunca fui assaltado ou vítima de violência urbana - é mais fácil as pessoas pensarem que eu vou assaltá-las.

A única desvantagem é eu ter me tornado o fornecedor oficial de drogas para os playboys de qualquer festa, sem exceção. Equívoco que acontece comigo mesmo de cabelo curto, quem manda parecer suspeito do cartel de Medellín e usar camisas floridas antes mesmo de surgir o La Pupuña, né? Além disso, os cabeludos entram na moda em décadas alternadas: anos 70, hippies e woodstock; anos 90 com o grunge; e 2010, é o que iremos descobrir.
Resumindo... eu passei dez anos fazendo live action de “o senhor dos anéis” e não consegui passar seis meses como Mark Ruffalo acima do peso (just for fan lovers). Não dá! Tive tempo demais para perceber que não topo com o barbeiro e outros insetos.


2) ser viado (hahaha)


Não se precipite. Ser viado no mundo de hoje nada tem a ver com atração sexual por indivíduos com paridade cromossômica XY. Como diria meu amigo Anderson A. “penso que dar o cu pode ser bom, mas eu não vou experimentar nem pelo c*@&#!!”. O trecho faz sentido, já que tanta gente gosta de fazê-lo e propagar isso por aí, mas ou menos como os crentes e suas revelações; os drogados e suas sensações. A viadagem há de ser bem mais que isso, adaptou-se, espalhou-se pelo mundo transmutando-se em vertentes, tendências, moda e principalmente em neo-denominações : você não é mais nerd, agora é geek; aquela moça não é mais indie, ela é hipster; meu primo não é mais confeiteiro, é cake designer... e este rapaz não é mais fresco, é metrossexual. Se for esperto, já percebeu que isso não vai parar, e na verdade, é tudo meio cíclico e repetitivo – não passa de abobrinhas para jornalistas e formadores de opinião testarem o que fazem de melhor, criar e falar merda. Enfim, eu não sei quanto a você, mas agora eu vou tentar ser bem viado, tá garalhium... porque a viadagem está abalando paris em chamas por aí, toda trabalhada nas roupas da vitrina, nos cabelos dos jovens, no palavreado das pessoas e em todas as artes. E sendo viado ainda posso atrair garotas que se agarram com bibas - inclusive as originais, que atóram sentar no baré – e de que quebra, sendo um viado, poderei chamar os outros viados de “viado” também, sem ser taxado de homofóbico ou outro adjetivo provavelmente criado por algum viado.


3) achar tudo dugaraaaiii véééiii!

Eu não gosto de festas (vou para encontrar amigos e outros motivos). Eu não gosto da música (tenho uma cota de reggae para quatro canções seguidas, e ainda acho alta), eu não gosto das meninas gostosas que eu não consigo conversar por cinco minutos. As mesmas meninas gostosas (elas sabem disso) que ficam se exibindo e fazendo cu doce para uns caras que eu não consigo conversar por trinta segundos (isso porque são homens, o que fatalmente diminui o meu tempo de interesse). Eu não gosto do terrorismo que é feito nessas baladas de trapiche para todos irem para Algodoal (eu já fui três vezes), ilha paradisíaca que virou reduto de tudo que falei até aqui e para onde todo mundo que vai se agarra/come alguém (menos eu, é claro).

Eu não gosto de shoppings centers (que ultimamente estão lotados todos os dias da semana e não consigo entender o que essas pessoas faziam antes quando eles não existiam na cidade), eu não gosto de novela (e da cara de pau dos autores e atores por fazerem sempre a mesma coisa), eu não gosto de jogar ou ver futebol quarta-feira (ou qualquer outro dia da semana), eu não gosto de carros (suas potências e variedades), eu não gosto de cerveja (isso é ruim pra porra, abro exceções), eu não gosto de críticos (de qualquer natureza, basta se autodenominar um), eu não gosto de maconha, jornalistas, reality-shows, publicitários, promoters, poetas ruins, psicólogos, doutores pesquisadores, maxixe e eu não faço a mínima idéia de quando são os dias das lutas do Lyoto Machida. Rapaz, quer saber... FODA-SE! Eu não gostei desse texto. Retiro tudo o que disse, na verdade acho tudo o que escrevi aqui muito dugarááaiiii vééééiii!
A partir de hoje, você vai me encontrar deboua no próximo show da Orquestra Imperial, e com certeza, vai ser deveras bontever! \o/


4) se aparecer


Disseram-me uma vez “e aí, rapaz, como é que vai essa força? Continua se autodespintando?”. Esse negócio de “despintado” quer dizer algo “pouco conhecido” na nossa região. Certamente a autopromoção não é uma das minhas maiores virtudes... até este ano. Eu demorei a entender que a ordem é SE APARECÊ geral!

A Internet é um bom começo e tem mudado a vida de muita gente, do comediante stand up à estudante de ensino fundamental subestimada em suas habilidades sexuais; da banda super descolada alternativa ao cachorro expert em saltos ornamentais. É bom não esquecer de adentrar em todos os dispositivos de redes sociais: orkut (dos antepassados), facebook, google wave (ainda nem sei o que é isso), twitter e formspringles (última palavra em massageador de ego e cantadas frustradas).

O que, você não quer expor sua imagem num mundo onde pessoas puxam câmeras digitais a qualquer momento até do reto? Peça ajuda ao Michael Myers, filho. Eu não sei como é a cara dele até hoje.


5) capitalizar as idéias

Você acha que Bill Gates é rico hoje porque era um gênio? Claro que não. Os caras que são ricos, bem sucedidos hoje em dia não o são porque eram foda, e sim porque souberem vender suas idéias/produtos. Ai é que começa o problema, porque eu tenho certeza que não nasci com uma única centelha de empreendedorismo ou tino para os negócios no meu sangue...até este ano! Serigrafia pornográfica, sorvete de pupunha, fanzines de papel higiênico, batata palha sabor morango, disk bíblia? Não importa que diabos eu pensar, o lance é buscar meios de realizar o troço - só uma pequena orientação administrativa e estudo de clientela, e já é!

“Alô, me veja uma bíblia média com bastante cebola e sem o apocalipse”


6) ser impostor

Pelo andar da carruagem já deu para perceber que o mais importante é o que as pessoas pensam de você e não o que você pensa de você. Sendo assim, meu amigo, já fui poeta, escritor, dublador, compositor, cantor, repórter, crítico de cinema, dramaturgo, ator, músico e ator pornô particular – estes são apenas o que me lembro agora. Então, sejamos impostores até onde nosso raio de ação permitir. Sugestões não faltam, e preste atenção nas dicas para chegar mais longe: monte uma banda intimista-experimental com elementos amazônicos, escreva artigos instigadores sobre cultura –sociedade-contemporaneidade e o espírito do tempo com elementos amazônicos, crie uma associação de críticos de alguma coisa que só interessa a você mesmo com elementos amazônicos, inscreva-se em salões de arte com uma obra baseada na cultura sarracena e nórdica com elementos amazônicos, monte sarais para apresentação de poemas sobre a realidade amazônica com elementos amazônicos, crie um blog e publique desenhos que você têm feito desde os quatro anos de idade...mas não vá me fazer o favor de esquecer a porra dos elementos amazônicos! Vai nessa, que uma ora ou outra você vai ouvir um “GENIAL!”, daí você não vai ter como voltar, garoto, abrace seu destino...mas tente não ficar chato que nem o Caetano Veloso.

Quanto mais eu tento ser sincero, mas eu percebo que as pessoas preferem mentiras. Que em 2010 eu seja o Leonardo DiCaprio em “Prenda-me se for capaz”. Amém.


7) estar pouco se fudendo para...

Ela ficou demasiado puta com você? Tem que entregar o relatório até o meio dia? Última prova do semestre e não sabe nada? Os pedreiros assobiam para você até usando burca? Eles vão tocar tecnobrega durante doze horas ininterruptas? Seu pinto no auge não chega a 15 cm nem arredondando? Roubaram todas as suas temporadas de Dr. House?...

Mermão, eu estou pouco me f*! Você entendeu o espírito da coisa e ganhará mais minutos de vida para seu coração ou alma.


8) jogar videogame

Minha saga como jogador já foi apresentada neste espaço. Depois de mais de dez anos de ostracismo, retorno a este meio de jogatinas que tanta felicidade já me proporcionou. Algumas coisas mudaram. Hoje os games duram uma vida inteira e convido garotas para jogar comigo sozinhas no escuro. Os outros moradores da casa se surpreendem quando de súbito abrem a porta do quarto para perceber...que elas estão realmente jogando videogame comigo.


A verdade é que não importa o quanto triste ou raivoso você possa estar, a vida certamente será melhor com um videogame no caminho. O que? Não gosta de escapismo barato? Então compre um playstation 3, uns duzentos mangos cada jogo.


9)parar de ser gordo

Você realmente achou que este objetivo estaria fora da lista? Claro que não, ele não pode faltar em nenhuma lista de novo ano! Não importa se você tem 50 ou 100 kg, emagrecer é a lei das ruas, lose weight streetwise, yeah! O ano começa e você já começa a criar os alicerces da prisão sem muros do combo: dieta+ academia +sibutramina. Ora bolas, e ser gordo a vida inteira não me parece ser uma prisão muito melhor, não é verdade?
A menos que você seja magro de ruim (dos que ingerem trocentas calorias e não engordam) ou não tiver sérios distúrbios metabólicos geradores de obesidade mórbida, você provavelmente viverá o dilema das duas prisões em algum dos novos 365 dias.

O fato é que, qualquer médico que eu vá, não importa qual, do dentista ao pediatra, eles sempre dizem por questão de SAÚDE! “rapaz, tu tens que deixar de ser gordo, senão tu vais te dar mal no futuro”. Eu realmente não sei o que farei. A história não é mais emagrecer, é mais radical e questão de honra... é “parar de ser gordo”, porque o mundo não é para eles. E experiência não me falta.

10) comer todo mundo

Agora que você é bom selvagem de Rousseau, virou viado, acha tudo ducaralho, está bombando nos meios sociais, estabeleceu canais rentáveis, é competente e muito aventurado no que faz, está pouco se importando com a grande soma de preocupações externas desnecessárias, mata zumbis a rodo em residente evil e parou de ser uma porca... o que você está esperando para comer todo mundo, parceiro? O quesito dez não é um objetivo, apenas uma conseqüência de quem firmou os nove passos anteriores.

Mas sabemos que isso é um jogo complexo e gradual, não é para qualquer um. Tente começar com quem lhe agrada e queira dar para você. Depois, com quem lhe agrada e não queira dar para você. E finalmente o estágio final... quem não lhe agrada e só vai dar para você no dia em o planeta começar a rodar ao contrário! Qualquer coisa, lembre do passo 7.


Você já ouviu o que as pessoas falam sobre a esperança né?


Feliz 2010. Que todos realizem os seus planos, exceto os seriais killers e telemarketeiros de cartão de crédito. Vamos nessa, é o jeito...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

os cinco videogames - parte 3/3

Terceira e última parte do post "os cinco videogames". Parte 1. Parte 2.

5) PLAYSTATION (SONY)- Japonês


Depois de terminar "The King of Fighters" em 58.659 combinações diferentes de 3 personagens e esgotar todos os jogos de PORRADA (os únicos) da locadora, sem contar que àquela altura eu já tinha percebido que meu videogame não iria passar daquilo, já estava me aposentando como jogador quando... apareceu um cara precisando de um Neo Geo Cd. Até hoje eu não sei pra quê – a crista da onda era os novos videogames que renderizavam gráficos poligonais, 3d e os escambal. O rapaz tinha um Playstation (Psx) e estava disposto a cometer a troca por mais um valor extra, afinal, o videogame da Sony era mais pop, mais poderoso e ganhava cada vez mais prestígio, adeptos e jogos.

Sim, o aparelho era mais asiático que o Spectreman. Para não cair nas agruras passadas com meu Mega Drive japonês, soube de um tal destravamento do console – o que num futuro próximo, seria essencial na proliferação e consumo destes putos e seus sucessores em países emergentes. Negócio fechado! Que beleza, heim?! Depois de tudo que eu escrevi até aqui, você realmente acredita que eu iria me divertir deveras com o Playstation?

Antes que eu diga que o desbloqueio, chipamento, destravamento enfim...para o japonês não era mais feito por ninguém num raio de 20.000 km, algo mais aterrador estava por vir. Eu nunca prestei atenção em propagandas de montadoras de carro, informando os compradores que tal série de veículos saíra com defeito no cinto de segurança, nos freios, ou qualquer outro problema que poderia ser resolvido sem ônus para o cliente. Pois é, eu também nunca soube da Sony permitir a troca da leva de seus videogames que se AUTODESTRÓEM! Acho que meu Psx rodou normalmente só uma semana com o único jogo japonês-original-mídia-preta que eu tinha...depois disso, não prestou nem virando o bicho de cabeça-pra-baixo – que se tornou práxis nesses videogames malditos!


Método correto de se jogar Playstation antigamente

Para se ter idéia, eu só consegui me divertir um pouquinho quando me emprestaram um Psx (ou seja, um outro) – americano, destravado, que rodava devidamente de ponta-cabeça.

Foram momentos com Tobal Nº1, jogo poligonal de aventura/luta, com personagens muy locos de Akira Toriyama (criador do Dragon Ball). E finalmente, aquele que ouvi falar minha vida inteira e tem mais continuações que Sexta Feira 13, joguei Final Fantasy IX – nessa época meu inglês já dava pro gasto. Atestei um belo exemplo de diversão, história, desempenho gráfico e memory card – invenção que permite a você gastar mais minutos de sua preciosa vida conquistando impérios, salvando princesas, desafiando a morte...ad infinitum.


Tobal Nº1, disputa braçal entre robôs, frangos, dinossauros, lutadoras de westler e outros malacabados; Final Fantasy IX, ótimos gráficos numa aventura supimpa!


Um dia o amigo que me emprestou o Psx veio buscá-lo, levando além do videogame dele, os meus controles e todos os jogos que eu tinha. Não, ele nunca mais me devolveu, graças a deus! Senão eu ainda iria gastar mais dinheiro tentando consertar o meu, provavelmente em vão. Finalmente, doei-o para uma associação filantrópica. Disseram-me que eles consertam TUDO e dão para crianças carentes. Espero que o sangue não desça para suas cabeças.

THE END


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E foi assim que acabou minha história como gamer. De lá pra cá, nunca mais tive um videogame. Tornei-me um jogador esporádico, vítima das circunstâncias. Você, garotinho juvenil brasileiro, que está começando agora, atente para alguns pontos:

# Se você for rico, nascido em berço de ouro, compre todos os videogames que estiverem bombando na geração em questão e só vá de jogos originais.

SE NÃO FOR

# Pesquise bastante sobre as possibilidades que o aparelho pode oferecer. Isso vai desde opção por rodar jogos alternativos (piratas) até suas preferências como jogador – muita porrada? Rpg? Interatividade corporal?

# Se for paciente, nunca compre a primeira versão do console. As empresas têm planos longos para liberar sua tecnologia gradativamente. Elas provavelmente já possuem, ou sabem que podem fazer um modelo menor, melhor, com maior capacidade e mais bonito... mas não anunciarão isso até vender bastante ou esgotar todas as unidades do trambolho anterior com problemas de autodestruição.

# Videogame asiático? Nem aqui nem na China! No way! Dos Asiáticos, aceite apenas garotas e filmes de alguns diretores, Park Chan Wook e Takashi Miike, por exemplo.

# Por falar em garotas, você viu eu mencionar alguma delas nestas três postagens sobre videogames?! Pois é, acabe com esse negócio de videogame, filho! É mais fácil que arranjar uma cabroxa que REALMENTE goste do lance!

É preciso salientar que a facilidade e possibilidade de entrar em contato com os jogos é diretamente proporcional ao fator tempo – toda a minha história nos videogames deve caber num único DVD hoje em dia – com todos os emuladores(videogames) e jogos dentro. E por mais impressionante que pareçam os lançamentos DUGARAI VÉÉII, saiba que esta sua reação vai se repetir muitas vezes, por muitos anos, cada vez que uma nova geração de games surgir...e não faço idéia até onde isso vai dar. Mas nunca se esqueça do mais importante: se divertir – nada de “preciso passar dessa fase” ou “tenho que adquirir 500 moedas de ouro!”. Quando um jogo não te proporciona mais diversão, pule fora, sem dó. É o que as empresas vêm fazendo com seus próprios consoles todos esses anos.


Integrante dos Strokes ao ver o trailer de "Modern Warfare 2" (Xbox360/Ps3)


Rapaz, mas que é ducaralho é! Acho que vou esperar até a próxima geração. Até lá já estarei rico.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

os cinco videogames - parte 2/3

Continuação do post sobre os cinco videogames que eu tive. Segunda parte (de 3).


3) GENESIS (SEGA) - Japonês

Apesar de ter sido o "Thriller" dos videogames da época, recorde de vendas desde o lançamento, eu nunca tive um Super Nintendo. Eu estava do lado da concorrência. Em meados dos anos 90, depois que meu Nes 8-Bits ficou desabilitado, às vezes eu me arriscava em pague&jogue nas locadoras. Foi numa dessas que entrei em contato com o recentíssimo Mega Drive / Genesis – que ganhou logo o meu apreço por ter versões de fliperamas que brilharam muito na jogatina.

Adquiri um usado e muito feliz pela possibilidade de jogar Golden Axe no conforto de meu lar. Se eu soubesse que o botão “reset azul” do console significava “japonês” e se eu fosse mais esperto para saber que em terras brasileiras qualquer produto ganha automaticamente a orientação dos EUA; e mais sagaz ainda para adivinhar que a SEGA (fabricante) não criou e nunca criaria um adaptador para compatibilizar as versões... eu não teria pesadelos com a tela preta que aparecia quando eu colocava um cartucho incompatível.


As locadoras de game estavam no auge. Elas reinavam num mundo sem Internet ou mídias fáceis para dinamizar a pirataria, e naquelas que eu conhecia, a quantidade de cartuchos japoneses ou piratas (os únicos que funcionavam no meu Genesis) era reduzida. Nem preciso dizer que deixei de jogar vários títulos por conta da SEGA, que preferia criar acessórios e apetrechos absurdos para tentar salvar o console - como o Sega-Cd e o 32X (você acoplava os três, montava em cima e podia dirigir por aí) – do que criar um mísero adaptador para o japrega rodar americanos/brasileiros. O quê?! Você tem algum artifício, chave mágica, mequetrefe que faça isso hoje em dia e está jogando em casa num console original da época?!! PODE ACOPLAR NO ÂNUS, seu purista maldito! Você só chegou atrasado com esta informação para mim, pelo menos uns 15 anos.

Apesar de tudo, acho o Genesis o melhor console da SEGA, que apostou em mais dois antes de acabar com essa brincadeira e se dedicar somente a jogos; e tinha o melhor controle de todos os videogames da minha história como jogador – o de seis botões.

Quer um jogo dugaraii vééi? Vá de Comix Zone! Sketch Turner, cartunista e músico nas horas vagas, fica preso dentro de sua própria história em quadrinhos. As fases são páginas de HQ, com direito a balões, setas de indicação, alienígenas, trilha sonora de primeira e claro, muitos sopapos onomatopéicos!


Comix Zone - revolução no quesito simulação de HQ; e Golden Axe, clássico de dragão, amazona, anão, espada e magia...e nem é RPG.


4) NEOGEO CD (SNK)

Enquanto o grunge corria o mundo, nas máquinas de Arcade (fliperama é um nome muito mais legal) um certo tipo de jogo ganhou a preferência da garotada, os de PORRADA! Sim, porque nós sabemos que as brincadeiras de moleque sempre envolvem alguma babaquice e violência. Street Fighter 2, o Jimi Hendrix dos jogos de pancadaria, serviu de base e influenciou toda uma legião de jogadores e novos jogos. De lá pra cá, a expressão meia lua nunca mais significaria um quarto crescente.

Acreditando que adultos são apenas crianças que devem dinheiro, como moleque que eu era (e ainda sou)...não poderia fugir à regra, eu queria mesmo era dar muita porrada, raduquis e tsepékugis!

Quando a SNK – empresa que criava apenas 3 tipos de jogos: luta, espancamento e porrada – anunciou que seus jogos NÃO seriam mais lançados para outros consoles, somente para o dela, o Neo Geo, tive um dos piores insights da minha vida “Putz, só com um Neo Geo Cd poderei jogar The King of Fighters!”.

E fez-se o pior investimento e falta de consideração monetária com meus pais. O bagulho era mais barato que os lançamentos de 32-Bits da temporada, mas mesmo assim era caro, deve ter custado na época o preço de um Playstation 2 hoje. Mas eu era (sou) um bom filho, nunca pedia nada, e além disso, era um videogame que rodava CD, inclusive os de MÚSICA!! Fantástico!

A minha felicidade sofreu o primeiro abalo ao descobrir a velocidade de carregamento dos jogos (loading). Antes de começar cada round ou fase, você podia escovar os dentes, soltar um barro, tomar banho, dar um cochilo, voltar e o jogo ainda não tinha carregado.

Assim que ganhei o artefato, a SNK voltou atrás (lógico) e decidiu liberar seus jogos para as outras plataformas, antes de mais tarde falir de vez na produção de consoles caseiros - creio. Rapaz, acoplado a uma tv, o videogame rodava cds de áudio que era uma beleza. Aliás, essa era a melhor função desempenhada pelo Neo Geo CD.

Quanto ao “The King of Fighters”? É a série mais famosa e picareta da SNK, que reúne personagens de todos os seus jogos de luta em uma única trama de filme do Van Damme. A cada ano eles lançavam uma versão “diferente”, com mais personagens descartáveis e styles, enquanto os antigos reapareciam em versões cada vez mais styles – você monta seu time com três cabocos(as) e vai pro pau! (alguns são realmente chegados num pau). Resultado: é o jogo de porrada em que você pode escolher entre toda sorte de freaks, rockstars, emos, playboys, prostitutas e homossexuais. Já quero!





(trupe mambembe retirada daqui )



Gostou? Então calma que tá chegando o filme aí!



TO BE CONTINUED...