
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
# 140 trechos de Filmes no Twitter [36 a 40]
E estamos de volta para mais uma seqüência de trechos cinematográficos que fizeram história na minha, na sua, nas nossas cabeças de consumidores de qualquer porcaria que passa numa tela de tv.
Notas: 1) Coloco no blog 5 trechos por post. 2) Colocarei só trechos de filmes que eu vi. 3) Os filmes não precisam ser bons ou conhecidos. 4) Às vezes o trecho que considero(lembro) é maior que o limite permitido, então, a parte que saiu no twitter vai estar em azul negrito aqui. 5) Os trechos não precisam ser perfeitos. Pode ter variações, por eu ter visto legendado, dublado ou minha memória falhar. Mas que a idéia confira. 6) Tentarei colocar vídeos dos filmes (ou imagem, cartaz) se possível do trecho em questão (o que é difícil), ou trailer, ou outra cena, o que encontrar. 7) Se der, eu explico o motivo da escolha e representatividade do trecho. É isso.
Do 36 ao 40 agora!
Eu não sei como anda a programação da sessão da tarde hoje, mas acho que Curso de Verão é um desses filmes divertidos que nunca mais passaram, enquanto que cachorros falantes ainda estão com tudo no horário. Para os da minha geração, esta cena de “deu branco” no dia da prova é mais do que clássica, em 0:54.
Filme de kung fu insano dos mais engraçados que já vi. O diretor é uma espécie de Peter Jackson dos filmes de artes marciais. Cabeças explodem com as mãos, enforcamento com tripas e mais doses cavalares de trashismo você encontrará em A História de Ricky. Sem o trecho em questão de quando Ricky chega na prisão, coloco uma das lutas mais absurdas da história do cinema. Recomendado para pessoas de gosto apurado pela sétima arte.
Mais um exercício de dublagem que funciona perfeitamente. Sabe Deus o que Bocão manda o Gordo fazer, nunca ouvi a versão original. Outro trecho marcante é quando Bocão fala em espanhol para a empregada, algo do tipo “se não fizer um bom trabalho vai ficar presa aqui por duas semanas com as baratas, sin água e sin comida!" Quanto ao Gordo dançando lambada, o youtube é exorcista, não deixa eu incorporar. O jeito é clicar no garotinho abaixo.
Todo mundo sabe que o nome dele agora é Zé Pequeno, né? Pois é, eu curto também o trecho em destaque, que na verdade vem logo antes desta máxima que entrou para os anais do cinema nacional. E claro, só achei ela! Mas quem disse que a boca é minha né?
Ganhador do Oscar 93, deu um sopro no gênero western, meio cabisbaixo naqueles idos. Clint Eastwood é um ex-bandido recluso que por problemas financeiros aceita um último "trabalho". William Munny, do Missouri, assassino de mulheres e crianças... e de quase tudo que anda ou rasteja. Se não quiser ver o final do filme, pare depois que ele atira no barman. Trecho em 01:52.
Ufa, agora só faltam 100...
Notas: 1) Coloco no blog 5 trechos por post. 2) Colocarei só trechos de filmes que eu vi. 3) Os filmes não precisam ser bons ou conhecidos. 4) Às vezes o trecho que considero(lembro) é maior que o limite permitido, então, a parte que saiu no twitter vai estar em azul negrito aqui. 5) Os trechos não precisam ser perfeitos. Pode ter variações, por eu ter visto legendado, dublado ou minha memória falhar. Mas que a idéia confira. 6) Tentarei colocar vídeos dos filmes (ou imagem, cartaz) se possível do trecho em questão (o que é difícil), ou trailer, ou outra cena, o que encontrar. 7) Se der, eu explico o motivo da escolha e representatividade do trecho. É isso.
Do 36 ao 40 agora!
[36/140] "Eu não sei nada! Eu não sei naaada!" [Curso de Verão (Summer School - 1987), de Carl Reiner]
Eu não sei como anda a programação da sessão da tarde hoje, mas acho que Curso de Verão é um desses filmes divertidos que nunca mais passaram, enquanto que cachorros falantes ainda estão com tudo no horário. Para os da minha geração, esta cena de “deu branco” no dia da prova é mais do que clássica, em 0:54.
[37/140] "-Você tem 5 balas alojadas no peito, por que não pede pros médicos extraí-las? / - São souvenirs!" [A História de Ricky (1991), de Ngai Kai Lam]
Filme de kung fu insano dos mais engraçados que já vi. O diretor é uma espécie de Peter Jackson dos filmes de artes marciais. Cabeças explodem com as mãos, enforcamento com tripas e mais doses cavalares de trashismo você encontrará em A História de Ricky. Sem o trecho em questão de quando Ricky chega na prisão, coloco uma das lutas mais absurdas da história do cinema. Recomendado para pessoas de gosto apurado pela sétima arte.
[38/140] "Primeiro vai ter que dançar lambada!" [Os Goonies(1985), de Richard Donner ]
Mais um exercício de dublagem que funciona perfeitamente. Sabe Deus o que Bocão manda o Gordo fazer, nunca ouvi a versão original. Outro trecho marcante é quando Bocão fala em espanhol para a empregada, algo do tipo “se não fizer um bom trabalho vai ficar presa aqui por duas semanas com as baratas, sin água e sin comida!" Quanto ao Gordo dançando lambada, o youtube é exorcista, não deixa eu incorporar. O jeito é clicar no garotinho abaixo.
[39/140] "-Qual é Dadinho, chegando assim na minha boca! / - Quem disse que a boca é tua?" [Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles]
Todo mundo sabe que o nome dele agora é Zé Pequeno, né? Pois é, eu curto também o trecho em destaque, que na verdade vem logo antes desta máxima que entrou para os anais do cinema nacional. E claro, só achei ela! Mas quem disse que a boca é minha né?
[40/140] “- Você é um covarde filho da puta! Acabou de atirar num homem desarmado! / - Pois ele deveria ter se armado quando resolveu decorar o bar com o corpo do meu amigo.” [Os Imperdoáveis (Unforgiven,1992), de Clint Eastwood ]
Ganhador do Oscar 93, deu um sopro no gênero western, meio cabisbaixo naqueles idos. Clint Eastwood é um ex-bandido recluso que por problemas financeiros aceita um último "trabalho". William Munny, do Missouri, assassino de mulheres e crianças... e de quase tudo que anda ou rasteja. Se não quiser ver o final do filme, pare depois que ele atira no barman. Trecho em 01:52.
Ufa, agora só faltam 100...
Marcadores:
140 trechos de filmes
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
“Pânico na Floresta”, de Rob Schmidt (2003)
Pânico nas floresta sim, por quê? Vai dizer que é escroto? Vai tirar onda, mermão? Eu acredito que cinema seja indústria e também arte. Julgar que neste caso uma é força contrária à outra, e pior ainda, usar de tal argumento para dizer que tal filme é uma bomba não passa de bobagem. Eu consigo, até com grande facilidade, encontrar chorume tanto nos mega blockbusters da temporada quanto naquele filme de autor ímpar, que gera gozo uníssono na crítica especializada. Você pode não acreditar, mas eu não gosto de cinéfilos – ou quem diz ser um. A cinefilia no meu sangue é zero, por isso eu não ofereço resistência para ver qualquer tipo de filme. Contraditório, não? Pra mim faz sentido. O seu trabalho não precisa ser respeitado, mas pelo menos pode ser colocado à prova por alguém sem nada melhor para fazer - ou que não recebe por isso - diria eu a algum cineasta. Resumindo, hoje não estou nem aí para filmes, só preciso de um argumento simples para vê-los: reunião de amigos, desfrutar da companhia de uma moça agradável, esperar a morte chegar ou ainda...encontrar para meu pai algum filme em que apareça Desmond Harrington.
Todo fim de semana surge uma nova série que vai dar o que falar. Papai e eu resolvemos escolher alguma (mas SÓ UMA) para dar uma olhada, depois que cansamos de destacar vários adesivos de “otário” de nossas testas, vendo LOST, uma nova ciência (Oh, Shit!). Foi então que peguei o primeiro capítulo do serial killer de cereais killers. Provavelmente nós acabaríamos acompanhando a primeira porcaria que caísse em minhas mãos, sorte então Dexter ser uma série das boas mesmo. Lá temos Quinn (Desmond Harrington), um tira meio “não sei cualé a desse cara ainda”. Às vezes ele é boa praça , às vezes dá uns fora de bad cop, enfim, só lembrava deste ator de “Navio Fantasma” – única parte que presta é o videoclipe que explica o que aconteceu no navio. E foi assim que chegamos à "Wrong Turn", que pegou o caminho errado virando Pânico na Floresta por aqui.
O que eu posso dizer é que este filme independente, que custou 10 milhões de dólares, é diversão garantida tanto quanto Avatar, de 400 - ainda não vi este. Deve ser um remake não oficial de uns dez filmes do gênero "jovens perdidos ameaçados por loucos no interior dos EUA". A única novidade é que neste não tem nenhum gordo, só moças esbeltas e magrelícias. Harrington vai sofrer um acidente de carro no meio de uma floresta desconhecida, onde não tem sinal de telefone, junto com rapazes e moças que servirão de alimento para uma família de canibais deformados. Achei bem competente em alguns momentos de tensão e os ângulos escolhidos impedem que algumas cenas sejam ordinárias. Fora isso, o de sempre: quem leva boquete morre, pessoas saem ilesas de cenas em que até o Rambo se machucaria, a polícia nunca fez nenhuma busca no local mesmo com os canibais matando uma penca de turistas por ano... e quem faz boquete morre também.
Um amigo que é professor de uma faculdade particular disse uma vez algo que me espantou. Os alunos dele (universitários, o que é pior) têm um grande problema em entrar em contato com coisas velhas. Outro dia ele passou pra moçada “Um Sonho de Liberdade”(1994) e neguinho reclamou que era uma merda, por ser filme velho e coisa e tal. Então, digamos que Pânico na Floresta é o filme que você deve passar para essa galera que tem resistência a ver filmes idosos de terror como Amargo Pesadelo, Quadrilha de Sádicos, O Massacre da Serra Elétrica. É isso. Ou seja, sem utilidade alguma...já que esses moleques cretinos deveriam continuar vendo High School Musical mesmo.
O que eu posso dizer é que este filme independente, que custou 10 milhões de dólares, é diversão garantida tanto quanto Avatar, de 400 - ainda não vi este. Deve ser um remake não oficial de uns dez filmes do gênero "jovens perdidos ameaçados por loucos no interior dos EUA". A única novidade é que neste não tem nenhum gordo, só moças esbeltas e magrelícias. Harrington vai sofrer um acidente de carro no meio de uma floresta desconhecida, onde não tem sinal de telefone, junto com rapazes e moças que servirão de alimento para uma família de canibais deformados. Achei bem competente em alguns momentos de tensão e os ângulos escolhidos impedem que algumas cenas sejam ordinárias. Fora isso, o de sempre: quem leva boquete morre, pessoas saem ilesas de cenas em que até o Rambo se machucaria, a polícia nunca fez nenhuma busca no local mesmo com os canibais matando uma penca de turistas por ano... e quem faz boquete morre também.
Um amigo que é professor de uma faculdade particular disse uma vez algo que me espantou. Os alunos dele (universitários, o que é pior) têm um grande problema em entrar em contato com coisas velhas. Outro dia ele passou pra moçada “Um Sonho de Liberdade”(1994) e neguinho reclamou que era uma merda, por ser filme velho e coisa e tal. Então, digamos que Pânico na Floresta é o filme que você deve passar para essa galera que tem resistência a ver filmes idosos de terror como Amargo Pesadelo, Quadrilha de Sádicos, O Massacre da Serra Elétrica. É isso. Ou seja, sem utilidade alguma...já que esses moleques cretinos deveriam continuar vendo High School Musical mesmo.

"Galera, tenho uma boa e uma má notícia. A má é que este filme terá continuações incomensuravelmente desnecessárias; a boa é que nós só aparecemos no primeiro"
Marcadores:
Cineclube
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"Gran Torino", de Clint Eastwood (2008)
Um amigo achou excelente o filme “A Troca” e ficou disposto a ver todas as cenas que Clint Eastwood já dirigiu na vida. Na minha ignorância de lembrar vagamente de Clint como Dirty Harry e Bronco Billy, imaginei que dirigir filmes para ele fosse algo mais contemporâneo, de "Os Imperdoáveis" para cá. O que eu não sabia, e Eric talvez não saiba, é que o velho vem dirigindo filmes desde 1971. O que dá uma porrada de horas/filme para nossas retinas!
Interessado em saber qual a magia deste senhor, que consegue fazer um filme bom (senão forem, são acima da média) por ano (quando não, dois), e sem ter realmente nenhuma opção feminina para fazer algo melhor, resolvi ver “Gran Torino”... e descobri duas coisas:1) Gran Torino é um carro antigo produzido pela Ford entre 1968 e 1976; 2) Ninguém pode ser tão fodão aos 80 anos.

O filme é a história de um velho xenófobo e rabugento que fica amigo de um maldito amarelo!(Rá) Walt Kowalski (Eastwood) é o condecorado veterano de Guerra (a da Coréia) que acaba de perder a esposa, tem filhos interessados em colocá-lo num asilo e mora sozinho cercado de imigrantes da faixa pobre asiática por todos os lados. Ele é completamente amargurado pelas escrotices que cometeu no passado e a pouca diversão que lhe resta é xingar o barbeiro italiano, dar um trato no seu possante – o do título – e tomar uma birita na varanda com sua cadela Daisy.
Os vizinhos da esquerda são uma família de hmongs – orientais que adoram dar presentes. O velhaco os odeia. Aliás, ele odeia muita coisa, dos discursos do Pe. Fábio de Melo à moda e os novos costumes dos juvenis – ou seja, um sério candidato a herói da terceira idade. O fato é que o garoto vizinho Thao é assediado pelo primo a entrar em sua gang, yeah! E você não faz idéia de quanto esses caras enchem o saco. Após um ritual de iniciação frustrado, em que Thao fracassa ao tentar roubar o Gran Torino e um barraco que é armado na casa dos hmongs, Kowalski afronta a tal gang armado de seu fuzil velho de guerra. Daí você já deve ter idéia do que acontece quando Clint Eastwood bate de frente com gangs...vai dar merda!
Envergonhados por Thao ter tentando roubar-lhe o carro, os vizinhos deixam o garoto a sua mercê como trabalhador voluntário. Daí segue Clint se aproximando cada vez mais do moleque, dando conselhos e fortalecendo vínculos que parecem dar início a uma bela amizade. Palavras de como lidar com pessoas, garotas, trabalho, etc.

A meu ver, o bom é que Walt Kowalski é um velho rabugento, mas não se acha um exemplo de vida. Porque sabemos que pessoas que se acham um exemplo de vida são um chute no meu saco com os dois pés.
"Gran Torino" é um belo filme sobre amizade. É um drama, mas não peca como as matérias jornalísticas da Rede Globo, que tentam te fazer chorar a qualquer custo. É por vezes engraçado até. E o final acaba sendo mais realista e não usual, afinal, como disse no início...nenhum senhor muito idoso pode ser tão fodão como era antigamente. O que é válido para o personagem, não para o ator/diretor. Este sim, acho um sujeito mais fodão hoje aos 80 anos.
Interessado em saber qual a magia deste senhor, que consegue fazer um filme bom (senão forem, são acima da média) por ano (quando não, dois), e sem ter realmente nenhuma opção feminina para fazer algo melhor, resolvi ver “Gran Torino”... e descobri duas coisas:1) Gran Torino é um carro antigo produzido pela Ford entre 1968 e 1976; 2) Ninguém pode ser tão fodão aos 80 anos.
O filme é a história de um velho xenófobo e rabugento que fica amigo de um maldito amarelo!(Rá) Walt Kowalski (Eastwood) é o condecorado veterano de Guerra (a da Coréia) que acaba de perder a esposa, tem filhos interessados em colocá-lo num asilo e mora sozinho cercado de imigrantes da faixa pobre asiática por todos os lados. Ele é completamente amargurado pelas escrotices que cometeu no passado e a pouca diversão que lhe resta é xingar o barbeiro italiano, dar um trato no seu possante – o do título – e tomar uma birita na varanda com sua cadela Daisy.
Os vizinhos da esquerda são uma família de hmongs – orientais que adoram dar presentes. O velhaco os odeia. Aliás, ele odeia muita coisa, dos discursos do Pe. Fábio de Melo à moda e os novos costumes dos juvenis – ou seja, um sério candidato a herói da terceira idade. O fato é que o garoto vizinho Thao é assediado pelo primo a entrar em sua gang, yeah! E você não faz idéia de quanto esses caras enchem o saco. Após um ritual de iniciação frustrado, em que Thao fracassa ao tentar roubar o Gran Torino e um barraco que é armado na casa dos hmongs, Kowalski afronta a tal gang armado de seu fuzil velho de guerra. Daí você já deve ter idéia do que acontece quando Clint Eastwood bate de frente com gangs...vai dar merda!
Envergonhados por Thao ter tentando roubar-lhe o carro, os vizinhos deixam o garoto a sua mercê como trabalhador voluntário. Daí segue Clint se aproximando cada vez mais do moleque, dando conselhos e fortalecendo vínculos que parecem dar início a uma bela amizade. Palavras de como lidar com pessoas, garotas, trabalho, etc.
"Gran Torino" é um belo filme sobre amizade. É um drama, mas não peca como as matérias jornalísticas da Rede Globo, que tentam te fazer chorar a qualquer custo. É por vezes engraçado até. E o final acaba sendo mais realista e não usual, afinal, como disse no início...nenhum senhor muito idoso pode ser tão fodão como era antigamente. O que é válido para o personagem, não para o ator/diretor. Este sim, acho um sujeito mais fodão hoje aos 80 anos.
Marcadores:
Cineclube
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
10 objetivos para ser mais feliz em 2010
Como eu, você também deve achar esse negócio de listas de fim ou início de ano um saco. Fiz esta pequena reflexão para o ano de 2008 – ainda acho extremamente válida dois anos depois. Mas como o tempo é tudo o que somos e tudo o que não temos, inauguremos a nova temporada desta birosca querida com os dez objetivos para ser mais feliz em 2010. Seguindo os passos, não vai falhar...
1) não cortar mais o cabelo ou a barba
A menos que você seja militar, dos que não vão para o Valhala, não há sentido em se cortar o cabelo ou a barba. Não estou dizendo para você virar um náufrago ou heremita, mas apenas não se importar tanto com isso. O que mais ouvi do meio do ano passado para cá foi “e aí, tá deixando o cabelo crescer?”. Não, porra, só não estou cortando. Sempre cresceu sozinho, nunca me pediu permissão. E na época em que eu era cabeludo eu nunca fui assaltado ou vítima de violência urbana - é mais fácil as pessoas pensarem que eu vou assaltá-las.
A única desvantagem é eu ter me tornado o fornecedor oficial de drogas para os playboys de qualquer festa, sem exceção. Equívoco que acontece comigo mesmo de cabelo curto, quem manda parecer suspeito do cartel de Medellín e usar camisas floridas antes mesmo de surgir o La Pupuña, né? Além disso, os cabeludos entram na moda em décadas alternadas: anos 70, hippies e woodstock; anos 90 com o grunge; e 2010, é o que iremos descobrir.
Resumindo... eu passei dez anos fazendo live action de “o senhor dos anéis” e não consegui passar seis meses como Mark Ruffalo acima do peso (just for fan lovers). Não dá! Tive tempo demais para perceber que não topo com o barbeiro e outros insetos.
2) ser viado (hahaha)
Não se precipite. Ser viado no mundo de hoje nada tem a ver com atração sexual por indivíduos com paridade cromossômica XY. Como diria meu amigo Anderson A. “penso que dar o cu pode ser bom, mas eu não vou experimentar nem pelo c*@&#!!”. O trecho faz sentido, já que tanta gente gosta de fazê-lo e propagar isso por aí, mas ou menos como os crentes e suas revelações; os drogados e suas sensações. A viadagem há de ser bem mais que isso, adaptou-se, espalhou-se pelo mundo transmutando-se em vertentes, tendências, moda e principalmente em neo-denominações : você não é mais nerd, agora é geek; aquela moça não é mais indie, ela é hipster; meu primo não é mais confeiteiro, é cake designer... e este rapaz não é mais fresco, é metrossexual. Se for esperto, já percebeu que isso não vai parar, e na verdade, é tudo meio cíclico e repetitivo – não passa de abobrinhas para jornalistas e formadores de opinião testarem o que fazem de melhor, criar e falar merda. Enfim, eu não sei quanto a você, mas agora eu vou tentar ser bem viado, tá garalhium... porque a viadagem está abalando paris em chamas por aí, toda trabalhada nas roupas da vitrina, nos cabelos dos jovens, no palavreado das pessoas e em todas as artes. E sendo viado ainda posso atrair garotas que se agarram com bibas - inclusive as originais, que atóram sentar no baré – e de que quebra, sendo um viado, poderei chamar os outros viados de “viado” também, sem ser taxado de homofóbico ou outro adjetivo provavelmente criado por algum viado.
3) achar tudo dugaraaaiii véééiii!
Eu não gosto de festas (vou para encontrar amigos e outros motivos). Eu não gosto da música (tenho uma cota de reggae para quatro canções seguidas, e ainda acho alta), eu não gosto das meninas gostosas que eu não consigo conversar por cinco minutos. As mesmas meninas gostosas (elas sabem disso) que ficam se exibindo e fazendo cu doce para uns caras que eu não consigo conversar por trinta segundos (isso porque são homens, o que fatalmente diminui o meu tempo de interesse). Eu não gosto do terrorismo que é feito nessas baladas de trapiche para todos irem para Algodoal (eu já fui três vezes), ilha paradisíaca que virou reduto de tudo que falei até aqui e para onde todo mundo que vai se agarra/come alguém (menos eu, é claro).
Eu não gosto de shoppings centers (que ultimamente estão lotados todos os dias da semana e não consigo entender o que essas pessoas faziam antes quando eles não existiam na cidade), eu não gosto de novela (e da cara de pau dos autores e atores por fazerem sempre a mesma coisa), eu não gosto de jogar ou ver futebol quarta-feira (ou qualquer outro dia da semana), eu não gosto de carros (suas potências e variedades), eu não gosto de cerveja (isso é ruim pra porra, abro exceções), eu não gosto de críticos (de qualquer natureza, basta se autodenominar um), eu não gosto de maconha, jornalistas, reality-shows, publicitários, promoters, poetas ruins, psicólogos, doutores pesquisadores, maxixe e eu não faço a mínima idéia de quando são os dias das lutas do Lyoto Machida. Rapaz, quer saber... FODA-SE! Eu não gostei desse texto. Retiro tudo o que disse, na verdade acho tudo o que escrevi aqui muito dugarááaiiii vééééiii!
A partir de hoje, você vai me encontrar deboua no próximo show da Orquestra Imperial, e com certeza, vai ser deveras bontever! \o/
4) se aparecer
Disseram-me uma vez “e aí, rapaz, como é que vai essa força? Continua se autodespintando?”. Esse negócio de “despintado” quer dizer algo “pouco conhecido” na nossa região. Certamente a autopromoção não é uma das minhas maiores virtudes... até este ano. Eu demorei a entender que a ordem é SE APARECÊ geral!
A Internet é um bom começo e tem mudado a vida de muita gente, do comediante stand up à estudante de ensino fundamental subestimada em suas habilidades sexuais; da banda super descolada alternativa ao cachorro expert em saltos ornamentais. É bom não esquecer de adentrar em todos os dispositivos de redes sociais: orkut (dos antepassados), facebook, google wave (ainda nem sei o que é isso), twitter e formspringles (última palavra em massageador de ego e cantadas frustradas).
O que, você não quer expor sua imagem num mundo onde pessoas puxam câmeras digitais a qualquer momento até do reto? Peça ajuda ao Michael Myers, filho. Eu não sei como é a cara dele até hoje.
5) capitalizar as idéias
Você acha que Bill Gates é rico hoje porque era um gênio? Claro que não. Os caras que são ricos, bem sucedidos hoje em dia não o são porque eram foda, e sim porque souberem vender suas idéias/produtos. Ai é que começa o problema, porque eu tenho certeza que não nasci com uma única centelha de empreendedorismo ou tino para os negócios no meu sangue...até este ano! Serigrafia pornográfica, sorvete de pupunha, fanzines de papel higiênico, batata palha sabor morango, disk bíblia? Não importa que diabos eu pensar, o lance é buscar meios de realizar o troço - só uma pequena orientação administrativa e estudo de clientela, e já é!
6) ser impostor
Pelo andar da carruagem já deu para perceber que o mais importante é o que as pessoas pensam de você e não o que você pensa de você. Sendo assim, meu amigo, já fui poeta, escritor, dublador, compositor, cantor, repórter, crítico de cinema, dramaturgo, ator, músico e ator pornô particular – estes são apenas o que me lembro agora. Então, sejamos impostores até onde nosso raio de ação permitir. Sugestões não faltam, e preste atenção nas dicas para chegar mais longe: monte uma banda intimista-experimental com elementos amazônicos, escreva artigos instigadores sobre cultura –sociedade-contemporaneidade e o espírito do tempo com elementos amazônicos, crie uma associação de críticos de alguma coisa que só interessa a você mesmo com elementos amazônicos, inscreva-se em salões de arte com uma obra baseada na cultura sarracena e nórdica com elementos amazônicos, monte sarais para apresentação de poemas sobre a realidade amazônica com elementos amazônicos, crie um blog e publique desenhos que você têm feito desde os quatro anos de idade...mas não vá me fazer o favor de esquecer a porra dos elementos amazônicos! Vai nessa, que uma ora ou outra você vai ouvir um “GENIAL!”, daí você não vai ter como voltar, garoto, abrace seu destino...mas tente não ficar chato que nem o Caetano Veloso.
Quanto mais eu tento ser sincero, mas eu percebo que as pessoas preferem mentiras. Que em 2010 eu seja o Leonardo DiCaprio em “Prenda-me se for capaz”. Amém.
7) estar pouco se fudendo para...
Ela ficou demasiado puta com você? Tem que entregar o relatório até o meio dia? Última prova do semestre e não sabe nada? Os pedreiros assobiam para você até usando burca? Eles vão tocar tecnobrega durante doze horas ininterruptas? Seu pinto no auge não chega a 15 cm nem arredondando? Roubaram todas as suas temporadas de Dr. House?...
Mermão, eu estou pouco me f*! Você entendeu o espírito da coisa e ganhará mais minutos de vida para seu coração ou alma.
8) jogar videogame
Minha saga como jogador já foi apresentada neste espaço. Depois de mais de dez anos de ostracismo, retorno a este meio de jogatinas que tanta felicidade já me proporcionou. Algumas coisas mudaram. Hoje os games duram uma vida inteira e convido garotas para jogar comigo sozinhas no escuro. Os outros moradores da casa se surpreendem quando de súbito abrem a porta do quarto para perceber...que elas estão realmente jogando videogame comigo.
A verdade é que não importa o quanto triste ou raivoso você possa estar, a vida certamente será melhor com um videogame no caminho. O que? Não gosta de escapismo barato? Então compre um playstation 3, uns duzentos mangos cada jogo.
9)parar de ser gordo
Você realmente achou que este objetivo estaria fora da lista? Claro que não, ele não pode faltar em nenhuma lista de novo ano! Não importa se você tem 50 ou 100 kg, emagrecer é a lei das ruas, lose weight streetwise, yeah! O ano começa e você já começa a criar os alicerces da prisão sem muros do combo: dieta+ academia +sibutramina. Ora bolas, e ser gordo a vida inteira não me parece ser uma prisão muito melhor, não é verdade?
A menos que você seja magro de ruim (dos que ingerem trocentas calorias e não engordam) ou não tiver sérios distúrbios metabólicos geradores de obesidade mórbida, você provavelmente viverá o dilema das duas prisões em algum dos novos 365 dias.
O fato é que, qualquer médico que eu vá, não importa qual, do dentista ao pediatra, eles sempre dizem por questão de SAÚDE! “rapaz, tu tens que deixar de ser gordo, senão tu vais te dar mal no futuro”. Eu realmente não sei o que farei. A história não é mais emagrecer, é mais radical e questão de honra... é “parar de ser gordo”, porque o mundo não é para eles. E experiência não me falta.
10) comer todo mundo
Agora que você é bom selvagem de Rousseau, virou viado, acha tudo ducaralho, está bombando nos meios sociais, estabeleceu canais rentáveis, é competente e muito aventurado no que faz, está pouco se importando com a grande soma de preocupações externas desnecessárias, mata zumbis a rodo em residente evil e parou de ser uma porca... o que você está esperando para comer todo mundo, parceiro? O quesito dez não é um objetivo, apenas uma conseqüência de quem firmou os nove passos anteriores.
Mas sabemos que isso é um jogo complexo e gradual, não é para qualquer um. Tente começar com quem lhe agrada e queira dar para você. Depois, com quem lhe agrada e não queira dar para você. E finalmente o estágio final... quem não lhe agrada e só vai dar para você no dia em o planeta começar a rodar ao contrário! Qualquer coisa, lembre do passo 7.
Feliz 2010. Que todos realizem os seus planos, exceto os seriais killers e telemarketeiros de cartão de crédito. Vamos nessa, é o jeito...
1) não cortar mais o cabelo ou a barba
A menos que você seja militar, dos que não vão para o Valhala, não há sentido em se cortar o cabelo ou a barba. Não estou dizendo para você virar um náufrago ou heremita, mas apenas não se importar tanto com isso. O que mais ouvi do meio do ano passado para cá foi “e aí, tá deixando o cabelo crescer?”. Não, porra, só não estou cortando. Sempre cresceu sozinho, nunca me pediu permissão. E na época em que eu era cabeludo eu nunca fui assaltado ou vítima de violência urbana - é mais fácil as pessoas pensarem que eu vou assaltá-las.
A única desvantagem é eu ter me tornado o fornecedor oficial de drogas para os playboys de qualquer festa, sem exceção. Equívoco que acontece comigo mesmo de cabelo curto, quem manda parecer suspeito do cartel de Medellín e usar camisas floridas antes mesmo de surgir o La Pupuña, né? Além disso, os cabeludos entram na moda em décadas alternadas: anos 70, hippies e woodstock; anos 90 com o grunge; e 2010, é o que iremos descobrir.

2) ser viado (hahaha)
Não se precipite. Ser viado no mundo de hoje nada tem a ver com atração sexual por indivíduos com paridade cromossômica XY. Como diria meu amigo Anderson A. “penso que dar o cu pode ser bom, mas eu não vou experimentar nem pelo c*@&#!!”. O trecho faz sentido, já que tanta gente gosta de fazê-lo e propagar isso por aí, mas ou menos como os crentes e suas revelações; os drogados e suas sensações. A viadagem há de ser bem mais que isso, adaptou-se, espalhou-se pelo mundo transmutando-se em vertentes, tendências, moda e principalmente em neo-denominações : você não é mais nerd, agora é geek; aquela moça não é mais indie, ela é hipster; meu primo não é mais confeiteiro, é cake designer... e este rapaz não é mais fresco, é metrossexual. Se for esperto, já percebeu que isso não vai parar, e na verdade, é tudo meio cíclico e repetitivo – não passa de abobrinhas para jornalistas e formadores de opinião testarem o que fazem de melhor, criar e falar merda. Enfim, eu não sei quanto a você, mas agora eu vou tentar ser bem viado, tá garalhium... porque a viadagem está abalando paris em chamas por aí, toda trabalhada nas roupas da vitrina, nos cabelos dos jovens, no palavreado das pessoas e em todas as artes. E sendo viado ainda posso atrair garotas que se agarram com bibas - inclusive as originais, que atóram sentar no baré – e de que quebra, sendo um viado, poderei chamar os outros viados de “viado” também, sem ser taxado de homofóbico ou outro adjetivo provavelmente criado por algum viado.
3) achar tudo dugaraaaiii véééiii!
Eu não gosto de festas (vou para encontrar amigos e outros motivos). Eu não gosto da música (tenho uma cota de reggae para quatro canções seguidas, e ainda acho alta), eu não gosto das meninas gostosas que eu não consigo conversar por cinco minutos. As mesmas meninas gostosas (elas sabem disso) que ficam se exibindo e fazendo cu doce para uns caras que eu não consigo conversar por trinta segundos (isso porque são homens, o que fatalmente diminui o meu tempo de interesse). Eu não gosto do terrorismo que é feito nessas baladas de trapiche para todos irem para Algodoal (eu já fui três vezes), ilha paradisíaca que virou reduto de tudo que falei até aqui e para onde todo mundo que vai se agarra/come alguém (menos eu, é claro).
Eu não gosto de shoppings centers (que ultimamente estão lotados todos os dias da semana e não consigo entender o que essas pessoas faziam antes quando eles não existiam na cidade), eu não gosto de novela (e da cara de pau dos autores e atores por fazerem sempre a mesma coisa), eu não gosto de jogar ou ver futebol quarta-feira (ou qualquer outro dia da semana), eu não gosto de carros (suas potências e variedades), eu não gosto de cerveja (isso é ruim pra porra, abro exceções), eu não gosto de críticos (de qualquer natureza, basta se autodenominar um), eu não gosto de maconha, jornalistas, reality-shows, publicitários, promoters, poetas ruins, psicólogos, doutores pesquisadores, maxixe e eu não faço a mínima idéia de quando são os dias das lutas do Lyoto Machida. Rapaz, quer saber... FODA-SE! Eu não gostei desse texto. Retiro tudo o que disse, na verdade acho tudo o que escrevi aqui muito dugarááaiiii vééééiii!
4) se aparecer
Disseram-me uma vez “e aí, rapaz, como é que vai essa força? Continua se autodespintando?”. Esse negócio de “despintado” quer dizer algo “pouco conhecido” na nossa região. Certamente a autopromoção não é uma das minhas maiores virtudes... até este ano. Eu demorei a entender que a ordem é SE APARECÊ geral!
A Internet é um bom começo e tem mudado a vida de muita gente, do comediante stand up à estudante de ensino fundamental subestimada em suas habilidades sexuais; da banda super descolada alternativa ao cachorro expert em saltos ornamentais. É bom não esquecer de adentrar em todos os dispositivos de redes sociais: orkut (dos antepassados), facebook, google wave (ainda nem sei o que é isso), twitter e formspringles (última palavra em massageador de ego e cantadas frustradas).
5) capitalizar as idéias
Você acha que Bill Gates é rico hoje porque era um gênio? Claro que não. Os caras que são ricos, bem sucedidos hoje em dia não o são porque eram foda, e sim porque souberem vender suas idéias/produtos. Ai é que começa o problema, porque eu tenho certeza que não nasci com uma única centelha de empreendedorismo ou tino para os negócios no meu sangue...até este ano! Serigrafia pornográfica, sorvete de pupunha, fanzines de papel higiênico, batata palha sabor morango, disk bíblia? Não importa que diabos eu pensar, o lance é buscar meios de realizar o troço - só uma pequena orientação administrativa e estudo de clientela, e já é!

“Alô, me veja uma bíblia média com bastante cebola e sem o apocalipse”
6) ser impostor
Pelo andar da carruagem já deu para perceber que o mais importante é o que as pessoas pensam de você e não o que você pensa de você. Sendo assim, meu amigo, já fui poeta, escritor, dublador, compositor, cantor, repórter, crítico de cinema, dramaturgo, ator, músico e ator pornô particular – estes são apenas o que me lembro agora. Então, sejamos impostores até onde nosso raio de ação permitir. Sugestões não faltam, e preste atenção nas dicas para chegar mais longe: monte uma banda intimista-experimental com elementos amazônicos, escreva artigos instigadores sobre cultura –sociedade-contemporaneidade e o espírito do tempo com elementos amazônicos, crie uma associação de críticos de alguma coisa que só interessa a você mesmo com elementos amazônicos, inscreva-se em salões de arte com uma obra baseada na cultura sarracena e nórdica com elementos amazônicos, monte sarais para apresentação de poemas sobre a realidade amazônica com elementos amazônicos, crie um blog e publique desenhos que você têm feito desde os quatro anos de idade...mas não vá me fazer o favor de esquecer a porra dos elementos amazônicos! Vai nessa, que uma ora ou outra você vai ouvir um “GENIAL!”, daí você não vai ter como voltar, garoto, abrace seu destino...mas tente não ficar chato que nem o Caetano Veloso.
7) estar pouco se fudendo para...
Ela ficou demasiado puta com você? Tem que entregar o relatório até o meio dia? Última prova do semestre e não sabe nada? Os pedreiros assobiam para você até usando burca? Eles vão tocar tecnobrega durante doze horas ininterruptas? Seu pinto no auge não chega a 15 cm nem arredondando? Roubaram todas as suas temporadas de Dr. House?...
Mermão, eu estou pouco me f*! Você entendeu o espírito da coisa e ganhará mais minutos de vida para seu coração ou alma.
8) jogar videogame
Minha saga como jogador já foi apresentada neste espaço. Depois de mais de dez anos de ostracismo, retorno a este meio de jogatinas que tanta felicidade já me proporcionou. Algumas coisas mudaram. Hoje os games duram uma vida inteira e convido garotas para jogar comigo sozinhas no escuro. Os outros moradores da casa se surpreendem quando de súbito abrem a porta do quarto para perceber...que elas estão realmente jogando videogame comigo.

A verdade é que não importa o quanto triste ou raivoso você possa estar, a vida certamente será melhor com um videogame no caminho. O que? Não gosta de escapismo barato? Então compre um playstation 3, uns duzentos mangos cada jogo.
9)parar de ser gordo
Você realmente achou que este objetivo estaria fora da lista? Claro que não, ele não pode faltar em nenhuma lista de novo ano! Não importa se você tem 50 ou 100 kg, emagrecer é a lei das ruas, lose weight streetwise, yeah! O ano começa e você já começa a criar os alicerces da prisão sem muros do combo: dieta+ academia +sibutramina. Ora bolas, e ser gordo a vida inteira não me parece ser uma prisão muito melhor, não é verdade?
A menos que você seja magro de ruim (dos que ingerem trocentas calorias e não engordam) ou não tiver sérios distúrbios metabólicos geradores de obesidade mórbida, você provavelmente viverá o dilema das duas prisões em algum dos novos 365 dias.
O fato é que, qualquer médico que eu vá, não importa qual, do dentista ao pediatra, eles sempre dizem por questão de SAÚDE! “rapaz, tu tens que deixar de ser gordo, senão tu vais te dar mal no futuro”. Eu realmente não sei o que farei. A história não é mais emagrecer, é mais radical e questão de honra... é “parar de ser gordo”, porque o mundo não é para eles. E experiência não me falta.
10) comer todo mundo
Agora que você é bom selvagem de Rousseau, virou viado, acha tudo ducaralho, está bombando nos meios sociais, estabeleceu canais rentáveis, é competente e muito aventurado no que faz, está pouco se importando com a grande soma de preocupações externas desnecessárias, mata zumbis a rodo em residente evil e parou de ser uma porca... o que você está esperando para comer todo mundo, parceiro? O quesito dez não é um objetivo, apenas uma conseqüência de quem firmou os nove passos anteriores.
Mas sabemos que isso é um jogo complexo e gradual, não é para qualquer um. Tente começar com quem lhe agrada e queira dar para você. Depois, com quem lhe agrada e não queira dar para você. E finalmente o estágio final... quem não lhe agrada e só vai dar para você no dia em o planeta começar a rodar ao contrário! Qualquer coisa, lembre do passo 7.
Você já ouviu o que as pessoas falam sobre a esperança né?
Feliz 2010. Que todos realizem os seus planos, exceto os seriais killers e telemarketeiros de cartão de crédito. Vamos nessa, é o jeito...
Marcadores:
Aleatórios
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)

