quarta-feira, 13 de outubro de 2010

nintendo underworld

Depois de passar boa parte da minha infância colecionando uma pilha de revistas de videogame (tempos longínquos de cartuchos e era A.I – Antes da Internet) acabei aparecendo na edição 137 da Nintendo World (setembro de 2010). Estes são ou não são tempos loucos? Um convite feito por Flávio Croffi (jornalista de games) para a seção Game Art – em que artistas fazem homenagens aos jogos da Companhia. Com esta temática vasta e livre, resolvi desenhar uns jogos bem antigos que me diverti no passado: Power Blade, Castlevania Jr. e Yo! Noid – todos para o nintendinho 8-Bits. Abaixo os desenhos (dois simulam as telas dos jogos) e alguns trechos da entrevista (não deu pra sair tudo na revista).

#1 - Sobre trabalhar com arte/ilustração:

“...trabalho com ilustração e arte desde os 4 anos de idade. Tempos difíceis aqueles em que eu não ganhava dinheiro com isso. Ou seja, de lá pra cá, nada mudou, inclusive os desenhos. Ganhei até mais dinheiro com uma banda de rock do que com isso. Mas hoje posso atribuir à preguiça e falta de ter nascido com a função de capitalizar as coisas no cérebro, só pode!.”


Power Blade (Natsume,1991) – Era um agente chamado NOVA, que enfrentava mais uma dessas megacorporações que querem dominar o mundo. Ele era a cara do Terminator (Arnold). O detalhe é que o moço preferia lutar contra robôs fortemente armados e outros inimigos perigosos apenas com um BUMERANGUE, sabe-se lá por que cargas d’água! (vai ver ele era australiano). Teve mais o Power Blade 2, e só.

#2 - Sobre de onde vem a inspiração:

“Das pessoas, do cotidiano mesmo. Uma vez eu li em algum lugar que o humor é uma visão de mundo, acho que é por aí mesmo. Não me considero um grande desenhista, é só o meu processo criativo para contar histórias. E sai mais barato que fazer cinema, por exemplo. No momento eu penso mais em historietas/idéias curtas, tiras. O blog é o meu caderno de rascunhos onde eu faço as experiências, com textos, montagens e desenhos. Acho que o que mais me acendeu a idéia de publicar quadrinhos na net foi ter entrado em contato com o trabalho do Allan Sieber e do Benett - grandes cartunistas deste meu país varonil.”


Castlevania Jr. (Konami, 1990) – Só foi lançado no Japão. O nome “Castlevania” é usado no título, mas pouco tem a ver. Acho que ele veio numa leva de jogos de paródia. Eu lembro de ter locado várias vezes esse joguinho. Eu gostava das canções e do traço bem cartoon. Jogamos com um vampirinho (alguns dizem ser o Alucard criança) que luta contra inimigos curiosos, como a estátua da liberdade e um fantasma-nazista-cu clux clã (eu heim!). Bom jogo!


#3 - Por que escolheu esses games em específico para fazer um desenho?

“Sabe aquelas histórias alternativas da Marvel em que o Wolverine enfrenta o Conan ou algo do tipo? Pois é, eu penso que em algum dos universos paralelos, Mario Bros, Mega Man, Zelda e Metroid foram esquecidos, tiveram uma única aventura cada. No lugar deles, outros jogos da era 8 bits despontaram e fizeram grande sucesso até hoje, com versões para Snes, Game Cube e Wii. Eu pensei em três que entraram na história do videogame, hoje lembrados por poucos: Kid Dracula, Power Blade e Yo Noid!

O único console da Nintendo que tive foi o Top Game, da era 8 bits. Estes foram alguns dos jogos que mais me diverti na época. Apesar da idéia de que eles tivessem uma sobrevida nestes consoles mais novos, fiz uns desenhos representativos com o meu traço mesmo, bem 8 bits. Hahaha!”.


Yo! Noid (Capcom, 1990) – Eu não sei até hoje o que era esse personagem. Parecia um cara vestido de coelho (um animador de festas infantis, de repente) que usava como arma um IOIÔ. Parece que eu simpatizo com heróis de armas não-convencionais. Sei que o jogo na verdade era uma versão americana feita para promover a rede de pizzarias "Domino's Pizza". Acho que ele fez sucesso na época, mas ficou no passado, como muitos.

--- Sites ---

www.nintendoworld.com.br

http://killtheboss.wordpress.com (blog do Flávio Croffi).

Além de serem encontrados facilmente na net e rodados por emuladores, você pode jogar esses games online aqui: www.iplay.com.br

É isso, você visitante que quiser compartilhar conosco jogos que marcaram sua vida, fique à vontade nos comentários. =)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

matheus aguilar




Enquanto eu chorava pela conquista do TETRA, Nelson Mandela virava o primeiro presidente negro da África do Sul, John Travolta dançava em Pulp Fiction e o Plano Real entrava em vigor no país, nascia Matheus Aguilar em Belém - PA.

Após uma longa temporada no município de Capitão Poço (onde aperfeiçoou suas habilidades ilustrativas com o próprio herói), ele está de volta para dominar o mundo - diretamente de nossa cidade natal. E eu não pouparei esforços para ajudá-lo, pois já estou escalado para o elenco de seu projeto secreto (mais informações em breve).
Fico feliz d’ele ser meu conterrâneo. As cores, o traço e a sensibilidade desse jovem com a metade da minha idade você encontra aqui:




Antigamente ele atendia também aqui:





Nota: Na verdade, eu só falei bem dele para parecer um cara legal e ser convidado pra jogar Xbox 360
.
o

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

último adeus

Aperte o play e então pause. Deixe carregar um tanto, depois play de novo. Desenhos com trilha sonora...


Jeff Buckley - Last Goodbye





... Did you say, "No, this can't happen to me"?
And did you rush to the phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
"Maybe, you didn't know him at all,
you didn't know him at all,
oh, you didn't know"?

Well, the bells out in the church tower chime,
Burning clues into this heart of mine.
Thinking so hard on her soft eyes, and the memories
Offer signs that it's over, it's over.



Clipe de Last Goodbye. A versão da Scarlett Johansson também é boa.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

super hero squad marvel - o retorno

Em março descobri o site do SUPER HERO SQUAD SHOW e chamei os mano e as mina para fazer umas tirinhas. Aqui o post da convocação. Acho que a maioria esqueceu, até eu! As tiras que recebi (4) ficaram perdidas por aqui no HD até eu ser lembrado por Fábio Nóvoa do Radar Trash. Então quero agradecer aos participantes: Amanda Snake, Rita SpeciallGirll e Fábio Nóvoa. Abaixo a vernisage dos amigos + a tira que mais gostei das que eu fiz: Thor e o Telefone!










segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ufa, ainda bem que é o último!

O cinema estava até o talo! Pessoas sentadas no chão, coisa que não via há muitos anos (nem sabia que isso ainda era possível). Jovens gritando e fazendo suas gracinhas, o cheiro de pipoca no ar e falhas na projeção - o filme sumia da tela e as luzes eram acessas em momentos aleatórios. Lembrou-me da época em que os cinemas não estavam alojados (obrigatoriamente) no interior de shoppings e ir ver um filme era um evento magnânimo. O mais impressionante é que esse caos todo foi a melhor coisa que aconteceu na sessão de "O Último Exorcismo"(2010).


O cartaz do estilo: "Melhor filme de terror de todos os tempo epic win ever!". Malditos cartazes, e olha que eu só o vi depois de ter assistido ao filme!


Sabe aquelas continuações que destroem tudo o que o 1º filme foi um dia? Pois é, The Last Exorcism consegue fazer isso num único filme. Porque a história é até boa:


Pastor tem sua fé abalada após ler num jornal a morte de um garoto por pessoas que tentavam exorcizá-lo. Hoje ele faz seus ritos porque aprendeu a evangelizar desde cedo e tem família pra cuidar, mas sem saber se realmente ainda acredita em Deus. Então, ele vai pregando a palavra em sua igreja e fazendo exorcismos – que não passam de um teatro de charlatanismo cujo objetivo é curar as pessoas, já que elas realmente acreditam que estão sob influencia de algum demônio. Para deixar para a posteridade que essas possessões demoníacas são apenas fruto de problemas psicológicos + crenças medievais da população, ele chama uma equipe para gravar seu próximo exorcismo (um cameraman e uma assistente). Sim, outro filme de câmera subjetiva...e cada vez mais eu percebo que a função desses filmes é apenas mostrar o quanto REC é bom!


É até bacana descobrir aos poucos os truques do pastor e a atuação da atriz em algumas partes, como as da calistenia demoníaca, alongamento extreme ou seja lá que porra for aquilo, sem efeitos especiais...mas acaba aí, e isso já e dar muito crédito a este misto superficial de O Exorcista (há uma leve impressão de putaria, que de tão leve chega a ser constrangedora) + O Exorcismo de Emily Rose (acho que usaram o mesmo celeiro) + A Bruxa de Blair ( ah, vai tomar no c*!).


De resto: O filme sacaneia geral com a nossa cara o tempo todo, que esperamos sempre por uma coisa realmente assustadora (e isso significa, que aconteça alguma coisa, qualquer coisa!) ou que ainda há esperança de que uma reviravolta salve tudo – insisti nisso até o momento em que o pastor Cotton Marcus tem a excelente idéia de visitar o rapaz que trabalha num Café na beira da estrada. Anote aí. É o momento em que você deve sair do cinema ou parar de assistir (já que infelizmente começou). Até o clichê de homem de Deus que se mete numa encrenca daquelas para recuperar a sua fé seria melhor do que sermos postos à prova num final inacreditável de tão ruim! O pior é que não acredito que tenham feito aquilo de pura sacanagem, mas sim, porque acharam que era um final dos bons mesmo!


Lembrei dos finais de "Em Busca do Cálice Sagrado" e "Dead or Alive". No filme do Monthy Phyton, os cavaleiros do rei Arthur são presos pela polícia, com direito a viatura e tudo, um absurdo e um dos mais hilários términos de filme porraloka que já vi. No outro, Dead or Alive é um filme de máfia japonesa até que no final... Takashi Miike (diretor) faz um duelo em que um cara tira uma BAZUCA (acho que do rabo) e o outro dá um HADOUKEN! Se você não viu esses filmes, não leia o que eu escrevi acima. \o/


É, depois de O Último Exorcismo, percebi que até para TROLLAR o próprio filme é preciso talento – coisa que essa produção só tem em ganhar dinheiro.




- Onde está seu Deus agora, Pastor?!- Na puta que te pariu! Sou mais o Bernie de "Um Morto Muito Louco"!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

o horror, o horror



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

capitão planeta sem coração

Tem um diálogo numa tira do Allan Sieber : “- Nossa, fui ver Transformers no cinema! Que bomba! / - Bem feito, o que você esperava? Um Scorsese, estúpido?”. Eu pelo menos tive a premissa de gostar dos filmes do M. Night Shyamalan para ver "O Último Mestre do Ar" (The Last Airbender). Aproveitei o embalo para finalmente experimentar esse negócio de cinema em 3D – que em Belém significa: Ficar 3Dias na fila pra conseguir ver um filme.




Antes de explanar sobre o dinheiro de ingresso mais mal gasto da temporada (revelei cedo, não?), deixo-lhes com as palavras de Andy Caramujo ao término da sessão: “Shyamalan deveria ter parado em A Vila. E olha que eu acho A Vila uma merda!” Eu já gosto de A Vila, que junto com Corpo Fechado são os meus preferidos do diretor. Mas até eu, que tenho uma consideração com suas obras, por serem bem contadas histórias originais para cinema (nada de adaptações), não posso negar que depois da vila ele vem num decrescendo implacável: "A dama na água com acuçar", "o fim dos tempo"...até culminar com esta versão cinematográfica MR.PRAQUÊ do desenho "Avatar", aliás, uma série de animação muito firme, como dizem os moleques daqui.

No filme, que se passa numa terra fantásdiga, cada povo é ligado a um elemento da natureza. Alguns indivíduos mais sortudos são chamados de dominadores porque possuem a capacidade de controlar os elementos e até utilizá-los em combate. O problema é que para isso eles precisam fazer altos movimentos esdrúxulos, que tentam emular katis de Kung Fu. Quanto mais vergonha alheia a coreografia lhe causar, melhor será o poder da água, do fogo, da terra ou do ar em questão, sacou?

O Slumdog Millionaire parece um vilão secundário de Power Rangers e o outro rapaz participa das duas tentativas frustradas de "cena engraçada" no filme – as próximas piadas foram apagadas do roteiro depois disso.
Vez por outra, os povos guerreiam entre si, mas existe alguém acima do bem e do mal que vem para trazer o equilíbrio da força (Luke Skywalker), a união entre todos (Jesus) e mostrar que vocês não aguentam 10 minutos de porrada comigo (Gil Brother Away): O Avatar, que pode controlar todos os 4 elementos da natureza (vai, Planeta!), o que sem dúvida deve ser de muita responsa!

Para resumir: Katara, a water
bender, é a única atuação convincente do filme; O povo do fogo usa brilho no cabelo e são todos parentes do diretor; As lutas corporais não possuem impacto visual ou real...e as elementais não ficam atrás; Eu quase dormi em algumas partes, como nas visitas ao dragão; E para terminar: eles poderiam ter chamado o filho do Jet Li, poderiam ter chamado até o Jaden Smith ou qualquer moleque que soubesse o mínimo de artes marcias para fazer Aang (o avatar)... então, alguém pode me explicar por que pegaram a menina do "Escola de Rock" e rasparam a cabeça dela?

Quero ser internado no Asilo Arkham se eu for o único a ter pensado nisso!

Por falar nisso, acho que não teve uma seleção para escolher o ator mirim do protagonista. A não ser que a intenção fosse escolher o pior, ou o que sempre faz a mesma cara de moleque assustado que tem o lanche roubado na escola. O pior de tudo é saber que este é só o 1º filme! (a idéia é fazer pelo menos uns três!). Eu acho realmente que se você, como eu, estiver interessado em saber como Aang aprende a controlar todos os elementos, passemos para o desenho animado, sem escalas!

Apesar de tudo, ainda é possível ver Shymalan nos planos de ação, com aquelas tomadas de lá pra cá, daqui pra lá, dando aquele interessante efeito de gangorra de um take só, mas e daí? Eu já tinha achado tanta coisa escrota que nem sei como ainda consegui pensar nisso ...

E para somar a minha experiência, eu achei muito espetaculares aquelas LEGENDAS DO FILME EM 3D! Porque elas são a única coisa em 3D durante o filme inteiro! Ufa, ainda bem que não o assisti dublado, senão iria pedir meu dinheiro de volta, heim! Moviecom, seu lindo!