quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

“Queridos Zamigus”

"Um fruto em formato de granada que é uma explosão de sabor amanteigado".


### por Bruce Leroy ### Eu...eu sou o único mestre!

Quem não tinha nada demais pra fazer de dez e meia às onze e meia da noite agora tem. Você, meu amigo, minha amiga, que chega do trabalho cansado querendo mandar seu parceiro ou sua parceira para casa do carvalho, com uma dor de cabeça de rachar, as costas tilintando depois de um dia inteiro sentado com a coluna torta diante do computador não pode mais reclamar. A Vênus Platinada, a TV Grobio, sempre tão generosa conosco, estreiou esta semana um programa bem legal "cheio de confusões do barulho com uma turminha muito louca" – e não se trata de um filme inédito na Sessão da Tarde. Chegamos ao ápice da moda oitentista dos infernos, que está tomando o show busines, comportamentos, roupas, o mercado de brinquedos, do cinema e festinhas. É nada mais nada menos do que a nova série brasileira "Queridos Amigos". Veja com todo gosto de olhos bem abertos e um copo de Quik na mão. E digo mais: muito melhor do que assistir ao Zorra Total, se você não tem duzentas pilas mensais para pagar a Sky.

Senta pega todos os vinis da Elis Regina, do Clube da Esquina, do Legião e outras peças de museu que lá vem a história.


Marcelo Camelo e Tom Hanks: 120% de sensibilidade no teleseriado.

O fofo do Tom Hanks (sim ele é fofo), teve um sonho ruim. Sonhou com a própria morte e com medinho resolveu reunir toda galera que fumava maconha, reclamava da Ditadura e promovia divertidas surubas no começo da década de 80. Ah, o sonho é legal: ele está num carro e, de repente, despenca de uma ponte muito alta, caindo no rio. Lá em baixo vê todos os seus miguxos dentro d'água acenando. Seria mais legal se a série terminasse aí. Mas a vida...a vida é uma caixinha de surpresas.

Quando acabou o primeiro capítulo, meu irmão e eu nos olhamos ternamente, como manda toda atmosfera da série, e nos espocamos de tanto rir. Chegamos a uma conclusão sobre "Queridozamigus", embalados pela nova atualização do famoso jogo The Sims para PS2, versão
"Náufrago". A série pode ser comparada à descrição de um “abacate” no game: "um fruto em formato de granada que é uma explosão de sabor amanteigado". Hum... você não gosta de jogos eletrônicos? Você não entendeu, né? Achou a frase sem sentido, meio rídicula, passível de avacalhação geral, irrestrita e gratuita? Pois é. A série é isso mesmo. Sem tirar nem por.

Lembra daquela novela em que o nosso Hanks tupiniquim metia a porrada na Helena Ranaldi ? Nem sinal daquele cara de tão bons modos. Agora ele é o Léo... um sujeito tão sensível que se alguém diz bom dia com mais força ele desaba no choro. As lágrimas do rapaz estão prestes a cair a qualquer momento. Ele é um emo perdido no tempo. Tão bonzinho, tão afetuoso. Como eram legais os caras do final da década de 80! Uma das frases marcantes do personagem no início da série: [modo Leão Lobo on] "Ai, eu tenho uma saudade absurda da gente!!! [modo Leão Lobo off].

Temos ainda a nossa grande atriz do "Retrato falhado", do Fantásdigo. Aquela moça que eu nunca lembro o nome e tem uma voz tão bonita quanto a cara. Sim, isso mermo, a Denise Praga. Ela é a adorável ex-militante-comunista-torturada-nos-porões-da-ditadura-que-virou-budista. Bia é legal. Está fodida, desempregada faz um tempão, com uma cara de velha da porra, o cabelo ruim e sustentada pela Fernanda Montenegro. Ainda assim abraça árvores e acredita que sua Lua vai entrar em Saturno, numa conjunção com Marte, associada a Plutão, na esquina com Júpiter, e assim tudo mudará, porque a década de 90 está quase começando e as coisas não podem piorar, afinal de contas. Não sei não, mas, se eu seguisse os ensinamentos de Buda ou estudasse Astrologia Hermética ia ficar muito puto com a Maria Adelaide Amaral. A autora da série criou uma personagem muito ZEN... zen graça, zen noção, zen senso de rídiculo nenhum. Frase marcante dela no primeiro capítulo: [modo Tonho da Lua on] "aaaaaaaaaaaaaaaaaai, a natureza tem vidaaaaaaa, Léééééo!" [modo Tonho da Lua off].


É sorte atores contarem com a ajuda de um monstro sagrado para ajudar a desenvolver seus personagens


Outro personagem legalzão é o mendigo do pânico, vulgo Pedro, interpretado pelo Bruno Garcia. Sim, o cara é fodão. Seus livros venderam no mundo todo e estavam no topo da lista dos mais vendidos da Veja 7.895 meses seguidos, mas sua amada mór-réu, aí degringolou tudo, rapaz. A vida do cara virou uma cagada. Ele "comeu" até o apartamento, bebeu que nem o Jeremias caba-homi e agora escreve umas matérias pra revista "SEXUS" (como os autores são criativos!), uma publicação destinada a adoradores de Onã, popularmente conhecidas como revista de mulher pelada. O cara está um trapo que só ele, todo mendigão, dá uma peeeena.

Próximo de Pedro tem o Ivan, feito pelo carinha que fez o Dráuzio Careca no Carandiru. Ele também foi um grande jornalista no passado, mas, também acabou fodido editando a revista Sexus, coitado. Os caras são amigões. Vou citar um negócio que eles conversaram pra vocês sentirem a profundidade da amizade. Lá vai:

Pedro: Mas, o que foi que aconteceu com a gente?

Ivan: (mais ou menos assim) Foi a vida que nos transformou nisso. As frustrações, as decepções, as TRAPALHADAS DOS PLANOS ECONÔMICOS DO PAÍS....

Se eu pergunto pra um amigo o motivo de ele ser um maldito miserável fracassado dos infernos e ele me dá uma resposta dessa, no mínimo, eu dou-lhe um hadouken no meio da cara, seguido de um shourihouken. Ah, que mané governo porra nenhuma, rapá!

No supracitado periódico (tô pegando o espírito da época com essas expressões), também trabalha o Tito, o Matheus Nastergailhe (foda-se pra grafia certa). Ele é um comunista que foi trocado pela mulher por um cara cheio da grana. O chifre caiu mal, daqueles que entra atravessado. A galha deve pesar porque até corcunda o cara ficou. Corno e comunista na década de 80. Hum...meio anacrônico esse negócio aí, mas tudo bem, estamos numa série da Globo.

Dentre os amigos, tem uma bicha... PAUSA para protestos dos politicamente corretos. Ok, ok. Tem um homem com orientação sexual homoafetiva na série - só para deixar a linguagem oitentista de lado e usar um termo apropriado ao nosso tempo. Tinha que ter uma bicha. Como poderia viver uma turma de amigos liberados, afetuosos, carinhosos, livres, unidos tal qual arroz empapado, sem um gay na década de 80? Nun-ca! Ja-mais!. Não pode, não pode, não pode! Nas fórmulas prontas de enredos da Globo, ele funciona como o vilão do tipo "bicha chique". Vai esculachar geral e, no final, provavelmente, vai descobrir que tem Aids, tudo dentro do contexto da época. Vide Cazuza, Lauro Corona e outros abatidos pela doença no período.


Rene Russo e Chris Martin, do Coldplay, que faz uma beeecha em "Queridos Amigos"

O elenco tem ainda Débora Bloch, Tarcísio "Meu pai era um bom ator e eu não" Filho, Maria Luiza "Buba" Mendonça, mas quem se importa? Vale mesmo só aquela gracinha que fez o Tropa de Elite, Fernanda Machado. Sim, meus queridozamigo, a série, como tudo na emissora, transforma uma época em um troço caricato, distorcido, exagerado, bem distante do que era. Fora que a passagem de tempo entre o vídeo gravado em 1982 pelos amigões e o tempo "atual" , de 1989, parece que durou mais do que sete anos. Está todo mundo acabado. Tão acabados que o nome da série poderia ser "Queridos mendigos".

Se eu acreditasse em autores globais, no final do primeiro capítulo, desligaria a televisão e daria graças a deus de ser apenas uma criança naquele ano retratado no programa, porque, segundo a Maria Adelaide Amaral, os adultos daquele tempo eram todos magoados, saudosos, atormentados, deprimidos, fodidos, rancorosos, raivosos, viados, fracassados, falidos, atacados, arrombados e tudo de ruim. Fora que os caras usavam aqueles moletons feito xale por cima da camisa, uma moda que, sinceramente, só vi na tevê.

Se você é daqueles que acreditam piamente que as séries são melhores do que as novelas, pode esquecer essa idéia. "Queridos Amigos" está no mesmo nível de diálogos constrangedores e situações inverossímeis. Mas, Isso tudo não incomoda nem um pouco, afinal é mais um programa pra sacanearmos sem piedade. O problema é que algumas pessoas, mesmo testemunhas vivas dos anos 80, vão acreditar que aquele tempo foi do jeitinho que a Globo está mostrando. Só espero que quando fizerem alguma coisa retratando os anos 70, não esqueçam o clima saudável das pornochanchas e as mulheres naturalmente gostosas dos filmes do David Cardoso. Esse sim um tempo bom, digno de uma novela inteira.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

“Cloverfield”, de Matt Reeves [E.U.A] (2008)

Não é a toa que J.J Abrams – produtor de LOST (creio que eu já não preciso dizer o que é LOST) - entende das coisas no ramo do entretenimento. Sua última brincadeira, chamada “Cloverfield”, já se pagou em bilheteria no primeiro fim de semana em cartaz. É mais um daqueles filmes com câmera subjetiva do estilo “personagem câmera-man” – a fórmula de “Bluxa de Blair”(1999), que emulou a fórmula de “Cannibal Holocaust” (1980). A diferença é que os dois filmes anteriores queriam passar a idéia de que o fato registrado realmente acontecera, causando respectivas polêmicas em suas determinadas épocas de lançamento – aliás, este é o grande trunfo do sucesso dos dois. Como ninguém mais acredita nisso, por que não criamos algo extremamente fantástico e mentiroso de uma vez para o personagem do filme gravar, não é verdade? Então...vamos colocar cinco jovens, um deles com uma câmera, enquanto um MONSTRO gigantesco destrói a cidade! Pronto, já posso pegar os meus milhões de dólares agora? No mundo competitivo de hoje, com filmes de idéias repetitivas ou recicladas saindo pelo ladrão, acho que o veredicto final para o aval da empreitada foi : “Filmes de monstros são legais, mermão!”. Senta, chame o Guioday para lhe transformar num gigante de 50 metros, que lá vem a história:


Sim, mais uma vez a cidade de Nova York é destruída por alguma ameaça. Ainda bem que estes filmes não influenciam ninguém.


O filme começa com aquela velha premissa de que o material que vamos assistir foi encontrado e tal. No caso, faz parte dos arquivos do departamento de segurança do governo americano: “as imagens foram registradas num cartão SD de uma câmera ultimo modelo da Sony Cybershot Anti-Monstro 10 megapixel...encontrada no lugar onde um dia foi o Central Park...” – e muita gente sabe que quando isso acontece não devemos torcer por nenhum dos personagens porque, historicamente nos filmes de “personagem câmera-man”, ninguém precisa sobreviver pra contar a história. Isso é uma lei, além de ser a própria razão que dá origem a este controverso gênero cinematográfico. Eu soube que pessoas estavam passando mal e vomitando durante as sessões “deve ser por conta das cenas de correria e tensão, afinal, não é todo dia que um monstro destrói a cidade de NY, se fosse Tókio, vá lá...” pensei eu. No entanto, a parte que realmente acredito causar náuseas é o início, quando o filme parece um desses reality-shows genéricos do tipo “MTV na Real”: Rob possui sexualmente Beth, uma amiga por quem é apaixonado desde a infância, poucos dias antes de partir para o Japão. Seu irmão Jason e a namorada Lily organizam uma festa de despedida para ele. Hud fica encarregado de filmar o evento e entrevistar os amigos, mas está mais interessado em Marlena, uma moça que adora tomar uns goró. Beth aparece com um cara na festa, o que deixa Rob muito emputecido e exigindo explicações. Ela vai embora tristonha e enquanto Hud e sua câmera espalha pra todo mundo que os dois "descabelaram o palhaço". Tirando Beth, que foi embora da festa, neste trecho temos os cinco jovens pra começar a trama... e a esta altura, eu já estava contando os segundos para o MONSTRO aparecer logo e tocar o terror nessa porra toda!


"GROOOAAAARRRR!!"...porque não é de hoje que monstros gigantes comandam "peso" no quesito destruição de megalópoles.


Um tremor de terra é a deixa. Depois disso, segure-se na cadeira e prepare-se para ter reações conforme os realizadores do filme pensaram – ou pelo menos, algumas, ora vamos, é um filme de monstro, se você quisesse ver Godard nem entraria no cinema. Mas não pense que será fácil, ou rápido ver o personagem principal em toda sua magnitude, porque a câmera é uma dessas de filmar churrasco no domingo, além disso, o cara tá tentando sobreviver à nuvem de poeira, paredes desabando, mísseis, pedaços da estátua da liberdade e outros obstáculos. Enquanto os cinco tentam sair da cidade no meio do caos que ela se tornou, questiona-se sobre o que é a ameaça, qual a natureza do bicho: se é alienígena, criatura pré-histórica escondida, se saiu de uma fenda marinha...enfim, você também vai pensar em alguma coisa. A minha, no outro dia, foi em torno de H.P Lovecraft e toda aquela onda sobre o “Cthulhu” – um monstro sinistro do universo sinistro do autor – sei lá, quem sabe até do ramo sobrenatural: o exército gasta quase todo o arsenal de Bush e nada do trololó tombar. Acredito que o filme perde uma grande porcentagem de intenção se assistido fora do cinema: a idéia é que você esteja lá, no meio da esculhambação, e com o som mais porrada que puder. Tem seus momentos bacanas, como a cena do metrô, mas no final de tudo...é impossível não sentir a leve brisa de picaretagem no ar. Como é de praxe nestes filmes de fitas encontradas que registraram a história as informações adquiridas durante a sessão não são satisfatórias. É aí que você engole a pílula vermelha da matrix e percebe que em matéria de descolar um troco esses caras são tão bons quanto monstros em destruir cidades. A descoberta de que “Cloverfield” é apenas a ponta do iceberg, o pontapé inicial, ou qualquer outra expressão equivalente é certa: o filme é um referencial para se desenvolver mais de trocentas histórias sobre antes, durante e depois do acontecimento: aquelas do estilo “o monstro foi criado pelos russos durante a guerra fria...” ou então “o ataque do monstro pela visão de uma equipe de filmes pornográficos” ou ainda “os sobreviventes foram para uma ilha onde acontece mais coisas estranhas”. Sem falar nas teorias, discussões sci-fi, jogos de videogames, bugigangas, comunidades do orkut [“Cloverfield, eu fui”], o que vier...


Além de visão noturna, redutor de olhos vermelhos e lanterna embutida, a câmera é à prova de monstros e armas nucleares. E é claro que está imagem não existe no filme, seu besta, senão não seria um legítimo do gênero “personagem câmera-man”.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Dez objetivos para ser mais feliz em 2008

1) Cortar o cabelo: Caso você não esteja em 1969 na fila do Woodstock ou no meio dos anos 90, ouvindo Alice in Chains - as duas últimas temporadas que eu lembro de ter visto um grupo de cabeludos - você está fora da vibe modernosa dos tempos contemporâneos atuais. Não ria, isto é muito grave, significa que os meios de comunicação, as novas tendências, a MTV, enfim, qualquer porcaria lhe coloca fora de contexto – quem sabe até inventado que você, seu cabeludo do caralho, não é sexualmente atraente para as fêmeas. O correto é esperar depois de 2010, década que vai ter o revival dos anos 90...e da camisa pra dentro com a calça lá no pescoço, só pra variar.

Esta é pras garotas: sem considerar que James Hetfield é frontman do Metallica, quem seria mais bem sucedido socialmente numa vibe em 2008? O jovem Jim ou o cara 20 anos mais velho ?

2) Não pentear o cabelo em hipótese alguma: Há uns 15 anos, se você saísse na rua com o cabelo despenteado poderia até ser preso, confundido com algum louco fugitivo. Eu, quando criança, depois que saía do barbeiro, lembro de andar por aí com meu cabelo impecável e ainda chegava com aquela fina coleira de talco na escola. Hoje, se você sair com o cabelo penteado vão dizer no mínimo que você tem problemas de relacionamento e foi criado pela bisavó. A ordem é usar o cabelo no estado mais caótico possível, em prol do jeito style, despojado, descolado de ser. Atirarei pela janela todos os pentes e escovas que encontrar pela casa.

Hoje em dia não é preciso nem ser Jerry Lewis para ser ícone da comédia, basta pentear o cabelo. A moda é ser que nem o cara ao lado, que diga-se de passagem... “abalou Paris em chamas!”.

3) Emagrecer
: A não ser que você seja anoréxico, esta é principal cláusula e a que mais aparece em todas as listas de objetivos de ano novo do mundo novo. Não adianta dizerem que os gordinhos (com eufemismo e tudo) são legais, divertidos e o diaba4, no fundo todas as pessoas preferiam ser bonitas, esbeltas e gostosas. Nem que fosse temporário, apenas para saber como seria. A pior coisa que se pode dizer para uma gordinha é algo tipo: “Você tem um rosto tão bonito!” ... é a comprovação de que o resto está uma merda! Historicamente os padrão de beleza no ramo do entretenimento foi extremamente mutável, de Clark Gable até o Jared Leto, mas a unanimidade é que, a menos que seja alguma piada, nenhum gordo vira sexy symbol. Por mais que o tempo passe, os meios de comunicação, o Moreira do escritório, a MTV, ou seja, qualquer porcaria está sempre tentando fazer você acreditar que a nova protagonista desta temporada de Malhação é mais bonita que aquela sua vizinha gostosa de 70 kg, que quase faz você bater o carro e punheta no mesmo dia. A ordem do momento é malhar, e você ainda pode usar a desculpa de que é por uma questão de saúde e coisa e tal. Abaixo, celebridades exemplos de superação no que diz respeito à massa corpórea:

a)

Jared Leto é um ator que perdeu 20 kg pra fazer um viciado em heroína em “Réquiem para o sonho”(2000). Volta ao peso normal e engorda 20 kg para fazer o assassino de John Lennon em “Chapter 27”(2007). E aí, com toda essa maleabilidade, você não queria ser ele? Não?! Bem, ele também teve casos com a Cameron Diaz, Lindsan Lohan, Scarlett Johansson, Ashley Olsen (acho que as duas, sem ele saber) e ainda teve um affair com a Angelina Jolie - e esse negócio de “affair” de onde eu venho significa “comer alguém pelo menos umas três vezes seguidas sem sair de cima”...e aí, você tem certeza não queria ser ele? Eu queria.

b)

Cansada de ser uma gorda horrível e nem um pouco atraente para a libido masculina vigente, Amy Winehouse tomou uma atitude pós-moderna e também livrou-se da silhueta de cetáceo. Veja mais AQUI.

c)

Halma Sayek, atriz que foi símbolo sexual no período dos 13 aos 30 anos de Jesus Cristo


4) Usar camisa colada style e calça tucandeira: A verdade é que eu acabaria vencido pelo cansaço mesmo. Uma visita ao shopping para usar o banheiro descortinou-se numa realidade presente: nas vitrines, é praticamente impossível encontrar uma camisa ou calça que não tenha um riscado, um babado, um rasgado, um customizado, um franjado, um metalizado, um prengolado, um regundengado, ou seja, qualquer coisa que não seja pra viado. Sem falar que antigamente aquelas calças que não encostavam a bainha na meia eram chamadas de “tucandeiras” – ninguém usava um negócio desses, senão era sacaneado ao extremo. Hoje eu vou comprar exemplares dessas respectivas peças modernas e me preparar para o ensaio da próxima micareta que tiver por aqui.


5) Usar boné à noite: Quando eu tinha quinze anos de idade, usar boné à noite era sinônimo de idiotice. “Porra, tá usando boné à noite? Não tem sol, tá doido?” – era o mínimo que eu esperaria ouvir, antes de levar um pescoção (um tapa na nuca). Hoje a fauna masculina de uma balada noturna tem uma porcentagem significativa de bonés transados, variados, estilizados fazendo parte da sua indumentária. Porra, o que é eu vou falar pra esses caras sobre a utilidade do artefato? Quer saber, este ano eu vou é comprar uns 7 – um do Fidel, um do Rubinho, um camuflado, um rasgado, um com piercing, enfim... um pra cada dia da semana e vou sair por aí curtindo meu momento de frentista.

6) Usar colar de sementes gigantes: Olha, eu não sei qual é moda aí na sua cidade, mas na minha é o colar de sementes gigantes. Junte isso a uma região cortada por rios e casas noturnas que não conseguem parar de tocar Reggae porque alguém um dia achou que o ritmo tinha a ver com o ambiente. Não sei o que aconteceu com outros tipos de bijuterias e penduricalhos inúteis, ou até mesmo, com o colar de sementes pequenas, alguma força sinistra baixou o decreto de que o colar de sementes gigantes é a bola da vez. O mais impressionante é que eu não consigo encontrar ninguém triste usando um desses. Todas as pessoas são felizes com seus colares de sementes gigantes, e quanto maior a semente, mais felizes são. Portanto, a partir deste ano sairei à noite por aí com minha camisa colada customizada, minha calça tucandeira industrializada, meu boné (somente à noite), minha pulseira de tornozelo, uns caroços de abacate pendurados no pescoço e cairei no reggae sem escrúpulos e explodindo de felicidade.

7) Ser eclético: “Eu sou eclético!” deve ser a resposta mais encontrada entre os freqüentadores de uma micareta, por exemplo. Depois de um tempo percebi que essa palavra não é usada por quem gosta de vários tipos de música, mas sim por quem não sabe de porra nenhuma! A maior prova é que elas não sabem nem o que significa ou de onde vem a palavra “eclético”! Somente alguém que não sabe de nada vai dizer que é uma coisa que nem sabe o que é. Como eu também não sei o que significa a palavra, vou ser um também. Cansei de reclamar das músicas que tocam onde estou, cansei de falar durante shows de bandas sucesso de público e crítica, cansei de me incomodar com o som ambiente... eu quero que meu senso crítico musical vá para o espaço (se é que algum dia eu tive um). Não quero nem saber, agora vou ser eclético e me divertir a valer até com música de elevador.

Reunião de pessoas ecléticas...

...como podem ver, é mais fácil encontrar um fantasma do que alguém triste nestas fotos.

8) Assistir a todas as séries que estão surgindo: Muito bem, eu estou me sentido deveras à margem da sociedade brasileira não assistindo a nenhuma das novas séries americanas que surgem toda semana. E isto é grave, porque estão na era de ouro da TV por aquelas bandas, já que o cinema está cada vez pior. Eu por exemplo, tenho vergonha de dizer que nunca vi nenhum capítulo de “Heroes” ou quem é Dexter? Enfim, além de instalar alguma tv a cabo onde eu possa assisti-las, vou passar na locadora e pegar todas as temporadas disponíveis, fazer cópias para eu ver quando quiser e assim ter conhecimento para conversar em rodinhas quando o assunto surgir – mais um passo para seguir feliz e bem informado de cultura pop neste mundão globalizado de meu Deus. O primeiro passo é não perder mais nenhum capítulo da última série da Fox, abaixo.



9) Assistir ao Big Brother todo dia: Eu desisto. Eu não quero nem saber se é armado ou não, já vou assinar o canal exclusivo para ver o Big Brother ao vivo, 24 horas, todo o dia. E vou fazer mais, além de assistir ao Big Brother, vou ver todos os outros programas das outras emissoras que falam sobre o Big Brother; e ainda vou discutir horas a fio sobre o rumo da competição com familiares, amigos, vizinhos, animais, plantas e desconhecidos na rua. Mais que isso...vou ligar, votar em todos os paredões, torcer com grande alegria e fazer o possível para participar de alguma matéria jornalística local de enquête sobre o programa. Aaah, mais que isso, vou preparar o meu vídeo pessoal para participar da próxima edição do reality show. Aaah, mais que isso...hum, deve ter algo que pode ser mais que isso! Quando eu descobrir, vou fazer também!

O cúmulo do Reality Show é: programa sobre reality show apresentado por ex-participante de reality show.

10) Assistir à MTV: Bem, depois de assumir a maioria das resoluções anteriores, já vou ser um indivíduo apto a assistir à MTV novamente – sim, eu via antigamente. Primeiro porque agora vou ser um cara eclético, logo não me afligirei com nada de natureza musical que possa surgir diante da tela, ao contrário, me divertirei às pampas com tudo, inclusive com os Emos (nem sei o que é isso até hoje). O mesmo vale para os outros programas da grade que não tem a ver com música, a maioria. Vou sempre ver o lado bom das coisas e inventar utilidade para todos eles, nem que seja para espairecer e momentos de profunda reflexão diante da tela...Ahn? Acabou? Poxa, agora que eu ia falar a 11 que é “assistir a todos os filmes de cachorro herói”.


Trecho de um programa da MTV usado pelos nazistas para lobotomizarem judeus durante a Segunda Guerra Mundial.


Pessoal, é isso. Se depois disso tudo eu não for mais feliz em 2008, não vou adiar mais meu suicídio. Abraços e façam sua lista.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Missão Terra 5

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10

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Missão Terra 4

7

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EXTRA: "DIE HARD", por Konstanti Bronzit -----------------

Na edição especial do Anima Mundi que passou este ano em Belém (PA), um dos filmes que mais gostei foi "Lavatory-Lovestory", do russo Konstanti Bronzit. Com lápis e papel, traços simples e sempre boas sacadas de humor, o russo mostra como o amor pode surgir nos lugares mais inesperados - um banheiro público de uma rodoviária por exemplo. Eis que encontro no tubo a primeira animação que vi de Bronzit, a trilogia de "Duro de Matar". Para todos os fãs de John McClane, como eu.

sábado, 25 de agosto de 2007

Missão Terra 3

5

6
Extra: The Blowjob Girl ------------------------------
Outro dia um amigo me disse que o principal motivo para a proliferação (aumento do número de usuários) e evolução (aumento da velocidade) da internet deve-se à facilidade de exposição de sacanagens e demais material pornográfico. Uma teoria interessante. Fiquei imaginando que esse deveria ser o sonho dos militares quando a criaram como meio de comunicação alternativa tempos atrás:

- E então capitão, recebeu as informações de nosso espião? Já sabe qual o plano dos russos para o Natal?
- Não, major, até agora só consegui baixar a videografia da Silvia Saint e do Rocco Siffredi, mas vou fazer isso também.
-Ótimo, ótimo, mas não tenha pressa. Aproveite e baixe alguns das Brasileirinhas também.

Continuando com os extras que me fizeram rir neste mundo virtual... eu não sei vocês, mas eu rio dessas coisas:


segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Missão Terra 2

3

4