terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mundo, aprisionar-te-ei em megapixels

A primeira vez que entrei em contato com uma câmera digital achei uma maravilha de meu deus. Era uma Sony-Cybershot de 2.3 (ou 3.2) megapixel, que fazia um estrago gigantesco na minha cabeça de quem já tirou fotos experimentais até com lata de leite ninho. Nesta época eu nem sabia da existência de fotologs e outras bugigangas da internet, utilizadas por uma porcentagem muito pequena de pessoas em algo legal, divertido ou até mesmo útil. A maior fatia do bolo virtual está com a exposição da interessante vida de miguxos e genti ki naum consegui + iscrevê direito, sei lá, talvez essas pessoas queriam ter nascido com problemas mentais e agora acharam algo pra simular.

Outra parte considerável está no compartilhamento de imagens de gente mandando ver, afogando o ganso, molhando o biscoito e etcetera. Não é de hoje que a câmera digital é o flagelo da galera que potencializa o tesão com flashes. Sem contar os que vão de laranja nesta história, os bêbados(as), os ingênuos(as)...ou aquela menina do High School Musical, que eu só soube da existência pela notícia de que ela estaria nua (sem montagem) na net.

Outra utilidade para a proliferação de fotos e informações de sua pessoa na internet é servir de base de dados para um serial killer em potencial ou profissional. Eu já consegui criar estratagemas vendo fotologs e orkuts alheios – em pouco tempo dá pra saber lugares que a pessoa freqüenta, onde mora, o que vai fazer em tal dia, e o principal...infinitos motivos para querer matá-la. “Nossa, ela está na comunidade ‘Eu daria pro Orlando Bloom’...mas que filha da puta, merece a morte!”.

Bem, voltando para as câmeras digitais, vejo que as pessoas criaram necessidades antes inexistentes. São celulares e câmeras clicando o tempo inteiro, capturando roda de amigos em momentos completamente corriqueiros, testes de autoretratos em diferentes ângulos ad infinitum, momentos íntimos desvelados em computadores distantes...tudo endossado pela tecnologia e sua facilidade de transformar qualquer coisa em dados.

Nunca tive uma máquina digital. Fiquei pensando no que faria se tivesse uma. Provavelmente compartilharia com vocês alguma coisa muito boa.

Outro dia fui ao açougue com minha mãe. Ela estava olhando as opções, dizendo:
“ O que tu queres comer, Paulo, coração, fígado...”

Eu respondi: “Mamãe, eu como qualquer coisa, como até...”– olhei para uma oferta próxima...

Pois é, eu como até FILÉ DE FRENGO!

E me acabei de rir no meio do estabelecimento comercial. É incrível como um erro de digitação nos traz à tona para ver o quanto de humor há no mundo. Voltei ao local e fiz o registro com uma câmera emprestada. Depois eu ainda encontrei um TOUCINHO SAGADO, mas percebi que nada poderia barrar um delicioso filé de frengo na chapa.

No caminho para casa pensei que “Paulo Nazareno” é um nome que soa meio cômico ou estranho...ou escroto. Imaginei que se um dia eu virasse uma pessoa pública e considerada, seria meio constrangedor ostentá-lo por aí, principalmente para pessoas distraídas.

... não acho mais.

Eu tenho que arranjar uma câmera digital pra mim. Estou perdendo toda a diversão do mundo que me cerca. Vai um nugget de frengo aí?

5 comentários:

transculturalidade disse...

Jhon, Jhon!!!

Que saudades de ti meu irm�o... Hoje eu estava na pior aqui no meu kitnet e peguei aquela colet�nia que voc� gravou pra mim com uns desenhos teus.. Ouvi e me senti 100%.
Te adoro e adoro o teu talento.

Beijos da tua m�na que est� em Franca-Sp. Elis

Anónimo disse...

Achava melhor arouchar o DR. Frengo.

jr cabe;a

Anónimo disse...

Já olhaste a grossura do nó da gravata do dr. Aroucha? Se virar de cabeça pra baixo, verás que a gravata, na verdade, é uma serpente que está engolindo o pobre advogado. É mais um caso de venda da alma ao cramulhão! Para ser rico e famoso, o causídico teve que se submeter aos caprichos do Demo, vendendo sua essência espiritual e trocando o nome para este que, por um lado, causa-lhe vergonha e repulsa, mas por outro martela a cabeça de quem o ouve ou lê. Tanto que acabou cainda neste blog. È, dr. Aroucha, o capeta está lhe fazendo um bem enorme. Mas, cobrará por isso!

Huhuhuhhahahahahahuhuhuhuhu! (igual aquela risada do clip do M. Jackson, outro que vendeu a alma. Medo).

Betania disse...

HuaHuaHuaHua...

Eu mesma já fui vítima de um de seus estratagemas... Eu lembro que fiquei bastante assustado com aquele seu e-mail... Hehehe. Até liguei pra um amigo pra saber se ele achava possível eu ter o meu "personal stucker tabajara".

Abandonei o fotoploc. Ele vai ficar por lá... Agora também tenho um blog. Mas não é grande coisa.

Beijos.

Elaine disse...

Paulo vc é um Gênio queria comentar o post , mas vc j´s viu sou burrinha , só me resta elogiar essa mente brilhante ...
te adoro bjs